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24/10/09

"Tenho uma lágrima no canto do olho"

Mas só no cantinho, porque no fundo estou feliz. O Bart encontrou um novo dono, acho que o melhor dono que poderia encontrar, e já está na sua nova casa. Confesso que sinto a falta daquelas turrinhas ao acordar, mas sei que ele está melhor assim, com uma casa e um dono só para si.

Quando gostamos dos animais devemos pensar no melhor para eles, não podemos ser egoístas. Nós tentámos, não resultou, por isso escolhemos a segunda melhor opção: dá-lo a quem irá tratar bem dele (a primeira opção seria ser nosso, escusado será dizer).

Ainda não foi desta que a "cãopanhia lda" passou a "cãogatopanhia", e penso que o melhor mesmo é tirarmos daí a ideia...

Aqui ficam algumas fotos do Bart para a despedida! Sempre foi difícil tirar-lhe fotos porque o raio do gato vinha sempre ter comigo a pedir festinhas e além disso não deve ser lá muito fotogénico porque não há nenhuma foto que lhe faça realmente justiça.







Como vêem, não tenho uma única foto de jeito do Bart... Gosto apenas da que se segue, porque como estou a segurá-lo pelo menos ele está quieto.



Felicidades "Bartolomeu Dias"!

(Obrigado a todos os que viveram connosco esta aventura e prometo que sempre que tiver notícias dele virei aqui partilhá-las.)

21/10/09

Curso intensivo

O que eu aprendi sobre gatos nas últimas 2 semanas:

1. Que nem todos são assim tão limpinhos quanto isso - o Bart às vezes faz cocó fora do caixote.
2. Que alguns gatos são mesmo muito parecidos com cães - o Bart gosta de perseguir bolas, traz o brinquedo com ele para perto de nós e, o que é mais incrível, gosta de estar exactamente nos mesmos sítios que a Emma.
3. Que há gatos que adoram festas na barriga.
4. Que é possível perder um gato dentro de uma divisão e procurá-lo, procurá-lo, procurá-lo, até começar a duvidar se ele está naquela divisão ou não.
5. Que são mesmo silenciosos e rápidos, aparecem do nada quando menos estamos à espera.
6. Que às vezes desatem a ronronar sem sequer lhes tocarmos.
7. Que onde houver uma janela ou uma porta, eles vão logo descobri-la - o Bart está sempre desejoso de ir para a rua (ai, tenho que ter cuidado ao dizer esta palavra porque os meus cães podem ouvir, schiuuu!)
8. Que adoram uma bela passerelle (seja uma prateleira, a cabeceira da cama, o parapeito, etc., quanto mais estreita for a passagem, melhor!).
9. Que não só gostam de sacos de plástico de uma forma geral como não se importam nada de os incluir no menú de refeições.
10. Que gostam de fazer do nosso lavatório a sua alcofa. E que isso dá uma óptima foto!

19/10/09

Encontro imediato de 3º grau

Faz hoje uma semana que os meus 3 peludos tiveram um encontro imediato de 3º grau no hall da minha casa. Tudo porque o Bart escapuliu do quarto sem os cães estarem presos. Durante o tempo que passei enfiada com ele no escritório à espera que o Dono chegasse e prendesse os cães, porque se saísse a cena poder-se-ia repetir, só pensava que se calhar a minha cadela estava ferida e eu não estava com ela (o Bart tinha-a atacado mais do que ao Sushi). Mas os remorsos não duraram muito. Pois é, não vos contei o que aconteceu a seguir.

Comecei a ouvir a Emma a brincar com um ONI (objecto não identificado), que eu supus que fosse uma lata de coca-cola do ecoponto e só depois é que descobri o que era...

Estão curiosos?

Era a tacinha da comida do Bart, que só cinco dias depois é que apareceu. Pois é, passou-se quase uma semana e eu não sabia onde é que a taça estava e convenci-me que os cães tinham comido a ração do Bart e a taça também.

