Uma cadela hiperactiva, um cão traumatizado, um Dono relaxado, uma Dona babada... e agora uma Danoninha sanguessuga. Enfim, uma família de doidos!
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25/07/12
Os dois novos membros da família...
Dos meus sogros!
Nunca pensei que chegasse o dia em que a minha querida sogra ia ter 3 gatos em casa e se a primeira gata já causou a confusão que foi entre nós só espero que o facto de eu ter tido mão na adoção destes dois não se vire um dia contra mim.
Mas enfim ficaram bem entregues, ficaram juntos - chegámos à conclusão que seria muito complicado separá-los.
O meu cunhado quis ficar com o gato (afinal era um gato e uma gata) e os pais tiveram de aceder, visto que a minha cunhada no passado quis um cão e teve e depois quis uma gata e teve. Mas acabaram por também ficar com a gata pois os manos são mesmo mesmo mesmo inseparáveis. Ainda bem! Final feliz!
Apresento-vos então o Kurt Tonhó e a Luna da Tanga. Eu só os apanhei da rua, não tenho nada que ver com a escolha dos nomes...
PS - Soubemos tanto pela opinião do veterinário que os observou como também pelas vizinhas do bairro que têm posto em prática uma mega campanha de esterilização que estes gatinhos (e o terceiro mano, mais bravo, que nos escapou mas que entretanto já conseguiram apanhar) não nasceram na rua - foram abandonados, provavelmente no próprio dia em que os encontrei (eu assim gosto de pensar). Portanto quem quer que seja o filho da p*** que foi capaz de abandonar 3 bolinhas de pelo tão adoráveis quanto indefesas deveria passar o resto da vida à fome, ao frio e na mais completa solidão, para ver se também gostava... raios parta pá!
16/07/12
Mais lenha para me queimar...
Como o estado de abandono deste blog bem demonstra, não tenho propriamente muito tempo livre e todo o que tenho é basicamente para... dormir. Não me tenho dedicado a nenhum dos meus antigos hobbies (por "antigos" leia-se pré-Danoninha) e há mesmo muitas coisas - e algumas mais importantes que outras - que ficam por fazer. Lá porque digo que ando cansada e não tenho "me time", não é realmente uma queixa, porque é por uma boa causa e claro que, entre o trabalho, a lida da casa e os mimos à Danoninha (e aos cães, claro), não é muito difícil de adivinhar qual é a minha parte preferida.
Mas, não satisfeita com a trabalheira que já dá ter 3 filhos... LOL ainda fui arranjar mais dois. Pois eis que hoje vimos da janela três gatinhos bebés lindos lindos e claro que fomos lá buscá-los. Só conseguimos resgatar dois, infelizmente o outro já era mais arisco (e as mãos do Dono que o digam). Os dois maninhos ou maninhas - sim, porque eu percebo taaaaanto de gatos que nem sei bem - deixaram-se logo apanhar, adoram festinhas, só ronronam, aquela coisa boa que já se sabe.
E como infelizmente numa de "been there, done that", já sabemos que os monstrengos não aceitam felinos cá em casa, por mais adoráveis que sejam, é óbvio que eles só cá estão temporariamente e só mesmo porque a minha casa de banho consegue ser melhor do que a rua. E a casa de banho porquê? Porque se eles ficarem na casa de banho do meu quarto, com a porta fechada e o quarto por sua vez também com porta fechada é o sítio mais seguro para não virarem hamburgueres.
Já lhes fiz uma caminha, fui logo ao supermercado comprar areia e comida (e leite porque eles realmente são muito bebés) e já tirei fotos para começar a espalhar aos sete ventos.
É uma altura tramada, não me devia ter metido nisto, mas não conseguiria dormir hoje à noite sabendo que eles iam passar a vaga de calor dos próximos dias na rua, correndo o risco de desidratarem. E mesmo que sobrevivessem acabariam como o mano deles e nunca mais seria possível serem "domesticados" (uso o termo só para distinguir dos gatos de rua em estado mais selvagem, porque enfim, não percebo muito de gatos mas percebo o suficiente para saber que eles apenas nos deixam pensar que os domesticámos).
Agradeço então a ajuda dos leitores deste blog - se ainda houver por aí alguém, que eu sou uma desnaturada e não atualizo isto e agora tenho a lata de vir para aqui tentar dar gatinhos.
Dão-se duas gatinhas (vou arriscar dizer que são fêmeas porque ainda não vi tintins) com no máximo 2 meses, muito lindas e meigas, uma mais tímida do que a outra e teria preferência que fossem para a mesma casa mas se tiverem de ser separadas so be it.
O meu contacto é bydaisy560@gmail.com.
15/02/12
Algo como "eu avisei" adequa-se
Não há dúvidas de que a Danoninha adora animais e não tem medo nenhum deles. É vê-la toda contente quando eles aparecem na sua linha de visão, é vê-la a estender a mão para lhes fazer festinhas, é vê-la a partilhar com eles os brinquedos, é vê-la a levar lambidelas da Emma até à consciência sem se ralar minimamente. O orgulho da mãe, portanto.
Em casa da avó, onde passa o dia, há o mini cão e a tal gata. A Danoninha adora-os também. Quando lhe perguntamos onde eles estão, ela sabe perfeitamente que o cão anda rente ao chão (ele é muito pequenino em comparação com os nossos) e que a gata pode andar por qualquer lado.
E "por qualquer lado" inclui o berço da Danoninha. Ora, a minha sogra, que sempre detestou gatos, que sempre achou um perigo ter gatos ao pé de crianças, que sempre achou um nojo ter os gatos a dormir nas camas dos bebés, que dizia que iria andar com um borrifador a assustar a gata sempre que ela se portasse mal, ficou para morrer quando fomos dar com a gata lá.
Eu, descer do salto salto (que não uso)? Nunca! A gata é deles, a casa é deles, a responsabilidade é deles. Se calhar se eu não gostasse tanto de animais, a conversa seria outra. Mas a sério que não me ralo muito com a cena. Só não gosto é que me tomem por parva e que tenham memória curta. Depois de tanta tinta que já correu entre mim e a minha sogra por causa da gata acho a situação o cúmulo da ironia. E continuo a achar que ela me deve um pedido de desculpas desde junho.
Em casa da avó, onde passa o dia, há o mini cão e a tal gata. A Danoninha adora-os também. Quando lhe perguntamos onde eles estão, ela sabe perfeitamente que o cão anda rente ao chão (ele é muito pequenino em comparação com os nossos) e que a gata pode andar por qualquer lado.
E "por qualquer lado" inclui o berço da Danoninha. Ora, a minha sogra, que sempre detestou gatos, que sempre achou um perigo ter gatos ao pé de crianças, que sempre achou um nojo ter os gatos a dormir nas camas dos bebés, que dizia que iria andar com um borrifador a assustar a gata sempre que ela se portasse mal, ficou para morrer quando fomos dar com a gata lá.
Eu, descer do salto salto (que não uso)? Nunca! A gata é deles, a casa é deles, a responsabilidade é deles. Se calhar se eu não gostasse tanto de animais, a conversa seria outra. Mas a sério que não me ralo muito com a cena. Só não gosto é que me tomem por parva e que tenham memória curta. Depois de tanta tinta que já correu entre mim e a minha sogra por causa da gata acho a situação o cúmulo da ironia. E continuo a achar que ela me deve um pedido de desculpas desde junho.
14/06/11
Vocês não vão acreditar nisto...
Fui acusada de não querer ajudar a dar a gata. Ya. Eu a não querer ajudar um animal? Ainda por cima um animal que eu acho que não fica bem entregue se ficar em casa dos meus sogros? Diria que tenho todo o interesse em arranjar-lhe uns donos melhores, mas pelos vistos a minha sogra acha que não.
