23/12/09

Enough is enough

Eu poderia pôr as culpas no tempo cinzento ou na recente gripe ou no corre-corre do Natal. Mas acho que por esta altura tenho de admitir que a minha ausência não é só por preguiça, mas por uma grande tristeza. O pior é saber que se está triste e não saber como deixar de estar.

Claro que, mesmo nos dias tristes, os meus cães trolarós são sempre motivo de alegria. Lá vão fazendo das suas e em breve terei mais fotos e peripécias para vos contar ("em breve" significa quando eu sair desta depré e voltar a ser eu própria).

Não ajuda o facto de continuar a receber dezenas de apelos por dia, incluindo alguns ainda mais chocantes do que outros (Mais alguém recebeu aquele sobre o cão que sofreu abusos sexuais? Mas que raio de gente é esta??? Mas e não lhes acontece nada? Que tal serem esfaqueados num certo sítio? Oh raios, às vezes só me apetece emigrar!)

Mas estou a fazer um esforço por me animar, mesmo assim. Por isso, acreditem ou não, este post é suposto ser um post alegre de boas festas. Ao que eu cheguei. Mas pronto... BOAS FESTAS! (Soa um bocado vazio de significado depois do parágrafo anterior, não é? Pois, é assim que me sinto, desculpem lá fazer-vos sentir da mesma maneira.)

22/12/09

Vale a pena pensar nisto...

«Olá, chamo-me Severn Suzuki e represento a ECO (Environmental Children’s Organization). Somos um grupo de crianças canadianas de 12 e 13 anos - Vanessa Suttie, Morgan Geisler, Michelle Quigg e eu -, tentando concretizar um objetivo: mudança. Reunimos nós mesmos o dinheiro para viajar oito mil quilómetros até aqui para vos dizer a vocês, adultos, que devem mudar a vossa maneira de agir. Ao vir aqui hoje, não tenho segundas intenções. Luto pelo meu futuro.
Perder o meu futuro não é como perder umas eleições ou uns pontos na bolsa de valores. Estou aqui para falar em nome de todas as gerações futuras. Estou aqui para falar em defesa das crianças com fome em todo o mundo, cujos apelos continuam sem ser ouvidos. Estou aqui para falar pelos incontáveis animais que morrem neste planeta porque não lhes resta nenhum lugar para onde ir. Não podemos suportar não ser ouvidos.
Tenho medo de apanhar sol devido aos buracos na camada de ozono.
Tenho medo de respirar o ar porque não sei que substâncias químicas o contaminam. Costumava ir pescar em Vancouver, a minha terra natal, com o meu pai, até que há uns anos encontrámos um peixe com cancro. E agora ouvimos que os animais e as plantas se extinguem todos os dias, e desaparecem para sempre.
Durante toda a minha vida sonhei em ver as grandes manadas de animais selvagens e as selvas e florestas repletas de pássaros e borboletas, mas agora pergunto-me se existirão sequer para que os meus filhos os vejam.
Tiveram de se interrogar sobre estas coisas quando tinham a minha idade?
Tudo isto acontece diante dos nossos olhos e continuamos a agir como se tivéssemos todo o tempo do mundo e todas as soluções. Sou só uma criança e não tenho soluções, mas quero que saibam que vocês também não as têm.
Não sabem como reparar os buracos na nossa camada de ozono. Não sabem como devolver os salmões a águas não contaminadas. Não sabem como ressuscitar um animal extinto. E não podem recuperar as florestas que antes cresciam onde agora há desertos.
Se não sabem como recuperar, por favor, deixem de destruir.
Aqui vocês são certamente delegados de governos, homens de negócios, negociadores, jornalistas ou políticos, mas na verdade são mães e pais, irmãs e irmãos, tias e tios, e todos vós são filhos.
Sou apenas uma criança, mas sei que todos fazemos parte de uma família composta por cinco mil milhões de membros, trinta milhões de espécies, e todos partilhamos o mesmo ar, água e terra. As fronteiras e os governos nunca mudarão isso.
Sou apenas uma criança, mas sei que estamos todos juntos nisto, e devemos agir como um único mundo em direção a um único objetivo.
Estou zangada, mas não estou cega; tenho medo, mas não temo dizer ao mundo como me sinto.
No meu país geramos tanto desperdício... compramos e deitamos fora, compramos e deitamos fora, e ainda assim os países do Norte não partilham com os necessitados. Até tendo mais que o suficiente, temos medo de perder as nossas riquezas se as partilharmos.
No Canadá vivemos uma vida privilegiada, com bastante comida, água e abrigo. Temos relógios, bicicletas, computadores e televisores.
Há dois dias, aqui no Brasil, ficámos chocados quando passámos algum tempo com algumas crianças que vivem na rua. E uma delas disse-nos: “Gostaria de ser rica e, se fosse, daria a todas as crianças da rua comida, roupa, medicamentos, um lar, amor e carinho”.
Se uma criança da rua que não tem nada está disposta a partilhar, porque é que nós, que temos tudo, somos tão gananciosos?
Não posso deixar de pensar que essas crianças têm a minha idade, que o lugar onde nascemos faz uma enorme diferença. Eu poderia ser uma dessas crianças que vivem nas favelas do Rio, poderia ser uma criança a morrer de fome na Somália, uma criança vítima da guerra no Médio Oriente ou uma mendiga na Índia.
Ainda sou apenas uma criança, mas sei que, se todo o dinheiro gasto em guerras fosse utilizado para acabar com a pobreza e para procurar soluções para os problemas ambientais, a Terra seria um lugar maravilhoso.
Na escola, desde o jardim-de-infância, vocês ensinam-nos a comportar-nos no mundo. Ensinam-nos a não brigar uns com os outros, a resolver as coisas,
a respeitar-nos, a corrigir as nossas ações, a não ferir a outras criaturas, a partilhar e a não sermos gananciosos.
Então, porque é que fora de casa fazem aquilo que nos ensinam a não fazer?
Não se esqueçam porque é que estão presentes nestas conferências: fazem-no porque nós somos vossos filhos. Estão a decidir em que tipo de mundo nós vamos crescer. Os pais deviam poder confortar os seus filhos, dizendo: “vai tudo correr bem”, “isto não é o fim do mundo” e “estamos a fazer o melhor que podemos”.
Mas acho que já não podem dizer-nos isso. Estaremos sequer na vossa lista de prioridades? O meu pai diz sempre: “És o que fazes, não o que dizes”.
Bem, o que vocês fazem leva-me a chorar à noite. Vocês, adultos, dizem que nos amam. Mas desafio-vos: por favor, façam com que as vossas ações reflitam as vossas palavras.
Obrigada.»