E mais: como a porta acabou por ficar aberta, os cães entraram, foram à taça da comida claro, mas também ao caixote da areia. Chafurdaram naquilo tudo e quando eu finalmente fui resgatada pelo Dono deparei-me com areia pela casa toda, incluindo paredes e móveis.

No dia seguinte, talvez porque tivesse achado piada ao trabalho artístico que os cães tinham feito com a areia dele, o Bart decidiu imitá-los e encontrei a casa-de-banho do nosso quarto, que é o quartel-general do Bart, no mesmo estado. Ou seja, por dois dias consecutivos tive de andar a apanhar areia e cocós do chão, varrer, aspirar, lavar, etc. E o pior é que a tal mania do Bart de roer sacos de plástico, a tal mania a que acho tanta piada, nesse dia deixou de ser assim tão engraçada porque depois de eu ter posto toda a areia no saco quando fui pegar nele a areia saiu toda outra vez. Grrrrr!!! Mas depois ele vem para o meu colo e começa a ronronar e eu perdoo-lhe tudo. eheheh

Pois é, passou-se uma semana que concluímos que não íamos ficar com ele, mas ele continua lá em casa... e hoje acordei com ele a partilhar a minha almofada, fiz-lhe cafonés como ele gosta e ele correspondeu fazendo festinhas na minha cara com a patinha. Que delícia!!! Aiii vai custar-me taaaantooo!!!

17/10/09

Estrela da companhia

Já perdi a conta das visitas que temos tido que vão a nossa casa só para conhecer o Bart. Ainda bem que ele não é um gato daqueles que entra em stress na presença de estranhos. Claro que, se fosse, nem nós permitiríamos tantas visitas. Pelo contrário, ele sabe como conquistar até a pessoa mais céptica em relação a gatos: a minha sogra (se bem que, mesmo assim, não conseguiu evitar dizer algo como "ai mas ele anda por todo o lado!" eehehhe)

A minha empregada, a minha cunhada, os meus sogros, o tio Max, a tia Babá e o primo João, um casal amigo, mais o Igor, mais dois vizinhos meus, hoje será a vez da minha amiga Carla, que já é dona do Tom e do Muffin senão seria uma óptima dona para ele... hmm... deixa cá ver se me estou a esquecer de alguém... E, claro, todos são unânimes: o Bart é LINDO!

Já viram a estrela que este gato é?

14/10/09

Más notícias, péssimas notícias e realmente óptimas notícias!

Na 2ª feira fui visitar o Joy e não gostei nada de o ver. Está mais magro, parecia ter os olhos congestionados, enfim... não está tão bem tratado como dantes. Fiquei muito triste. Claro que eu sei que ele está melhor que muitos, que nem comida e abrigo têm, mas mesmo assim não me conformo enquanto ele não for adoptado. Não sei se ele me reconheceu... Miou e roçou-se nas minhas pernas, fiz-lhe festinhas, foi-me mostrar onde era a tacinha da comida (que estava vazia) como se estivesse a pedir para lhe dar paparoca (sim, porque eu não apareci lá de mãos a abanar, é claro que lhe levei comida).