Eu limitei-me a dizer à minha cunhada que a minha amiga Lígia do SOS Animal estava sobrecarregada com muitos gatos e que não deveria conseguir acolher mais nenhum. Isto significa apenas duas coisas: 1. Que a minha cunhada teria de ser FAT da gata. 2. Que eu e o SOS Animal poderíamos ajudar de outras formas, nomeadamente, divulgando.
Mas o que é que a minha cunhada foi dizer à minha sogra? Que eu não queria ajudar. E o que é que a minha sogra fez? Acreditou. Nem sequer achou estranho eu fazer uma coisa tão pouco típica em mim, nem sequer deu o benefício da dúvida, nem sequer me perguntou porque é que eu não queria ajudar, nem sequer me disse que estava chateada por eu supostamente não querer ajudar.
Os dias passaram-se, eu achei estranho a minha cunhada não voltar a pedir-me ajuda, nem um email ela me mandou para eu poder divulgar entre os meus contactos, nem sequer me pediu para divulgar através do SOS Animal. Eu calculava que a minha sogra não estivesse nada satisfeita com a história, então não liguei lá para casa a tocar no assunto para não deitar mais achas para a fogueira. Mas fui ao mural do facebook da minha cunhada, saquei a foto e divulguei o apelo. E no sábado quando estive com a família do meu marido, tivemos a conversa que eu descrevi no meu post anterior. O tempo todo a minha sogra esteve de trombas, mas eu achei que se devia à situação de ter uma gata em casa a contragosto.
Não. Soube depois que ela estava de trombas COMIGO porque eu não quis ajudar. E que ela é que mandou a minha cunhada não voltar a pedir-me ajuda. E que nas minhas costas contactaram o SOS Animal sem dizerem que eram da minha família. Não percebo essa parte, quereriam confirmar se eu estava a dizer a verdade quando avisei que provavelmente não poderiam receber mais animais?
E agora aproveito para dizer em minha defesa que quando a minha cunhada me falou pela primeira vez na gata e me disse que queria o contacto do SOS Animal a conversa foi à janela, de manhãzinha, com a bebé a chorar e eu com apenas 4 horas de sono em cima. Se calhar fui um bocado antipática, se calhar quando a minha cunhada quis impingir a gata ao SOS Animal eu pus logo aquele ar de "isso não funciona bem assim" porque há muitas pessoas que não têm noção das dificuldades que as associações passam e acham que podem simplesmente despejar os animais em vez serem FATs individualmente, coisa que a minha cunhada poderia perfeitamente ser.
E também aproveito para dizer que há alguns meses houve um mal entendido semelhante, em que alguém foi dizer à minha sogra que eu tinha dito uma coisa que eu não disse e ela simplesmente acreditou, amuou e deixou de me falar. E dessa vez quando tudo se resolveu eu disse-lhe abertamente que se voltasse a haver uma situação assim ela tinha de conversar comigo, não podia simplesmente acreditar e ficar chateada comigo.
Se ela não aprende com os erros, se ela quer ser injusta e se ela me tem em tão pouca consideração ao fim de 11 anos supostamente a conhecer-me como pessoa (bolas, até quem lê o meu blog tem melhor opinião de mim do que ela, pelos vistos) então não me interessa ter uma pessoa assim na minha vida. Por isso neste momento quem não lhe fala sou eu. Tivemos uma discussão e saí de casa dela antes que dissesse alguma coisa que depois me arrependesse e desde então não lhe falei mais nem tenciono voltar a mostrar-lhe os dentes.
Pode parecer uma medida extrema, pode parecer que "só por causa de uma gata" não era caso para isto tudo. Mas não se trata da gata. Querem ficar com a gata, fiquem. Eu acho que ela não fica bem entregue, mas a casa não é minha, a família não é minha, a decisão não é minha. Daí até me apunhalarem pelas costas, difamarem-me, julgarem-me, nem sequer falarem comigo para me dar hipóteses de me defender ou de esclarecer um mal entendido que eu nem sequer sei que está a haver... epá... não é só uma gata, é uma falta de consideração.
PS - É óbvio que a minha cunhada quer à força toda ficar com a gata e que nem sequer se esforçou muito para lhe arranjar donos. Não a divulgou, não recorreu à minha ajuda, não esgotou todos os meios nem esperou tempo nenhum. Em menos de uma semana já tinha manipulado a mãe para ficar com a gata. Não é com ela que estou chateada porque consigo ver perfeitamente porque é que ela disse à mãe que eu não a ajudei, sem sequer se aperceber das consequências e da infantilidade com que a minha sogra iria reagir. Quem se lixou fui eu, que fiquei como a má da fita que não quis ajudar. Ai da minha sogra que um dia se queira livrar da gata e me acuse de ter a culpa por a gata lá ter ficado. No dia em que ela fizer isso, não só não me vê os dentes como se calhar arranco-lhe os cabelos. Eu sou muito boazinha até ao dia em que me f0d3m... Pardon my french...
Eu limitei-me a dizer à minha cunhada que a minha amiga Lígia do SOS Animal estava sobrecarregada com muitos gatos e que não deveria conseguir acolher mais nenhum. Isto significa apenas duas coisas: 1. Que a minha cunhada teria de ser FAT da gata. 2. Que eu e o SOS Animal poderíamos ajudar de outras formas, nomeadamente, divulgando.
Mas o que é que a minha cunhada foi dizer à minha sogra? Que eu não queria ajudar. E o que é que a minha sogra fez? Acreditou. Nem sequer achou estranho eu fazer uma coisa tão pouco típica em mim, nem sequer deu o benefício da dúvida, nem sequer me perguntou porque é que eu não queria ajudar, nem sequer me disse que estava chateada por eu supostamente não querer ajudar.
Os dias passaram-se, eu achei estranho a minha cunhada não voltar a pedir-me ajuda, nem um email ela me mandou para eu poder divulgar entre os meus contactos, nem sequer me pediu para divulgar através do SOS Animal. Eu calculava que a minha sogra não estivesse nada satisfeita com a história, então não liguei lá para casa a tocar no assunto para não deitar mais achas para a fogueira. Mas fui ao mural do facebook da minha cunhada, saquei a foto e divulguei o apelo. E no sábado quando estive com a família do meu marido, tivemos a conversa que eu descrevi no meu post anterior. O tempo todo a minha sogra esteve de trombas, mas eu achei que se devia à situação de ter uma gata em casa a contragosto.
Não. Soube depois que ela estava de trombas COMIGO porque eu não quis ajudar. E que ela é que mandou a minha cunhada não voltar a pedir-me ajuda. E que nas minhas costas contactaram o SOS Animal sem dizerem que eram da minha família. Não percebo essa parte, quereriam confirmar se eu estava a dizer a verdade quando avisei que provavelmente não poderiam receber mais animais?
E agora aproveito para dizer em minha defesa que quando a minha cunhada me falou pela primeira vez na gata e me disse que queria o contacto do SOS Animal a conversa foi à janela, de manhãzinha, com a bebé a chorar e eu com apenas 4 horas de sono em cima. Se calhar fui um bocado antipática, se calhar quando a minha cunhada quis impingir a gata ao SOS Animal eu pus logo aquele ar de "isso não funciona bem assim" porque há muitas pessoas que não têm noção das dificuldades que as associações passam e acham que podem simplesmente despejar os animais em vez serem FATs individualmente, coisa que a minha cunhada poderia perfeitamente ser.