(Discurso proferido por uma criança de 12 anos na famosa cimeira da ONU no Rio de Janeiro, em 1992. Mas poderia ter sido eu hoje...)

17/12/09

Time out

Tinha tanto orgulho em manter o blog actualizado diariamente e agora nem o orgulho me faz vencer o desânimo. Já estou melhor, claro que um mal nunca vem só e entretanto tive de sofrer (a palavra aqui é mesmo "sofrer") com dores de dentes, neste caso, de um dente do siso. Mas continuo sem paciência, não cozinho, não arrumo a casa, não combino nada com ninguém, não nada. E parece que para todo o lado para onde me viro na Internet é só histórias tristes de animais a sofrer e depois penso no frio que está e penso nos animais que queria ajudar e não posso e pronto. Recomeça o desânimo...

Deve ser uma depressão natalícia. Não haveria de ser a primeira!

A boa notícia é que vou ter férias depois do Natal até à passagem de ano por isso nessa altura vou pôr a minha vida em ordem. Tenho arrumações para fazer cá por casa, e isso deixa-me sempre com as ideias também arrumadas, e vou actualizar o blog, e vou passar fotos da máquina para o pc, e vou fazer mooontes de coisas. Incluindo a newsletter do SOS Animal *cof cof* e outras coisas sérias.

Mas antes ainda aqui virei desejar boas festas a toda a gente. Ando tristinha, mas não a dormir. Eu SEI que o Natal é já daqui a uma semana. Eu só não SINTO muita vontade que ele chegue.