Esta era a má notícia. A péssima notícia também tem a ver com um gato. O Bart, claro. Infelizmente, não vamos mesmo poder ficar com ele. Há duas noites ele conseguiu escapulir-se do quarto enquanto os cães estavam entretidos a comer. A culpa foi mais minha que outra coisa. Mas o que eu sei é que os cães deram por isso, apareceram, pegaram-se os três, felizmente não houve grandes mazelas, mas eu enervei-me imenso. Acabei por ficar cerca de uma hora fechada com o gato no escritório com os cães do lado de fora, sem poder abrir a porta com medo que a cena se repetisse, até que o Dono lá chegou a casa e me ajudou.
A conclusão a que chegámos é que apesar dos nossos esforços, não só não houve progressos, como temos de evitar uma cena destas a todo o custo. Encarámos esta experiência como FAT, com potencial para ser FAD, mas agora percebemos que vamos mesmo ter de nos ficar pelos monstrengos e não haverá mais cães nem gatos lá em casa.
Encontrar um bom dono para o Bart não será muuuuito difícil, visto que é um gato de raça, lindo, meigo, etc etc etc., mas ele é muito especial para nós que o temos há uma semana, quanto mais para a Lígia e o Luis do SOS Animal que o tiveram durante um ano. A questão é que o Bart tem de ser filho único. Nem eles nem nós podemos ficar com ele por causa disso, com muita pena de todos. Se nós ficássemos com o Bart, eles sabiam que ele ficava bem entregue e podiam visitá-lo sempre que quisessem matar saudades. Mas vamos mesmo ter de procurar outra família. No entretanto, está connosco, está bem, nós vamos aproveitando o privilégio que é tê-lo lá. Ainda hei-de escrever aqui mais sobre esta aventura.


A óptima notícia já vocês todos devem ter ouvido falar. A proibição de aquisição e de reprodução dos animais perigosos e exóticos que infelizmente estão nessa prisão chamada circo. Detesto circo com animais, odeio mesmo. Não consigo ver uma única coisa boa: não só não têm condições para tratar bem dos animais e eles claramente estão em stress, como há também esse pequeno pormenor que reside no facto de os animais merecerem viver em liberdade e não uma vida de trabalhos forçados só para dar lucro aos donos. Estou muito feliz com esta notícia, pois parece que finalmente se fala neste assunto e se faz alguma coisa. Até passou na televisão e tudo! Agora resta-me esperar que mais leis sejam feitas para proteger os animais e que passada esta febre das campanhas eleitorais haja por aí algum político que abra os olhos. Não podemos continuar a considerar os animais como "coisas" nem a deixar que eles sejam mal-tratados sem nenhuma punição. E se ninguém fizer nada, nem que eu me candidate a alguma coisa, só para poder fazer eu, ehehehe

07/10/09

A dúvida paira no ar

Temos feito um esforço todos os dias no sentido de sermos bem sucedidos na adaptação entre os caninos e o felino que agora habitam na nossa casa. Eles vêem-se através das portas de vidro da sala ou então com o Bart dentro da transportadora num local elevado e os cães soltos a uma certa distância. Não voltámos a tentar ter o Bart solto e um dos cães presos a olhar para ele na mesma divisão.

Mas devo desde já dizer que não tem corrido bem... Ainda tenho esperanças que com o tempo melhore mas...

Os cães ficam hipnotizadíssimos a olhar para ele, a Emma desejosa de brincar (à bruta, claro) e o Sushi desejoso não se sabe bem do quê. Quanto ao Bart, não baixa a guarda, bufa, rosna e berra tanto que às vezes até parece uma gata com o cio.

Ontem tive de sair a correr da casa de banho para me certificar que nenhum deles tinha conseguido abrir a porta da sala onde o Bart estava, porque estava a ouvir uma barulheira desgraçada. Conclusão: era o Sushi a rosnar e a fazer investidas contra a porta e o Bart do lado de dentro a atacar.

É impressionante como aquele bonequinho de peluche meiguinho e falador, que adora deitar-se de barriga para cima no meu colo a pedir festas, se transfigura quando os cães estão por perto. Fica eriçado, grande, com as pupilas dilatadas e as orelhas para trás, mesmo com ar de mau. Quando começa a bufar faz lembrar uma cobra. Enfim, um pesadelo.

Além disso, como me custa imenso que o Bart fique sozinho mas também não acho justo os meus cães ficarem privados da nossa companhia, o que acaba por acontecer é que eu vou para junto de um e o Dono para junto dos outros. Ou seja, nos últimos dias quase não vejo os meus cães e o meu marido.