E também aproveito para dizer que há alguns meses houve um mal entendido semelhante, em que alguém foi dizer à minha sogra que eu tinha dito uma coisa que eu não disse e ela simplesmente acreditou, amuou e deixou de me falar. E dessa vez quando tudo se resolveu eu disse-lhe abertamente que se voltasse a haver uma situação assim ela tinha de conversar comigo, não podia simplesmente acreditar e ficar chateada comigo.
Se ela não aprende com os erros, se ela quer ser injusta e se ela me tem em tão pouca consideração ao fim de 11 anos supostamente a conhecer-me como pessoa (bolas, até quem lê o meu blog tem melhor opinião de mim do que ela, pelos vistos) então não me interessa ter uma pessoa assim na minha vida. Por isso neste momento quem não lhe fala sou eu. Tivemos uma discussão e saí de casa dela antes que dissesse alguma coisa que depois me arrependesse e desde então não lhe falei mais nem tenciono voltar a mostrar-lhe os dentes.
Pode parecer uma medida extrema, pode parecer que "só por causa de uma gata" não era caso para isto tudo. Mas não se trata da gata. Querem ficar com a gata, fiquem. Eu acho que ela não fica bem entregue, mas a casa não é minha, a família não é minha, a decisão não é minha. Daí até me apunhalarem pelas costas, difamarem-me, julgarem-me, nem sequer falarem comigo para me dar hipóteses de me defender ou de esclarecer um mal entendido que eu nem sequer sei que está a haver... epá... não é só uma gata, é uma falta de consideração.
PS - É óbvio que a minha cunhada quer à força toda ficar com a gata e que nem sequer se esforçou muito para lhe arranjar donos. Não a divulgou, não recorreu à minha ajuda, não esgotou todos os meios nem esperou tempo nenhum. Em menos de uma semana já tinha manipulado a mãe para ficar com a gata. Não é com ela que estou chateada porque consigo ver perfeitamente porque é que ela disse à mãe que eu não a ajudei, sem sequer se aperceber das consequências e da infantilidade com que a minha sogra iria reagir. Quem se lixou fui eu, que fiquei como a má da fita que não quis ajudar. Ai da minha sogra que um dia se queira livrar da gata e me acuse de ter a culpa por a gata lá ter ficado. No dia em que ela fizer isso, não só não me vê os dentes como se calhar arranco-lhe os cabelos. Eu sou muito boazinha até ao dia em que me f0d3m... Pardon my french...
12/06/11
Deveria ser uma boa notícia...
E eu deveria estar contente. Mas não é e não estou.
Pois então parece que a minha cunhada quer ficar com a gata, que eu entretanto soube que se chama Chibi. Quando lhe perguntei se era uma decisão oficial e se realmente iam parar de tentar arranjar-lhes uns donos, esperava uma resposta sentida como: "sempre quis ter uma gata" ou "afeiçoei-me tanto à gatinha que agora já não consigo separar-me dela". Em vez disso, a resposta obedeceu a uma lógica um pouco invertida na minha opinião. Vão ficar com a gata porque já compraram as coisas todas de que ela precisa (caixote, cama, comida, etc). Porque já compraram? Ficam com ela porque já compraram? Não deveria ser "comprámos as coisas porque vamos ficar com a gata"? Mais alguém nota a contradição?
Se calhar sou eu. Devo ser eu. Ando há 11 anos a ouvir a minha sogra dizer que não suporta gatos, que os gatos isto e aquilo, ui credo gatos. Em casa da avó paterna do Dono há uma gata e deviam ver a cara de nojo e de repulsa que a minha sogra faz se a pobre gata tem a ousadia de lhe aparecer à frente. Se calhar a minha cunhada tem memória curta ou selectiva, porque subitamente esqueceu-se que ainda vive em casa dos pais e que a mãe não gosta de gatos e que isso é tudo assim um bocado para o... sei lá... Incompatível? Utópico? Hmmm
Gostava muito sinceramente de estar enganada. Gostava de conseguir acreditar que a Chibi tem ali uns donos à maneira e que fica bem entregue e que encontrou a sua família humana para o resto da vida. Mas... a minha memória não é curta nem selectiva. Eu lembro-me do cão que o Dono foi obrigado a dar porque a mãe fartou-se dos estragos que ele fazia. E tratava-se de um cão (a minha sogra gosta de cães), macho (a minha sogra para além de não gostar de felinos também embirra com as fêmeas seja de que espécie animal forem, vai-se lá perceber), que a minha sogra tinha sido querido levar para casa, ao contrário da pobre Chibi, que foi apresentada como facto consumado porque a minha sogra não estava sequer em casa quando a minha cunhada a apanhou. E mesmo assim o cão levou sumiço. Quantos meses (ou mesmo semanas) acham vocês que vai demorar até a gatinha ter a mesma sorte?
Ah, e curtam esta: a minha sogra hoje disse coisas do género "ai a gata vai ter de ser educada se não leva", "ai eu detesto quando os gatos andam por cima das coisas", "ai há certas coisas para as quais não tenho paciência, desculpem lá", "ai da gata que faça isto ou aquilo ou frito ou cozido ou assado ou grelhado". Eu a ouvir aquilo tudo e a pensar que a coisa não vai mesmo correr bem. Então fui levantando todas as questões em que acho importante pensar antes de adoptar um animal. Disse-lhe que os gatos chegam a viver 20 anos, disse-lhe que os gatos têm as suas personalidades e que por muito que sejam ensinados vão sempre ter as suas manias, disse-lhe ainda que entre essas manias muitas vezes incluem-se coisas como serem esquisitos com a comida, rebelarem-se quando os caixotes não estão suficientemente limpos, etc e tal. Enfim, quem tem gatos sabe do que eu falo melhor do que eu, que só tive gatos à experiência (infelizmente).
Uma confissão: os cortinados da minha sala custaram 100 contos. É verdade. Entre o tecido, o varão, blablabla, foi um balúrdio - e imaginem quanto mais me teria custado se não tivessem sido costurados em casa. E eu adoro animais, adoro cães, adoro gatos, mas no dia em que a Mia (lembram-se dela?) se pendurou neles... hmm... digamos que me doeu cá dentro. E isso sou eu, que não ligo aos estragos em casa, que não sou materialista, que tenho o lema "as casas não são museus", que gosto de animais o suficiente para relevar os estragos que causam. Mas a minha sogra não é assim. E inevitavelmente a Chibi vai estragar qualquer coisa cara que ela tenha e depois como é que vai ser? Vão livrar-se da gata quando ela já for adulta e muito mais difícil de dar? Vão fazê-la sofrer por se separar dos donos? Não estou propriamente preocupada com o que a minha cunhada vai sofrer, porque a culpa será toda dela por ser ingénua ao ponto de pensar que a mãe a ia realmente deixar ter a gata.
Ps - Sabem aquele argumento que os pais invariavelmente usam quando os filhos lhes pedem um animal de estimação que eles não querem? Dizem: "depois nós, pais, é que temos o trabalho". E é verdade. Até sairmos de casa dos nossos pais e termos um animal do qual só nós é que cuidamos, que nós é que temos de levar ao vet e comprar comida, caso contrário mais ninguém o faz por nós, só então é que podemos considerar esse animal mesmo nosso. Ora, o cão dos meus sogros supostamente era da minha cunhada, por isso o mais lógico seria ela tratar dele. Mas eu lembro-me de ir passeá-lo com o meu marido quando namorávamos e sei que quem paga as despesas todas e lhe dá as injecções de insulina a horas é a minha sogra e sei que muitas vezes a minha cunhada vai namorar ou ao cinema ou fica a dormir até tarde ou isto ou aquilo e tem sempre as costas quentes porque a mãezinha trata do cão. Qual é a lição que a minha sogra ainda não aprendeu? É óbvio que vai sobrar para ela, que agora é tudo muito bonito e a minha cunhada muda a areia duas vezes por dia. Mas daqui a uns tempos será a minha sogra a ter de fazer isso, logo ela QUE NÃO GOSTA DE GATOS E NÃO ESCONDE ISSO DE NINGUÉM. Como é que só eu é que vejo isto???