10/12/09

Update

Temos andado desaparecidos e eu sei que isto de visitarmos os blogs uns dos outros não é só por ter piada (claro que quando actualizamos diariamente tem mais piada) mas também para sabermos como têm passado os nossos amigos. Os amigos que nos conhecem na vida real e que vão sabendo de nós através do blog e os amigos que fomos ganhando através do blog.

O blog é meu e escrevo quando quero sobre o que quero, por isso não tenho de me justificar e muito menos desculpar por ultimamente não cá vir tantas vezes como dantes. Há várias coisas na minha vida a ocupar o meu tempo e atenção, algumas das quais até têm estado em atraso também (nomeadamente a newsletter do SOS Animal, não pensei que não sei), por isso não é de admirar que o blog seja uma das primeiras coisas a passar para segundo plano.

Durante esta ausência não aconteceu nada de especial:
- o blog fez um ano
- trabalhei no fim-de-semana do feriado
- estou em casa com gripe (não a A)
- os monstrengos estão óptimos e o Dono também
- ainda não temos o orçamento das obras por isso nada de soalho flutuante por enquanto

Voltarei quando tiver alguma coisa interessante para partilhar. Até lá, vou estar na cama rodeada de lenços e chávenas de chá.


Não tenho paciência para muito

03/12/09

ALARM!!!

A minha mãe disse-me, com um ar resignado, que estava a pensar deixar o meu pai ter um animal, como prenda de Natal. Ela disse "deixar ter" e "animal", em vez de "fazer uma surpresa ao teu pai e adoptar um cão". E disse também que o dito "animal" teria de passar primeiro por ela para ser aprovado. Tipo, teste de admissão à faculdade. Todos os meus alarmes de ameaça nuclear dispararam, obviamente.

Tentei incutir-lhe algum bom senso, e a conversa foi algo do género:
- Então e se o cão roer alguma coisa lá em casa?
- Ai, não pode.
- Como "não pode", mãe? Não só pode fazer, como vai fazer. Mais cedo ou mais tarde vai estragar alguma coisa.
- Não, se já for adulto não estraga nada. Não é?
- Não, não é. Estraga menos do que um cachorro, claro, mas estraga, suja, larga pêlo, arranha, corre, faz essas coisas todas. É o mesmo que dizer a uma criança para não chorar nem sujar uma fralda?
- Oh! Que raio que comparação! Pronto, está bem.

Aparentemente ela desistiu da ideia. Falei-lhe da responsabilidade, da prisão, das despesas, de tudo. Ela não deu luta nenhuma, porque não precisa de ser convencida, pois na realidade ela não quer ter um cão nem um gato nem nenhum animal. Aliás, ela admitiu que a única cadela de quem gosta é a do meu irmão. Oh que surpresa, a minha mãe nem nisso esconde a preferência... A desculpa dela é o ladrar, diz que não gosta de alguns cães porque o ladrar é muito estridente. A verade é que ela não gosta de animais, não percebe a cena. Para ela só dão os de peluche ou de loiça (a minha mãe é daquelas que fica com um risinho nervoso e uns "ais" mal um focinho molhado lhe roça as pernas).

Claro que eu fico com pena pelo meu pai, que cresceu no campo, e adora cães, e sente-se sozinho (ele está reformado mas a minha mãe ainda não) e etc etc etc. Mas não posso, em consciência, incentivar a ideia de eles adoptarem um cão, porque acho realmente que é preciso toda a família estar de acordo e estar disposta a tudo o que isso implica. E ninguém me tira da cabeça que ela só me veio com esta conversa, sabendo como eu iria reagir, para depois um dia poder dizer ao meu pai que é apenas por minha culpa que eles não têm um cão.

E claro que também tenho a noção de que há muitos cães a precisar e que ao fechar os olhos e entregar um aos meus pais uma vida seria salva.

Mas... é a minha mãe e eu sei a mãe que tenho.

Estou triste, mas tenho a consciência tranquila.

02/12/09

Mais um mês, mais uma associação


Este mês, a Porta 16 vai ajudar o Grupo de Voluntários do Canil/Gatil Municipal do Seixal. Se comprarem alguns dos vossos presentes de Natal nesta loja vão estar a ajudar os animais. Boa?

