Já tive vários empregos mas diria que este é o meu preferido de sempre. Também gostei muito do primeiro, mas pesando os prós e os contras de um e de outro, este ganha. Não é o emprego perfeito, mas sou feliz. E numa altura destas, só o ter emprego já é bem bom.
Uma das coisas que mais gosto no meu emprego são as minhas duas colegas. Não foi preciso muito tempo para que nos entrosássemos todas: são boas pessoas, leais, honestas, amigas, enfim, é esse tipo de ambiente.
Hoje a seguir a almoçarmos juntas "a la brigada tupperware" fomos apanhar um pouco de sol à rua, feitas lagartixas. Quando o parquímetro junto ao nosso banco de jardim no largo da igreja ao fundo da rua marcou as 14h iniciámos o caminho de regresso. Vínhamos na conversa, ainda passou por nós um senhor que costumamos ver a passear o seu cão (claro que eu é que reparo mais nisso) e depois, mesmo quando ia a entrar no prédio, eis que vejo um outro cão, que nunca tinha visto. Não tinha coleira, mas não parecia mesmo nada de rua (a sério meus senhores, ponham uma coleira aos vossos cães que passeiam sozinhos que é para eu não ficar sempre de coração na boca a troco de nada, vá lá). Fiz ali um compasso de espera para observar o comportamento do cão, para ver se a ele se seguiria o seu dono. Quando olhei outra vez já as minhas colegas tinham entrado e subido e provavelmente até já sentado o real traseiro nas suas cadeiras.
Escusado será dizer que quando eventualmente me juntei a elas, sabiam perfeitamente que eu tinha ficado para trás por causa do cão. Quem é que me conhece bem, quem é?
Uma cadela hiperactiva, um cão traumatizado, um Dono relaxado, uma Dona babada... e agora uma Danoninha sanguessuga. Enfim, uma família de doidos!
31/01/13
30/01/13
29/01/13
Ai as calinadas no português
.Momento cliché: o tempo voa, parece que foi ontem, já está tão crescida, é tal e qual a mãe...
Momento mãe babada: a Danoninha já diz imensas palavras, incluindo algumas mais compridas e complicadas como "cadeira"; "coração", "queijo", "música", "fralda", e até uma tentativa (sendo que tentativa é a palavra-chave aqui) de dizer "cambalhota". Resumindo, explica-se muito bem e é cada vez mais fácil de comunicar com ela.
Momento humorístico: para chamar o Sushi diz "shishi", para chamar a educadora diz "caca" (em vez de "Cuca").
Momento mãe babada: a Danoninha já diz imensas palavras, incluindo algumas mais compridas e complicadas como "cadeira"; "coração", "queijo", "música", "fralda", e até uma tentativa (sendo que tentativa é a palavra-chave aqui) de dizer "cambalhota". Resumindo, explica-se muito bem e é cada vez mais fácil de comunicar com ela.
Momento humorístico: para chamar o Sushi diz "shishi", para chamar a educadora diz "caca" (em vez de "Cuca").
26/01/13
Psst! Querem saber um segredo?
Outra coisa que sou, para além de faladora, é alérgica à mudança. Pareço uma velhota de 80 anos, bem sei, mas tenho muita dificuldade em abraçar a mudança e em me adaptar de imediato.
Isto leva-me a uma confissão: não é só a falta de tempo que me tem levado a escrever aqui bem menos vezes, é também o facto de o blogger ter mudado bastante e eu ainda não ter conseguido gostar disso. Mas vou tentar ser mais assídua. E vou tentar gostar mais das mudanças. Porque mudar é bom (e agora já pareço o slogan de um partido político em plena campanha eleitoral hehehe).
Isto leva-me a uma confissão: não é só a falta de tempo que me tem levado a escrever aqui bem menos vezes, é também o facto de o blogger ter mudado bastante e eu ainda não ter conseguido gostar disso. Mas vou tentar ser mais assídua. E vou tentar gostar mais das mudanças. Porque mudar é bom (e agora já pareço o slogan de um partido político em plena campanha eleitoral hehehe).
25/01/13
Juggling
Eu falo muito. Sou uma pessoa faladora, pronto. E poder-se-ia dizer que até bastante sobre a minha vida com as pessoas do meu dia-a-dia. As minhas colegas sabem o último stress que tive com a sogra, os meus pais sabem a última gracinha que a neta fez, a educadora dela na creche sabe os nossos planos para o fim de semana, os leitores deste blog (que tem estado tão ao abandono que já só devem restar meia dúzia) sabem os últimos disparates dos monstrengos - correção: da Emma, que o Sushi é um santo.