Enfim... a coisa não vai mesmo mesmo mesmo correr bem. E o pior é estar a ver as coisas a acontecerem e não poder fazer nada. Já tentei alertar, não vou desistir já, mas... por que raios é que isto tinha de acontecer?
NOTA-SE MUITO QUE ESTOU IRRITADA COM A IRRESPONSABILIDADE DAQUELA GENTE (e acima de tudo PREOCUPADA com a pobre da gata)?
Pois então parece que a minha cunhada quer ficar com a gata, que eu entretanto soube que se chama Chibi. Quando lhe perguntei se era uma decisão oficial e se realmente iam parar de tentar arranjar-lhes uns donos, esperava uma resposta sentida como: "sempre quis ter uma gata" ou "afeiçoei-me tanto à gatinha que agora já não consigo separar-me dela". Em vez disso, a resposta obedeceu a uma lógica um pouco invertida na minha opinião. Vão ficar com a gata porque já compraram as coisas todas de que ela precisa (caixote, cama, comida, etc). Porque já compraram? Ficam com ela porque já compraram? Não deveria ser "comprámos as coisas porque vamos ficar com a gata"? Mais alguém nota a contradição?
Se calhar sou eu. Devo ser eu. Ando há 11 anos a ouvir a minha sogra dizer que não suporta gatos, que os gatos isto e aquilo, ui credo gatos. Em casa da avó paterna do Dono há uma gata e deviam ver a cara de nojo e de repulsa que a minha sogra faz se a pobre gata tem a ousadia de lhe aparecer à frente. Se calhar a minha cunhada tem memória curta ou selectiva, porque subitamente esqueceu-se que ainda vive em casa dos pais e que a mãe não gosta de gatos e que isso é tudo assim um bocado para o... sei lá... Incompatível? Utópico? Hmmm
Gostava muito sinceramente de estar enganada. Gostava de conseguir acreditar que a Chibi tem ali uns donos à maneira e que fica bem entregue e que encontrou a sua família humana para o resto da vida. Mas... a minha memória não é curta nem selectiva. Eu lembro-me do cão que o Dono foi obrigado a dar porque a mãe fartou-se dos estragos que ele fazia. E tratava-se de um cão (a minha sogra gosta de cães), macho (a minha sogra para além de não gostar de felinos também embirra com as fêmeas seja de que espécie animal forem, vai-se lá perceber), que a minha sogra tinha sido querido levar para casa, ao contrário da pobre Chibi, que foi apresentada como facto consumado porque a minha sogra não estava sequer em casa quando a minha cunhada a apanhou. E mesmo assim o cão levou sumiço. Quantos meses (ou mesmo semanas) acham vocês que vai demorar até a gatinha ter a mesma sorte?
Ah, e curtam esta: a minha sogra hoje disse coisas do género "ai a gata vai ter de ser educada se não leva", "ai eu detesto quando os gatos andam por cima das coisas", "ai há certas coisas para as quais não tenho paciência, desculpem lá", "ai da gata que faça isto ou aquilo ou frito ou cozido ou assado ou grelhado". Eu a ouvir aquilo tudo e a pensar que a coisa não vai mesmo correr bem. Então fui levantando todas as questões em que acho importante pensar antes de adoptar um animal. Disse-lhe que os gatos chegam a viver 20 anos, disse-lhe que os gatos têm as suas personalidades e que por muito que sejam ensinados vão sempre ter as suas manias, disse-lhe ainda que entre essas manias muitas vezes incluem-se coisas como serem esquisitos com a comida, rebelarem-se quando os caixotes não estão suficientemente limpos, etc e tal. Enfim, quem tem gatos sabe do que eu falo melhor do que eu, que só tive gatos à experiência (infelizmente).
Uma confissão: os cortinados da minha sala custaram 100 contos. É verdade. Entre o tecido, o varão, blablabla, foi um balúrdio - e imaginem quanto mais me teria custado se não tivessem sido costurados em casa. E eu adoro animais, adoro cães, adoro gatos, mas no dia em que a Mia (lembram-se dela?) se pendurou neles... hmm... digamos que me doeu cá dentro. E isso sou eu, que não ligo aos estragos em casa, que não sou materialista, que tenho o lema "as casas não são museus", que gosto de animais o suficiente para relevar os estragos que causam. Mas a minha sogra não é assim. E inevitavelmente a Chibi vai estragar qualquer coisa cara que ela tenha e depois como é que vai ser? Vão livrar-se da gata quando ela já for adulta e muito mais difícil de dar? Vão fazê-la sofrer por se separar dos donos? Não estou propriamente preocupada com o que a minha cunhada vai sofrer, porque a culpa será toda dela por ser ingénua ao ponto de pensar que a mãe a ia realmente deixar ter a gata.
Ps - Sabem aquele argumento que os pais invariavelmente usam quando os filhos lhes pedem um animal de estimação que eles não querem? Dizem: "depois nós, pais, é que temos o trabalho". E é verdade. Até sairmos de casa dos nossos pais e termos um animal do qual só nós é que cuidamos, que nós é que temos de levar ao vet e comprar comida, caso contrário mais ninguém o faz por nós, só então é que podemos considerar esse animal mesmo nosso. Ora, o cão dos meus sogros supostamente era da minha cunhada, por isso o mais lógico seria ela tratar dele. Mas eu lembro-me de ir passeá-lo com o meu marido quando namorávamos e sei que quem paga as despesas todas e lhe dá as injecções de insulina a horas é a minha sogra e sei que muitas vezes a minha cunhada vai namorar ou ao cinema ou fica a dormir até tarde ou isto ou aquilo e tem sempre as costas quentes porque a mãezinha trata do cão. Qual é a lição que a minha sogra ainda não aprendeu? É óbvio que vai sobrar para ela, que agora é tudo muito bonito e a minha cunhada muda a areia duas vezes por dia. Mas daqui a uns tempos será a minha sogra a ter de fazer isso, logo ela QUE NÃO GOSTA DE GATOS E NÃO ESCONDE ISSO DE NINGUÉM. Como é que só eu é que vejo isto???
Enfim... a coisa não vai mesmo mesmo mesmo correr bem. E o pior é estar a ver as coisas a acontecerem e não poder fazer nada. Já tentei alertar, não vou desistir já, mas... por que raios é que isto tinha de acontecer?
NOTA-SE MUITO QUE ESTOU IRRITADA COM A IRRESPONSABILIDADE DAQUELA GENTE (e acima de tudo PREOCUPADA com a pobre da gata)?
10/06/11
Por esta é que eu não estava à espera...

A minha cunhada resgatou da rua uma gatinha bebé com cerca de 2 mesinhos. Já foi levada ao veterinário e por enquanto vai lá ficando por casa dos meus sogros, onde obviamente é bem tratada. Tem comida, casa-de-banho, caminha, etc. Mas é uma situação temporária - porque a minha sogra é uma daquelas pessoas que está sempre a dizer a alto e bom som que detesta gatos.
Ainda não conheço a bichinha pessoalmente nem sei muitos pormenores, porque quem me contou isto foi o meu marido e já sabem como são os homens, nem o nome perguntam. Mas soube que até o meu cunhado que não é propriamente muito fácil de conquistar e não costuma gostar muito de animais anda encantado com ela. Seria óptimo que eles a adoptassem, só que com a minha sogra tão contra duvido muito. Ou então adoptavam-na e daqui a uns tempos ela obrigava-os a darem-na (e seria muito mais difícil em adulta), como ela fez com um cão que o meu marido, então namorado, trouxe da rua e que ia ser nosso quando nos casássemos. Essa ainda me está engasgada...