Contactos:
966420094 (exclusivo para adopção/entrega de donativos)
Avenida da República, N.º 175, Arrentela-Seixal
(autocarro 114 da TST )

01/12/09

E assim nasce uma estrela...

A Emma já se porta muito melhor quando temos visitas. Não resiste a saltar para cima e pedir festas, mas acalma-se passado algum tempo. Seja como for, tem um ar tão tosco que as pessoas acabam por não lhe resistir... Esta minha cadela é um charme!

30/11/09

Estava-se bem era na caminha



É assim que eu me sinto quando não tenho direito a ponte...

29/11/09

Remédio

A Emma está um pouco melhor. Pelo menos, o fungo não alastrou mais e até parece estar a formar alguma crosta. O vet disse para rasparmos a crosta para nos certificarmos de que o remédio penetra na pele. Claro que essa parte me faz imensa confusão.
Seja como for, só o Dono é que consegue pôr-lhe o remédio. Fecha-se na casa-de-banho com ela, para o Sushi não poder intrometer-se nem ela fugir, e com muitas falinhas mansas lá vai aplicando o miraculoso Conofite Forte (o que vale é que aquilo é multiusos caramba) como se estivesse a dar-lhe festinhas. No fim ela leva sempre uns biscoitinhos.
Comigo, claro, ela percebe logo que me custa mais a mim do que a ela por isso aproveita-se. Oh céus, já estou mesmo a imaginar um dia os meus filhos a fazerem-me o mesmo...

28/11/09

Outro susto

O que vale é que eu não sou cardíaca. Hoje quando entrei no prédio vi sangue, vi luvas de borracha, vi gazes, eu sei lá o que mais, junto ao canteiro do hall do prédio onde os cães adoram ir petiscar. O meu primeiro pensamento foi: a Emma. Porque ela sangra da ferida e podia estar pior, algo assim.
Mas logo depois soube que o meu vizinho de cima (um velhinho bêbado) tinha caído e uma outra vizinha o tinha encontrado e chamado a ambulância... e não consegui evitar um suspiro de alívio. Claro que me preocupo com o senhor e espero que ele esteja bem, mas, bolas, nos instantes em que pensei que era a MINHA CADELA o coração disparou cá de uma maneira...
E o mais irónico é que nem sequer me sinto culpada por pensar assim. Não tenho nenhum tipo de problema de consciência em dizer que a Emma é mais importante para mim do que o meu vizinho de quem nem sei o nome. Da mesma maneira que sei que a minha vizinha que o encontrou ferido e o socorreu faria o mesmo pela Emma. Porque quando uma outra vizinha chegou a casa e viu aquela confusão veio logo tocar-me à porta para saber se estava tudo bem com os meus cães. E é por isso que eu gosto de viver no prédio onde vivo.

27/11/09

Dona sofre!

Na 3ª feira à noite reparámos que a Emma tinha um lanho na zona do queixo. Pensámos que teria sido na brincadeira com o Sushi, porque eles são tão brutos, ou então uma arranhadela enquanto se coçava. Eu, como Dona babada que sou, fico logo preocupada com a mais pequena coisa, mas o Dono é uma paz d'alma e diz-me sempre para esperar e ver o que vai acontecer.

Ontem pareceu estar um pouco maior. Mais uma vez, o Dono disse que já tinha estado a examinar e que lhe parecia apenas que era uma mancha de sangue como se o Sushi estivesse estado a lamber aquela zona (como faz com as orelhas dela) e por isso parecia que tinha alastrado mas na realidade não.

Hoje de manhã, estava eu tão bem na ronha, mal vi a minha cadela dei logo um pulo da cama. Subitamente, já estava vestida e pronta para levá-la ao vet. A "mancha" estava muito maior e agora parecia que ela já nem nos deixava tocar na zona.