Mas não me agrada muito a ideia de que todas as pessoas da carruagem do comboio que apanho nos meus trajetos casa-emprego-casa saibam todas estas coisas, por isso evito falar ao telemóvel durante essas viagens.
Ora hoje calhou que a minha mãe me ligou. Tinha apanhado o comboio anterior ao meu, queria saber se esperava por mim na estação para me dar boleia para casa (visto que à 6ª feira os meus pais passam o final de tarde em minha casa com a Danoninha). Como não estava a chover disse que não era necessário, que mais valia irem andando para minha casa, para ficarem com a miúda e o Dono poder passear os cães o mais cedo possível, coitados. E depois tive de ligar ao maridão, a avisá-lo de que os meus pais iam a caminho, porque já estava a ficar tarde para os cães e assim ganhava-se tempo.
E foi assim que toda a gente à minha volta ficou a saber que uma das minhas maiores preocupações na correria diária é este malabarismo de haver sempre alguém que está em casa com a minha filha à hora do passeio dos meus filhos de 4 patas. Quando ela for mais velha, quando estiver bom tempo, quando os horários dela o permitirem, quando quando quando, tudo será mais simples. Mas por enquanto a rotina cá em casa é quase uma escala de aeroporto...
Mas não me agrada muito a ideia de que todas as pessoas da carruagem do comboio que apanho nos meus trajetos casa-emprego-casa saibam todas estas coisas, por isso evito falar ao telemóvel durante essas viagens.
Ora hoje calhou que a minha mãe me ligou. Tinha apanhado o comboio anterior ao meu, queria saber se esperava por mim na estação para me dar boleia para casa (visto que à 6ª feira os meus pais passam o final de tarde em minha casa com a Danoninha). Como não estava a chover disse que não era necessário, que mais valia irem andando para minha casa, para ficarem com a miúda e o Dono poder passear os cães o mais cedo possível, coitados. E depois tive de ligar ao maridão, a avisá-lo de que os meus pais iam a caminho, porque já estava a ficar tarde para os cães e assim ganhava-se tempo.
E foi assim que toda a gente à minha volta ficou a saber que uma das minhas maiores preocupações na correria diária é este malabarismo de haver sempre alguém que está em casa com a minha filha à hora do passeio dos meus filhos de 4 patas. Quando ela for mais velha, quando estiver bom tempo, quando os horários dela o permitirem, quando quando quando, tudo será mais simples. Mas por enquanto a rotina cá em casa é quase uma escala de aeroporto...
06/12/12
Tenho uma lágrima no canto do olho
Sempre que apanho a Danoninha em flagrante a fazer festinhas aos cães. Que cena LINDA!
28/11/12
Qualquer semelhança (não) é pura coincidência
E a quantidade de vezes que damos por nós a falar com a Danoninha como se fosse um dos cães?
Não.
Larga.
Dá.
Espera.
Quieta.
...
O que nos vale é que ela é mais obediente do que eles!
Tudo bem que tem aquelas birras normais, aquelas raivazinhas e ataques de mau génio, que são próprios de uma idade de grande frustração por não compreender ou não conseguir fazer e por precisar de testar os limites para se situar no mundo. Mas tirando essas situações (que apesar de perfeitamente normais ainda bem que são pouco frequentes) ela é tão boazinha, tão sossegadinha, tão lindinha, que até dá pena quando tenho de chamar a atenção para alguma coisa.
Por ela ser como é, ou por nós sermos como somos, lá por casa, até ver, a política de liberdade condicional continua. Obviamente, fizemos o necessário baby-proofing à casa mas, de uma forma geral, a Danoninha tem liberdade para mexer em tudo... a não ser que constitua um risco à sua segurança (daí o termo "condicional"). Acho que isso contribui para que ela perceba melhor que deve levar a sério quando levantamos efetivamente uma proibição. E acho que o facto de a nossa casa já estar pensada para sobreviver aos cães também faz com que não haja nada de muito perigoso abaixo de 1 metro de altura.
Não.
Larga.
Dá.
Espera.
Quieta.
...
O que nos vale é que ela é mais obediente do que eles!
Tudo bem que tem aquelas birras normais, aquelas raivazinhas e ataques de mau génio, que são próprios de uma idade de grande frustração por não compreender ou não conseguir fazer e por precisar de testar os limites para se situar no mundo. Mas tirando essas situações (que apesar de perfeitamente normais ainda bem que são pouco frequentes) ela é tão boazinha, tão sossegadinha, tão lindinha, que até dá pena quando tenho de chamar a atenção para alguma coisa.