Por isso, antes que a gatinha tenha o mesmo destino, ajudem-me a divulgar este apelo para ver se lhes arranjamos uns donos realmente bons que fiquem com ela o resto da vida, seja isso 10, 15 ou 20 anos.
Se souberem de alguém interessado, basta contactarem-me através aqui do blog.
PS - O meu marido já me avisou que nesta casa já há animais suficientes, para eu não ficar com esperanças. Será que ele estava a incluir a nossa filhota sanguessuga? hehehe
29/03/11
E ainda dizem que os desenhos animados são violentos...
Prefiro inventar canções de embalar completamente absurdas do que cantar o "atirei o pau ao gato". Já reparam bem na letra? É um incitamento à violência gratuita! Coitado do gato!!!
02/11/10
Fetiches
Os dois protagonistas do primeiro vídeo são a gata da avó Noca, Miss Binkie-tenho-um-feitiozinho-tramado, e os pés nº46 do meu querido marido. Como podem ver, a gata tem uma autêntica panca por pés.
O segundo vídeo é mais antigo, ainda tínhamos lareira portanto diria que é do ano passado, mas só dei com ele agora, porque também tem a ver com... pés. Mais precisamente com a técnica do Dono para fazer festinhas sem ter de sujar as mãos. Ao vivo e em directo, captados neste vídeo estão também as cócegas do Sushi, a mania que ele tem de se roçar nas pessoas, o flagrante delito da Emma a subir para o sofá e muitas outras coisas do nosso dia-a-dia se tiverem paciência para ver até ao fim (e de preferência se tiverem óculos de visão nocturna porque a luz é pouca).
13/01/10
Os gatos da minha vida
Na semana passada fui ver o Joy. Está o mesmo gordo preguiçoso de sempre! Fui dar com ele a dormir na cadeira da minha ex-colega, não quer saber da cama que lhe dei para nada, e ela cede-lhe a cadeira mais confortável e senta-se noutra, vejam só...
Ainda veio para o meu colo, aninhou-se como dantes e continuou a sua soneca, eu dei-lhe muitos beijinhos e falei com ele. Gostei de o ver.
Desde que me vim embora e ainda por cima mudou a administração andava com medo que os novos chefões não achassem muita piada a ter um gato por ali e proibissem os funcionários de continuar a alimentá-lo para ver se ele iria embora. Não foi o que aconteceu, felizmente, e talvez seja um sinal de que algumas coisas estão mesmo a mudar, sobretudo se cada vez mais pessoas de chefia se assumirem como "animal lovers". A minha ex-colega contou-me que no outro dia chegou atrasada e alguém já tinha posto comida ao Joy - alguém esse que ela veio a saber mais tarde que era o "big boss". Muito fixe!
No entanto, a outra face da moeda de se ser um gato protegido por uma empresa mas não ter realmente um dono é que quando ele aparece com uma pelada por causa de uma luta ou fica com conjuntivite, subitamente já não há ninguém que possa levá-lo ao vet e tratar dele.
Enfim... eu acho que ele é feliz, isso é o que conta.
Quanto ao Bart, uiii esse está nas suas sete quintas, de certeza. Acho que o Dono que lhe escolhemos não podia ser melhor. De vez em quando vejo as fotos que ele põe no FB e é só Bart, Bart, Bart. Como agora está com a pelagem de Inverno, obviamente ainda está mais bonito. Se é que isso é possível. Aquele gato é um quebra-corações, só vos digo!
Ainda veio para o meu colo, aninhou-se como dantes e continuou a sua soneca, eu dei-lhe muitos beijinhos e falei com ele. Gostei de o ver.
Desde que me vim embora e ainda por cima mudou a administração andava com medo que os novos chefões não achassem muita piada a ter um gato por ali e proibissem os funcionários de continuar a alimentá-lo para ver se ele iria embora. Não foi o que aconteceu, felizmente, e talvez seja um sinal de que algumas coisas estão mesmo a mudar, sobretudo se cada vez mais pessoas de chefia se assumirem como "animal lovers". A minha ex-colega contou-me que no outro dia chegou atrasada e alguém já tinha posto comida ao Joy - alguém esse que ela veio a saber mais tarde que era o "big boss". Muito fixe!
No entanto, a outra face da moeda de se ser um gato protegido por uma empresa mas não ter realmente um dono é que quando ele aparece com uma pelada por causa de uma luta ou fica com conjuntivite, subitamente já não há ninguém que possa levá-lo ao vet e tratar dele.
Enfim... eu acho que ele é feliz, isso é o que conta.
Quanto ao Bart, uiii esse está nas suas sete quintas, de certeza. Acho que o Dono que lhe escolhemos não podia ser melhor. De vez em quando vejo as fotos que ele põe no FB e é só Bart, Bart, Bart. Como agora está com a pelagem de Inverno, obviamente ainda está mais bonito. Se é que isso é possível. Aquele gato é um quebra-corações, só vos digo!
26/11/09
Petsitter
Daqui a umas semanas vou ser petsitter dele e dele. São os gatos de uma amiga minha que vai passar uns diazinhos fora e desta vez não tinha quem tratasse deles. Ela pensa que lhe estou a fazer um grande favor mas eu estou tãooooo contente!!! Vou poder estragá-los com mimos e assim matar a minha gatosaudade!!! Não dizem que os avós estragam as crianças? Atão as tias dos gatos também podem!
01/11/09
Que bem que se está no campo
24/10/09
"Tenho uma lágrima no canto do olho"
Mas só no cantinho, porque no fundo estou feliz. O Bart encontrou um novo dono, acho que o melhor dono que poderia encontrar, e já está na sua nova casa. Confesso que sinto a falta daquelas turrinhas ao acordar, mas sei que ele está melhor assim, com uma casa e um dono só para si.
Quando gostamos dos animais devemos pensar no melhor para eles, não podemos ser egoístas. Nós tentámos, não resultou, por isso escolhemos a segunda melhor opção: dá-lo a quem irá tratar bem dele (a primeira opção seria ser nosso, escusado será dizer).
Ainda não foi desta que a "cãopanhia lda" passou a "cãogatopanhia", e penso que o melhor mesmo é tirarmos daí a ideia...
Aqui ficam algumas fotos do Bart para a despedida! Sempre foi difícil tirar-lhe fotos porque o raio do gato vinha sempre ter comigo a pedir festinhas e além disso não deve ser lá muito fotogénico porque não há nenhuma foto que lhe faça realmente justiça.





Como vêem, não tenho uma única foto de jeito do Bart... Gosto apenas da que se segue, porque como estou a segurá-lo pelo menos ele está quieto.

Felicidades "Bartolomeu Dias"!
(Obrigado a todos os que viveram connosco esta aventura e prometo que sempre que tiver notícias dele virei aqui partilhá-las.)
Quando gostamos dos animais devemos pensar no melhor para eles, não podemos ser egoístas. Nós tentámos, não resultou, por isso escolhemos a segunda melhor opção: dá-lo a quem irá tratar bem dele (a primeira opção seria ser nosso, escusado será dizer).
Ainda não foi desta que a "cãopanhia lda" passou a "cãogatopanhia", e penso que o melhor mesmo é tirarmos daí a ideia...
Aqui ficam algumas fotos do Bart para a despedida! Sempre foi difícil tirar-lhe fotos porque o raio do gato vinha sempre ter comigo a pedir festinhas e além disso não deve ser lá muito fotogénico porque não há nenhuma foto que lhe faça realmente justiça.
