Temos feito um esforço todos os dias no sentido de sermos bem sucedidos na adaptação entre os caninos e o felino que agora habitam na nossa casa. Eles vêem-se através das portas de vidro da sala ou então com o Bart dentro da transportadora num local elevado e os cães soltos a uma certa distância. Não voltámos a tentar ter o Bart solto e um dos cães presos a olhar para ele na mesma divisão.
Mas devo desde já dizer que não tem corrido bem... Ainda tenho esperanças que com o tempo melhore mas...
Os cães ficam hipnotizadíssimos a olhar para ele, a Emma desejosa de brincar (à bruta, claro) e o Sushi desejoso não se sabe bem do quê. Quanto ao Bart, não baixa a guarda, bufa, rosna e berra tanto que às vezes até parece uma gata com o cio.
Ontem tive de sair a correr da casa de banho para me certificar que nenhum deles tinha conseguido abrir a porta da sala onde o Bart estava, porque estava a ouvir uma barulheira desgraçada. Conclusão: era o Sushi a rosnar e a fazer investidas contra a porta e o Bart do lado de dentro a atacar.
É impressionante como aquele bonequinho de peluche meiguinho e falador, que adora deitar-se de barriga para cima no meu colo a pedir festas, se transfigura quando os cães estão por perto. Fica eriçado, grande, com as pupilas dilatadas e as orelhas para trás, mesmo com ar de mau. Quando começa a bufar faz lembrar uma cobra. Enfim, um pesadelo.
Além disso, como me custa imenso que o Bart fique sozinho mas também não acho justo os meus cães ficarem privados da nossa companhia, o que acaba por acontecer é que eu vou para junto de um e o Dono para junto dos outros. Ou seja, nos últimos dias quase não vejo os meus cães e o meu marido.
Juntando isso ao facto de o Bart passar a maior parte do tempo fechado à chave (tenho medo que algum dos 3 consiga abrir a porta) no nosso quarto, que tem uma casa-de-banho onde pusemos o caixotinho dele e as tacinhas da água e da comida, sempre com a janela fechada para não fugir (a ideia dos mosquiteiros é boa mas só avançamos se tivermos a certeza de que ele vai ficar connosco), enfim, podem imaginar o cheiro...
Não sei mais o que fazer, só sei que, apesar de a vinda dele ter sido uma situação bastante inesperada, agora gostávamos mesmo que tudo corresse bem. Se tivessemos só um cão, ou se os cães já fossem mais velhos, ou se o Bart não fosse tão terrorista, ou se... se... se... São muitos "ses"!
:(