Vim de lá agora e ainda bem que fomos. Aquilo que começou por ser uma mera ferida - lá está: um pico de uma planta, uma picada de pulga, um lanho feito na brincadeira com o Sushi, qualquer uma destas coisas - ganhou ali um fungo, que se foi alimentando, alastrando, e daqui a dois dias já estaria espalhado no corpo todo. ALARME! O vet disse que fomos na altura certa, porque quanto maior ficasse mais difícil seria tratar. Ele teve de rapar aquela zona, aplicar-lhe o conofite do costume (ela conhece bem a palavra-chave "remédio") e prescrever-lhe um antibiótico. Ele avisou que aquilo ia doer, mas por acaso ela esteve muito quietinha, nem sequer ganiu, que orgulho na minha menina, e, claro, morfou vários biscoitos dados por um vet babado que adora cães grandes e não consegue disfarçar (o brilho nos olhos e o sorriso totó denunciam-no). Não é que ele trate mal os outros, obviamente, mas já o vi a tratar o minorca dos meus sogros e não fica com aquele ar.

Lição de hoje?
Prestar sempre muita atenção aos nossos meninos e ter a atitude responsável: chegar tarde ao emprego para os levar ao vet logo que seja necessário. hehehe

26/11/09

Petsitter

Daqui a umas semanas vou ser petsitter dele e dele. São os gatos de uma amiga minha que vai passar uns diazinhos fora e desta vez não tinha quem tratasse deles. Ela pensa que lhe estou a fazer um grande favor mas eu estou tãooooo contente!!! Vou poder estragá-los com mimos e assim matar a minha gatosaudade!!! Não dizem que os avós estragam as crianças? Atão as tias dos gatos também podem!

25/11/09

Síndrome de Timon

Conhecem o Timon? Adoro ir ao blog da Dona dele e farto-me sempre de rir com as últimas tropelias do monstrinho. E lembro-me de em tempos ter lido algo sobre ele portar-se muito mal logo a seguir a receber um elogio.

Pois é, a Emma parece sofrer do mesmo problema. Quando cometemos o erro de deitarmos os foguetes porque ela passou vários dias ou até mesmo semanas (era bom, era) sem fazer chichi em casa, eis que ela decide estragar tudo.

Hoje ela fez 5 vezes. Sim, leram bem. A minha cadela primeiro fez chichi no hall durante a noite e depois mais quatro vezes na cozinha entre as 9h e as 18h da tarde. Só pode ter sido vingança porque tinha sido posta de castigo de manhã (por causa do chichi nocturno no hall). E não contente com isso também fez as necessidades nº 2. Claro que tive de lavar tudo com lixívia e claro que com este tempo o chão demorou imenso a secar e claro que eu ganho cabelos brancos no meio disto tudo.

Não sei se não preferia que ela tivesse roído um par de chinelos...

Grrrrrrrrrr!!!

24/11/09

Reviravolta

Ai por esta é que eu não estava à espera...

A "aversão" do Dono à "trabalheira" de fazer a árvore de Natal é tanta que agora até já concorda com umas "obrinhas" que eu queria fazer lá em casa.

Bem, verdade seja dita, ele já tinha concordado, mas ontem quando lá esteve o senhor a fazer o orçamento a primeira coisa que ele disse foi:
- Se avançarmos com as obras, nem sequer vale a pena montar a árvore de Natal
(as obras serão na sala).

Bem, bem, verdade seja dita, a primeira coisa que ele disse até foi outra. Ele chegou ao pé de mim todo trocista a repetir a "frase mítica" que o senhor das obras tinha dito:
- Soalho flutuante numa casa com cães? Não se meta nisso. Vai ficar tudo riscado!
(só mesmo isso é o que eu mais quero fazer. Estou-me a marimbar para o resto das obras).

Opá, o meu pai estava lá e tinha mesmo acabado de dizer isso, o Dono também já tinha dito isso montes de vezes, e depois entra o senhor das obras e diz o mesmo. Bolas, não precisam de bater mais no ceguinho!

Por isso, digam lá de vossa justiça: quem estiver a ler isto e tiver soalho flutuante + animais em casa ajudem-me lá a perceber se vou mesmo estar a deitar dinheiro à rua.

É que eu acho que mesmo assim prefiro um soalho flutuante riscado do que continuar a ter aquela tijoleira escura, fria e que me lembra demasiado uma infância passada a ouvir a minha mãe resmungar porque tinha marcado o chão todo com os pés (ao que eu respondia sempre: "Mas, mãe, eu não posso voar...").

23/11/09

Mistério

Decidi convencer o Dono a montar a árvore de Natal este ano. Desde que a Emma está lá em casa deixámos de o fazer, porque dá trabalho, porque ela vai atrofiar, porque porque porque...