Como vêem, não tenho uma única foto de jeito do Bart... Gosto apenas da que se segue, porque como estou a segurá-lo pelo menos ele está quieto.

Felicidades "Bartolomeu Dias"!
(Obrigado a todos os que viveram connosco esta aventura e prometo que sempre que tiver notícias dele virei aqui partilhá-las.)
21/10/09
Curso intensivo
O que eu aprendi sobre gatos nas últimas 2 semanas:
1. Que nem todos são assim tão limpinhos quanto isso - o Bart às vezes faz cocó fora do caixote.
2. Que alguns gatos são mesmo muito parecidos com cães - o Bart gosta de perseguir bolas, traz o brinquedo com ele para perto de nós e, o que é mais incrível, gosta de estar exactamente nos mesmos sítios que a Emma.
3. Que há gatos que adoram festas na barriga.
4. Que é possível perder um gato dentro de uma divisão e procurá-lo, procurá-lo, procurá-lo, até começar a duvidar se ele está naquela divisão ou não.
5. Que são mesmo silenciosos e rápidos, aparecem do nada quando menos estamos à espera.
6. Que às vezes desatem a ronronar sem sequer lhes tocarmos.
7. Que onde houver uma janela ou uma porta, eles vão logo descobri-la - o Bart está sempre desejoso de ir para a rua (ai, tenho que ter cuidado ao dizer esta palavra porque os meus cães podem ouvir, schiuuu!)
8. Que adoram uma bela passerelle (seja uma prateleira, a cabeceira da cama, o parapeito, etc., quanto mais estreita for a passagem, melhor!).
9. Que não só gostam de sacos de plástico de uma forma geral como não se importam nada de os incluir no menú de refeições.
10. Que gostam de fazer do nosso lavatório a sua alcofa. E que isso dá uma óptima foto!
1. Que nem todos são assim tão limpinhos quanto isso - o Bart às vezes faz cocó fora do caixote.
2. Que alguns gatos são mesmo muito parecidos com cães - o Bart gosta de perseguir bolas, traz o brinquedo com ele para perto de nós e, o que é mais incrível, gosta de estar exactamente nos mesmos sítios que a Emma.
3. Que há gatos que adoram festas na barriga.
4. Que é possível perder um gato dentro de uma divisão e procurá-lo, procurá-lo, procurá-lo, até começar a duvidar se ele está naquela divisão ou não.
5. Que são mesmo silenciosos e rápidos, aparecem do nada quando menos estamos à espera.
6. Que às vezes desatem a ronronar sem sequer lhes tocarmos.
7. Que onde houver uma janela ou uma porta, eles vão logo descobri-la - o Bart está sempre desejoso de ir para a rua (ai, tenho que ter cuidado ao dizer esta palavra porque os meus cães podem ouvir, schiuuu!)
8. Que adoram uma bela passerelle (seja uma prateleira, a cabeceira da cama, o parapeito, etc., quanto mais estreita for a passagem, melhor!).
9. Que não só gostam de sacos de plástico de uma forma geral como não se importam nada de os incluir no menú de refeições.
10. Que gostam de fazer do nosso lavatório a sua alcofa. E que isso dá uma óptima foto!
19/10/09
Encontro imediato de 3º grau
Faz hoje uma semana que os meus 3 peludos tiveram um encontro imediato de 3º grau no hall da minha casa. Tudo porque o Bart escapuliu do quarto sem os cães estarem presos. Durante o tempo que passei enfiada com ele no escritório à espera que o Dono chegasse e prendesse os cães, porque se saísse a cena poder-se-ia repetir, só pensava que se calhar a minha cadela estava ferida e eu não estava com ela (o Bart tinha-a atacado mais do que ao Sushi). Mas os remorsos não duraram muito. Pois é, não vos contei o que aconteceu a seguir.
Comecei a ouvir a Emma a brincar com um ONI (objecto não identificado), que eu supus que fosse uma lata de coca-cola do ecoponto e só depois é que descobri o que era...
Estão curiosos?
Era a tacinha da comida do Bart, que só cinco dias depois é que apareceu. Pois é, passou-se quase uma semana e eu não sabia onde é que a taça estava e convenci-me que os cães tinham comido a ração do Bart e a taça também.
E mais: como a porta acabou por ficar aberta, os cães entraram, foram à taça da comida claro, mas também ao caixote da areia. Chafurdaram naquilo tudo e quando eu finalmente fui resgatada pelo Dono deparei-me com areia pela casa toda, incluindo paredes e móveis.
No dia seguinte, talvez porque tivesse achado piada ao trabalho artístico que os cães tinham feito com a areia dele, o Bart decidiu imitá-los e encontrei a casa-de-banho do nosso quarto, que é o quartel-general do Bart, no mesmo estado. Ou seja, por dois dias consecutivos tive de andar a apanhar areia e cocós do chão, varrer, aspirar, lavar, etc. E o pior é que a tal mania do Bart de roer sacos de plástico, a tal mania a que acho tanta piada, nesse dia deixou de ser assim tão engraçada porque depois de eu ter posto toda a areia no saco quando fui pegar nele a areia saiu toda outra vez. Grrrrr!!! Mas depois ele vem para o meu colo e começa a ronronar e eu perdoo-lhe tudo. eheheh
Pois é, passou-se uma semana que concluímos que não íamos ficar com ele, mas ele continua lá em casa... e hoje acordei com ele a partilhar a minha almofada, fiz-lhe cafonés como ele gosta e ele correspondeu fazendo festinhas na minha cara com a patinha. Que delícia!!! Aiii vai custar-me taaaantooo!!!
Comecei a ouvir a Emma a brincar com um ONI (objecto não identificado), que eu supus que fosse uma lata de coca-cola do ecoponto e só depois é que descobri o que era...
Estão curiosos?
Era a tacinha da comida do Bart, que só cinco dias depois é que apareceu. Pois é, passou-se quase uma semana e eu não sabia onde é que a taça estava e convenci-me que os cães tinham comido a ração do Bart e a taça também.
E mais: como a porta acabou por ficar aberta, os cães entraram, foram à taça da comida claro, mas também ao caixote da areia. Chafurdaram naquilo tudo e quando eu finalmente fui resgatada pelo Dono deparei-me com areia pela casa toda, incluindo paredes e móveis.
No dia seguinte, talvez porque tivesse achado piada ao trabalho artístico que os cães tinham feito com a areia dele, o Bart decidiu imitá-los e encontrei a casa-de-banho do nosso quarto, que é o quartel-general do Bart, no mesmo estado. Ou seja, por dois dias consecutivos tive de andar a apanhar areia e cocós do chão, varrer, aspirar, lavar, etc. E o pior é que a tal mania do Bart de roer sacos de plástico, a tal mania a que acho tanta piada, nesse dia deixou de ser assim tão engraçada porque depois de eu ter posto toda a areia no saco quando fui pegar nele a areia saiu toda outra vez. Grrrrr!!! Mas depois ele vem para o meu colo e começa a ronronar e eu perdoo-lhe tudo. eheheh
Pois é, passou-se uma semana que concluímos que não íamos ficar com ele, mas ele continua lá em casa... e hoje acordei com ele a partilhar a minha almofada, fiz-lhe cafonés como ele gosta e ele correspondeu fazendo festinhas na minha cara com a patinha. Que delícia!!! Aiii vai custar-me taaaantooo!!!