Juntando isso ao facto de o Bart passar a maior parte do tempo fechado à chave (tenho medo que algum dos 3 consiga abrir a porta) no nosso quarto, que tem uma casa-de-banho onde pusemos o caixotinho dele e as tacinhas da água e da comida, sempre com a janela fechada para não fugir (a ideia dos mosquiteiros é boa mas só avançamos se tivermos a certeza de que ele vai ficar connosco), enfim, podem imaginar o cheiro...

Não sei mais o que fazer, só sei que, apesar de a vinda dele ter sido uma situação bastante inesperada, agora gostávamos mesmo que tudo corresse bem. Se tivessemos só um cão, ou se os cães já fossem mais velhos, ou se o Bart não fosse tão terrorista, ou se... se... se... São muitos "ses"!

:(

05/10/09

Hoje acordámos e éramos 5...

O Dia do Animal teve as suas consequências. No ano passado, foi neste dia que se tornou oficial que o Sushi ia ficar connosco - pusemos-lhe o chip na carrinha veterinária que estava em Belém por causa do evento do Dia do Animal e apesar de ser um evento de adopção decidimos não passear com ele com um cartaz de "Adopta-me" para chamar à atenção de potenciais donos. Foi nesse dia que o Dono mais uma vez me surpreendeu com o seu amor pelos animais. Dou graças a não-sei-muito-bem-quem por ele ser o meu companheiro para a vida pois não conheço mais ninguém que alinhasse nestas coisas comigo.

Este ano também houve uma surpresa: um Bosque da Noruega que é um enorme terrorista com outros gatos mas adora pessoas e cães. Não há nenhuma FAT do SOS Animal que possa ficar com ele e na realidade o que ele precisa mesmo é de uma casa definitiva (a nossa já é a sua quarta morada). Veio cá parar assim de repente, numa emergência, e vamos fazer todos os possíveis para que ele se dê bem com a Emma e o Sushi e possa cá ficar. Desejem-nos muita sorte que bem precisamos!

Até agora têm estado sempre separados (o que num T2 se torna complicado, devo dizer) e só se vêem através de uma porta de vidro. Já tentámos apresentá-lo a cada um dos cães em separado com a trela posta, ele não reage mal, mas depois lá começa a bufar um bocado porque de facto os cães são grandes e ladram-lhe mesmo em cima. Pareceu-me que tudo o que a Emma queria era brincar com ele. Ele também acaba por ter a curiosidade de ir interagir com eles do outro lado da porta. Não temos pressas, parece bem encaminhado mas não vamos forçar a nada.

Connosco é uma delícia. Só quer mimos, gosta de colo, dá muitas turrinhas e fala imenso connosco. Mas é um espertalhão de primeira e só quer é ir para a rua (já nos disseram para lhe pormos uma trela e levá-lo a passear porque ele adora, mas a chuva veio estragar tudo). Temos de ter um cuidado extremo com a janela porque moramos num r/c. É por estas e por outras que apesar de adorarmos gatos nunca tínhamos realmente pensado em ter um, e confesso que se fosse para adoptar um gato preferia que fosse o Joy, mas as circunstâncias mudaram no espaço de algumas horas e agora a situação que temos cá em casa é esta. O Bart (nome que herdámos juntamente com o gato mas que lhe faz jus porque ele é tão rufia e irresistível como o Simpson) tem estado comigo, os cães têm estado soltos no resto da casa com a companhia do Dono. Enfiamo-los no escritório de vez em quando para o Bart poder explorar o resto da casa. E quase que precisamos de walkie-talkies para comunicar um com o outro: "Olha, preciso de ir ao quarto. Podes segurar os cães no escritório por um bocadinho? Já fechaste a porta? Posso sair? Olha que o Bart está solto!", etc e tal.



Como disse, desejem-nos sorte...

(prometo mais fotos em breve)