Acontece que eu sou uma daquelas pessoas que adora o Natal por causa das decorações. Por isso, vai haver árvore de Natal lá em casa e mai nada (e uma senhora árvore, diga-se).

Será que isto vai correr bem? Manter-vos-ei actualizados.

22/11/09

Frase do dia

"Cada vez mais percebo que nós é que somos saudáveis."

21/11/09

Common ground

Hoje foi o último dia de um curso que estava a tirar.
Não posso propriamente dizer que conheço os outros "alunos" mas fomos conversando nas pausas das aulas e às tantas veio à baila o tema ANIMAIS.

Surpreende-me sempre o número de pessoas que têm animais e gostam de animais. Felizmente são muitas mais do que eu dantes pensava. Só reparo nisso desde que também tenho, claro.

And, boy, what an ice-breaker...

20/11/09

Catching up

Tenho passado pouco tempo em casa e quando chego ao serão só penso em hibernar. O Dono, que tem estado mais com os monstrengos, faz-me sempre uma espécie de boletim noticioso para eu saber das últimas. As histórias começam mais ou menos sempre assim:

"A Emma é mesmo esperta. Vê lá tu que hoje..."

E depois lá conta a mais recente façanha desta nossa Einstein maluca. Eu adoro ouvi-lo a contar estas histórias e sobretudo adoro comprovar o ar de Dono babado que ele faz.

19/11/09

Hoje é dia de ir uivar à lua

Ganhei bilhetes para a ante-estreia do filme "Lua Nova" e vou levar a minha amiga Sílvia comigo, porque é a fã nº 2 dos livros da Stephenie Meyer (a nº 1 sou eu, pois está claro). Estamos as duas histéricas!

Isto não vos interessa para nada, claro, mas o blog é meu e eu queria dizer uma coisa:

Obrigado Dono do meu coração!

(sem ele não teria participado no passatempo e se fosse outra pessoa provavelmente ficaria chateado de eu escolher levar uma amiga e não a ele, já para não dizer que vai ficar em casa a tratar dos cães enquanto eu vou laurear)

18/11/09

Vamos ajudar este Husky LINDO!!!


"Amigos e amigas:

Venho mais uma vez "chatear-vos" por causa de um cãozinho, mas desta vez sou eu própria a pedir ajuda.

Há cerca de um mês que me deparei com um Husky lindo, a "viver" numa paragem de autocarro ao pé do colégio onde dou aulas, que fica perto da Charneca da Caparica.

O cãozinho é mesmo um doce, muito calmo e meigo, aceita muito bem as minhas festinhas. Tenho-lhe dado comida e água, mas parece que não come nada! Está muito triste e meio apático, sempre sentado ou deitado na paragem... parece mesmo que foi abandonado ali. Está um pouco sujinho e coxeia de uma pata traseira.

Queria muito apelar aos vossos corações... Como alguns de vocês sabem eu já adoptei o Fred e a Maggie, também eles abandonados, e não dá mesmo para ter mais um, especialmente de porte grande como é um husky. Juro que já estive tentada, mas o Fred não se dá com outros machos e seria muito complicado.

Se conhecerem alguém que queira um Husky LINDO, MEIGO e a precisar muiiiiiito de um dono que o trate muito bem, por favor contactem-me. Estou disposta a levá-lo a qualquer parte do país! Só quero vê-lo feliz!

Reencaminhem este email a todos os vossos conhecidos, por favor. Já ouvi falar de alguns animais que arranjaram dono graças à internet! :)

Muito obrigada pela vossa paciência para me aturar a mim e ao meu pedido...
Vanda Cruz

Contactos:
vandacruuz@gmail.com
96 2773757"


Numa nota pessoal, acrescento apenas que com o frio e a chuva dos últimos dias, há muitos animais a chegar a situações extremas, de magreza, de doença, de tristeza... Vamos pelo menos divulgar os apelos que recebermos, se calhar sem sabermos estaremos a salvar uma vida e não conheço sensação melhor. Se pelo menos alguns destes animais ganharem uma família, uma caminha fofinha e o calor de serem amados, então já valeu a pena!!!