17/10/09
Estrela da companhia
Já perdi a conta das visitas que temos tido que vão a nossa casa só para conhecer o Bart. Ainda bem que ele não é um gato daqueles que entra em stress na presença de estranhos. Claro que, se fosse, nem nós permitiríamos tantas visitas. Pelo contrário, ele sabe como conquistar até a pessoa mais céptica em relação a gatos: a minha sogra (se bem que, mesmo assim, não conseguiu evitar dizer algo como "ai mas ele anda por todo o lado!" eehehhe)
A minha empregada, a minha cunhada, os meus sogros, o tio Max, a tia Babá e o primo João, um casal amigo, mais o Igor, mais dois vizinhos meus, hoje será a vez da minha amiga Carla, que já é dona do Tom e do Muffin senão seria uma óptima dona para ele... hmm... deixa cá ver se me estou a esquecer de alguém... E, claro, todos são unânimes: o Bart é LINDO!
Já viram a estrela que este gato é?
A minha empregada, a minha cunhada, os meus sogros, o tio Max, a tia Babá e o primo João, um casal amigo, mais o Igor, mais dois vizinhos meus, hoje será a vez da minha amiga Carla, que já é dona do Tom e do Muffin senão seria uma óptima dona para ele... hmm... deixa cá ver se me estou a esquecer de alguém... E, claro, todos são unânimes: o Bart é LINDO!
Já viram a estrela que este gato é?
16/10/09
15/10/09
Há dias em que não devíamos sair da cama...
Continuo triste por causa do Bart. E do Joy. E da Leila. E, acima de tudo, por causa de todos os animais que precisam ainda mais de ajuda do que eles, pois gosto de acreditar que o facto de fazer parte da vida destes já os ajudou de alguma forma. Há muitas outras pessoas por aí que também protegem alguns animais, mas... e todos os outros?
Hoje é um desses dias.
De manhã, quando ia de carro para o trabalho (pois, ainda não comecei a ir de bibicleta), passei por um cão de rua à saída do meu bairro, onde não costumam estar cães, só gatos. Odeio ver um cão de rua logo pela manhã, fico mesmo mal disposta. Quero parar o carro, dar-lhe comida, água, mimos, tirar uma foto, ver se tem algum nome e número na coleira... Mas ou não tenho nada comigo, ou já estou super atrasada, etc etc. Depois já sei que não o volto a ver e que fico a pensar nele o resto do dia.
O SOS Animal recebeu imensos apelos de repente nos últimos dias. Mas isso não é novidade. A Lígia foi resgatar uns gatos bebés que um senhor ia deixar no contentor do lixo para serem triturados com o lixo. Sim, há pessoas capazes disso. E teve a lata de dizer que não fazia mal porque já andava por ali uma gata grávida por isso ia haver mais gatos a nascer em breve. O que raio é isto??? E depois há quem me venha dizer que esterilizar os animais é uma maldade... Os bebés estão todos a morrer com coriza. Entretanto há também uma cadela que precisa de ser operada à coluna. Com todas as despesas para abrir a clínica, temos mesmo dificuldades em continuar a ajudar. Tenho a newsletter em atraso mas sinto-me desanimada para escrever.
Preciso de uns óculos cor-de-rosa. Urgentemente!
Hoje é um desses dias.
De manhã, quando ia de carro para o trabalho (pois, ainda não comecei a ir de bibicleta), passei por um cão de rua à saída do meu bairro, onde não costumam estar cães, só gatos. Odeio ver um cão de rua logo pela manhã, fico mesmo mal disposta. Quero parar o carro, dar-lhe comida, água, mimos, tirar uma foto, ver se tem algum nome e número na coleira... Mas ou não tenho nada comigo, ou já estou super atrasada, etc etc. Depois já sei que não o volto a ver e que fico a pensar nele o resto do dia.
O SOS Animal recebeu imensos apelos de repente nos últimos dias. Mas isso não é novidade. A Lígia foi resgatar uns gatos bebés que um senhor ia deixar no contentor do lixo para serem triturados com o lixo. Sim, há pessoas capazes disso. E teve a lata de dizer que não fazia mal porque já andava por ali uma gata grávida por isso ia haver mais gatos a nascer em breve. O que raio é isto??? E depois há quem me venha dizer que esterilizar os animais é uma maldade... Os bebés estão todos a morrer com coriza. Entretanto há também uma cadela que precisa de ser operada à coluna. Com todas as despesas para abrir a clínica, temos mesmo dificuldades em continuar a ajudar. Tenho a newsletter em atraso mas sinto-me desanimada para escrever.
Preciso de uns óculos cor-de-rosa. Urgentemente!
Pistas:
Apelos,
Catices,
Direitos dos animais,
SOS Animal
14/10/09
Más notícias, péssimas notícias e realmente óptimas notícias!
Na 2ª feira fui visitar o Joy e não gostei nada de o ver. Está mais magro, parecia ter os olhos congestionados, enfim... não está tão bem tratado como dantes. Fiquei muito triste. Claro que eu sei que ele está melhor que muitos, que nem comida e abrigo têm, mas mesmo assim não me conformo enquanto ele não for adoptado. Não sei se ele me reconheceu... Miou e roçou-se nas minhas pernas, fiz-lhe festinhas, foi-me mostrar onde era a tacinha da comida (que estava vazia) como se estivesse a pedir para lhe dar paparoca (sim, porque eu não apareci lá de mãos a abanar, é claro que lhe levei comida).
Esta era a má notícia. A péssima notícia também tem a ver com um gato. O Bart, claro. Infelizmente, não vamos mesmo poder ficar com ele. Há duas noites ele conseguiu escapulir-se do quarto enquanto os cães estavam entretidos a comer. A culpa foi mais minha que outra coisa. Mas o que eu sei é que os cães deram por isso, apareceram, pegaram-se os três, felizmente não houve grandes mazelas, mas eu enervei-me imenso. Acabei por ficar cerca de uma hora fechada com o gato no escritório com os cães do lado de fora, sem poder abrir a porta com medo que a cena se repetisse, até que o Dono lá chegou a casa e me ajudou.
A conclusão a que chegámos é que apesar dos nossos esforços, não só não houve progressos, como temos de evitar uma cena destas a todo o custo. Encarámos esta experiência como FAT, com potencial para ser FAD, mas agora percebemos que vamos mesmo ter de nos ficar pelos monstrengos e não haverá mais cães nem gatos lá em casa.
Encontrar um bom dono para o Bart não será muuuuito difícil, visto que é um gato de raça, lindo, meigo, etc etc etc., mas ele é muito especial para nós que o temos há uma semana, quanto mais para a Lígia e o Luis do SOS Animal que o tiveram durante um ano. A questão é que o Bart tem de ser filho único. Nem eles nem nós podemos ficar com ele por causa disso, com muita pena de todos. Se nós ficássemos com o Bart, eles sabiam que ele ficava bem entregue e podiam visitá-lo sempre que quisessem matar saudades. Mas vamos mesmo ter de procurar outra família. No entretanto, está connosco, está bem, nós vamos aproveitando o privilégio que é tê-lo lá. Ainda hei-de escrever aqui mais sobre esta aventura.
A óptima notícia já vocês todos devem ter ouvido falar. A proibição de aquisição e de reprodução dos animais perigosos e exóticos que infelizmente estão nessa prisão chamada circo. Detesto circo com animais, odeio mesmo. Não consigo ver uma única coisa boa: não só não têm condições para tratar bem dos animais e eles claramente estão em stress, como há também esse pequeno pormenor que reside no facto de os animais merecerem viver em liberdade e não uma vida de trabalhos forçados só para dar lucro aos donos. Estou muito feliz com esta notícia, pois parece que finalmente se fala neste assunto e se faz alguma coisa. Até passou na televisão e tudo! Agora resta-me esperar que mais leis sejam feitas para proteger os animais e que passada esta febre das campanhas eleitorais haja por aí algum político que abra os olhos. Não podemos continuar a considerar os animais como "coisas" nem a deixar que eles sejam mal-tratados sem nenhuma punição. E se ninguém fizer nada, nem que eu me candidate a alguma coisa, só para poder fazer eu, ehehehe
Esta era a má notícia. A péssima notícia também tem a ver com um gato. O Bart, claro. Infelizmente, não vamos mesmo poder ficar com ele. Há duas noites ele conseguiu escapulir-se do quarto enquanto os cães estavam entretidos a comer. A culpa foi mais minha que outra coisa. Mas o que eu sei é que os cães deram por isso, apareceram, pegaram-se os três, felizmente não houve grandes mazelas, mas eu enervei-me imenso. Acabei por ficar cerca de uma hora fechada com o gato no escritório com os cães do lado de fora, sem poder abrir a porta com medo que a cena se repetisse, até que o Dono lá chegou a casa e me ajudou.
A conclusão a que chegámos é que apesar dos nossos esforços, não só não houve progressos, como temos de evitar uma cena destas a todo o custo. Encarámos esta experiência como FAT, com potencial para ser FAD, mas agora percebemos que vamos mesmo ter de nos ficar pelos monstrengos e não haverá mais cães nem gatos lá em casa.
Encontrar um bom dono para o Bart não será muuuuito difícil, visto que é um gato de raça, lindo, meigo, etc etc etc., mas ele é muito especial para nós que o temos há uma semana, quanto mais para a Lígia e o Luis do SOS Animal que o tiveram durante um ano. A questão é que o Bart tem de ser filho único. Nem eles nem nós podemos ficar com ele por causa disso, com muita pena de todos. Se nós ficássemos com o Bart, eles sabiam que ele ficava bem entregue e podiam visitá-lo sempre que quisessem matar saudades. Mas vamos mesmo ter de procurar outra família. No entretanto, está connosco, está bem, nós vamos aproveitando o privilégio que é tê-lo lá. Ainda hei-de escrever aqui mais sobre esta aventura.
A óptima notícia já vocês todos devem ter ouvido falar. A proibição de aquisição e de reprodução dos animais perigosos e exóticos que infelizmente estão nessa prisão chamada circo. Detesto circo com animais, odeio mesmo. Não consigo ver uma única coisa boa: não só não têm condições para tratar bem dos animais e eles claramente estão em stress, como há também esse pequeno pormenor que reside no facto de os animais merecerem viver em liberdade e não uma vida de trabalhos forçados só para dar lucro aos donos. Estou muito feliz com esta notícia, pois parece que finalmente se fala neste assunto e se faz alguma coisa. Até passou na televisão e tudo! Agora resta-me esperar que mais leis sejam feitas para proteger os animais e que passada esta febre das campanhas eleitorais haja por aí algum político que abra os olhos. Não podemos continuar a considerar os animais como "coisas" nem a deixar que eles sejam mal-tratados sem nenhuma punição. E se ninguém fizer nada, nem que eu me candidate a alguma coisa, só para poder fazer eu, ehehehe
12/10/09
Saudades
07/10/09
A dúvida paira no ar
Temos feito um esforço todos os dias no sentido de sermos bem sucedidos na adaptação entre os caninos e o felino que agora habitam na nossa casa. Eles vêem-se através das portas de vidro da sala ou então com o Bart dentro da transportadora num local elevado e os cães soltos a uma certa distância. Não voltámos a tentar ter o Bart solto e um dos cães presos a olhar para ele na mesma divisão.
Mas devo desde já dizer que não tem corrido bem... Ainda tenho esperanças que com o tempo melhore mas...
Os cães ficam hipnotizadíssimos a olhar para ele, a Emma desejosa de brincar (à bruta, claro) e o Sushi desejoso não se sabe bem do quê. Quanto ao Bart, não baixa a guarda, bufa, rosna e berra tanto que às vezes até parece uma gata com o cio.
Ontem tive de sair a correr da casa de banho para me certificar que nenhum deles tinha conseguido abrir a porta da sala onde o Bart estava, porque estava a ouvir uma barulheira desgraçada. Conclusão: era o Sushi a rosnar e a fazer investidas contra a porta e o Bart do lado de dentro a atacar.
É impressionante como aquele bonequinho de peluche meiguinho e falador, que adora deitar-se de barriga para cima no meu colo a pedir festas, se transfigura quando os cães estão por perto. Fica eriçado, grande, com as pupilas dilatadas e as orelhas para trás, mesmo com ar de mau. Quando começa a bufar faz lembrar uma cobra. Enfim, um pesadelo.
Além disso, como me custa imenso que o Bart fique sozinho mas também não acho justo os meus cães ficarem privados da nossa companhia, o que acaba por acontecer é que eu vou para junto de um e o Dono para junto dos outros. Ou seja, nos últimos dias quase não vejo os meus cães e o meu marido.
Juntando isso ao facto de o Bart passar a maior parte do tempo fechado à chave (tenho medo que algum dos 3 consiga abrir a porta) no nosso quarto, que tem uma casa-de-banho onde pusemos o caixotinho dele e as tacinhas da água e da comida, sempre com a janela fechada para não fugir (a ideia dos mosquiteiros é boa mas só avançamos se tivermos a certeza de que ele vai ficar connosco), enfim, podem imaginar o cheiro...
Não sei mais o que fazer, só sei que, apesar de a vinda dele ter sido uma situação bastante inesperada, agora gostávamos mesmo que tudo corresse bem. Se tivessemos só um cão, ou se os cães já fossem mais velhos, ou se o Bart não fosse tão terrorista, ou se... se... se... São muitos "ses"!
:(
Mas devo desde já dizer que não tem corrido bem... Ainda tenho esperanças que com o tempo melhore mas...
Os cães ficam hipnotizadíssimos a olhar para ele, a Emma desejosa de brincar (à bruta, claro) e o Sushi desejoso não se sabe bem do quê. Quanto ao Bart, não baixa a guarda, bufa, rosna e berra tanto que às vezes até parece uma gata com o cio.
Ontem tive de sair a correr da casa de banho para me certificar que nenhum deles tinha conseguido abrir a porta da sala onde o Bart estava, porque estava a ouvir uma barulheira desgraçada. Conclusão: era o Sushi a rosnar e a fazer investidas contra a porta e o Bart do lado de dentro a atacar.
É impressionante como aquele bonequinho de peluche meiguinho e falador, que adora deitar-se de barriga para cima no meu colo a pedir festas, se transfigura quando os cães estão por perto. Fica eriçado, grande, com as pupilas dilatadas e as orelhas para trás, mesmo com ar de mau. Quando começa a bufar faz lembrar uma cobra. Enfim, um pesadelo.
Além disso, como me custa imenso que o Bart fique sozinho mas também não acho justo os meus cães ficarem privados da nossa companhia, o que acaba por acontecer é que eu vou para junto de um e o Dono para junto dos outros. Ou seja, nos últimos dias quase não vejo os meus cães e o meu marido.
Juntando isso ao facto de o Bart passar a maior parte do tempo fechado à chave (tenho medo que algum dos 3 consiga abrir a porta) no nosso quarto, que tem uma casa-de-banho onde pusemos o caixotinho dele e as tacinhas da água e da comida, sempre com a janela fechada para não fugir (a ideia dos mosquiteiros é boa mas só avançamos se tivermos a certeza de que ele vai ficar connosco), enfim, podem imaginar o cheiro...
Não sei mais o que fazer, só sei que, apesar de a vinda dele ter sido uma situação bastante inesperada, agora gostávamos mesmo que tudo corresse bem. Se tivessemos só um cão, ou se os cães já fossem mais velhos, ou se o Bart não fosse tão terrorista, ou se... se... se... São muitos "ses"!
:(
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