Por ela ser como é, ou por nós sermos como somos, lá por casa, até ver, a política de liberdade condicional continua. Obviamente, fizemos o necessário baby-proofing à casa mas, de uma forma geral, a Danoninha tem liberdade para mexer em tudo... a não ser que constitua um risco à sua segurança (daí o termo "condicional"). Acho que isso contribui para que ela perceba melhor que deve levar a sério quando levantamos efetivamente uma proibição. E acho que o facto de a nossa casa já estar pensada para sobreviver aos cães também faz com que não haja nada de muito perigoso abaixo de 1 metro de altura.
19/11/12
Popular
A educadra da turminha da Danoninha pediu uma foto de família e depois de muitas tentativas lá conseguimos tirar uma em que nós os 5 estamos bem (a Emma nunca parava quieta, o Sushi adormecia, a Danoninha sai ao pai em falta de fotogenia... enfim uma aventura!).
Agora a nossa foto de família está pendurada na parede, a decorar a salinha, ao lado das fotos das famílias dos outros meninos e meninas.
Mas... modéstia à parte, é a mais popular de todas. Então não é que quando lá vou buscar a Danoninha todos os meninos vão lá direitinhos à foto e desatam a apontar com os dedinhos pequeninos e lá tenho eu de fazer a legenda (que mais parece uma lengalenga): é a mamã, o papá, a Emma, o Sushi... E todos se riem e eu fico ainda mais babada.
Agora a nossa foto de família está pendurada na parede, a decorar a salinha, ao lado das fotos das famílias dos outros meninos e meninas.
Mas... modéstia à parte, é a mais popular de todas. Então não é que quando lá vou buscar a Danoninha todos os meninos vão lá direitinhos à foto e desatam a apontar com os dedinhos pequeninos e lá tenho eu de fazer a legenda (que mais parece uma lengalenga): é a mamã, o papá, a Emma, o Sushi... E todos se riem e eu fico ainda mais babada.
03/10/12
18/08/12
Sushi-fiambre
Não dizem que o filho do meio é o fiambre?
Então lá em casa temos um bom naco, o Sushi. O mais bem comportado, o mais traumatizado, o mais totó, o "mais maior". E, sem dúvida, e apesar de tudo, o melhor cão do mundo.
Em 4 anos contam-se as vezes em que foi posto de castigo ou levou uma palmada (a primeira que lhe dei foi há umas semanas), mas perdem-se a conta às vezes em que se roçou em nós como um gato, bocejou como um hipopótamo ou ressonou como um dinossauro...
Continuo a achar que somos uns sortudos por termos sido encontrados por ele :)
Descobrem as diferenças?
16/08/12
Ritmo
Apercebi-me que o passo ideal para acompanhar o ritmo do Sushi a passear é eu ir a correr. Se não fossem os meus problemas nos joelhos dava para fazer um jogging matinal ao lado do raio do cão.
15/08/12
Felicidade
É ver a minha pipoca laroca a dar festinhas ao Sushi com o pano de limpar os meus óculos escuros, a querer besuntá-lo de creme como fazemos com ela, a trepar por cima do corpo dele quando está deitado no meio do caminho.
(A Emma é uma tola bruta que só tem a perder porque fica fora destes momentos.)
14/08/12
O terror do bairro
Tenho sido eu a passear os monstrengos de manhã, porque acordo cedo para ir para o trabalho e o Dono, que está de férias em casa com a Danoninha porque não tínhamos quem mais ficasse com ela, só precisa de acordar quando ela acorda - o que hoje significou dormir mais 3 horas do que eu. Invejaaa!
You know the drill: vou com a Emma, vinte minutos depois vou com o Sushi, vinte minutos depois vou direta para o banho toda suada. Vinte minutos depois saio de casa a cheirar bem e com as roupas pipis do trabalho.
Ontem tive de pegar na Emma ao colo e transportá-la assim a salvo de um campo minado de picos. Quem achou graça cortar as silvas de picos e não os apanhar não merecia o salário da câmara municipal que ajudo a pagar...
Hoje vi duas pessoas nitidamente fugirem de mim e do Sushi e optarem por dar uma volta maior só para não terem de passar por nós.
O que será que me espera amanhã? Resposta: UM FERIADO!!!
06/08/12
Primeiros passos, primeiras quedas
Porque hoje a minha filha está a recuperar de um olho negro mas em compensação rebentou o lábio, sendo que nenhuma destas lesões foi causada pela Emma mas nem sei como porque o raio da cadela é tão bruta que faz com que a miúda caia imensas vezes pela casa - preciso de animar este coração de mãe e portanto aqui vai...
29/07/12
Até mete nojo
Está naquela altura do ano em que tenho de ter especial cuidado ao fazer zapping para não ir parar à RTP a meio de uma tourada. É que até mete nojo, pá! Porque é que passam isso na tv? Porque é que continuam a fazê-lo? Porque é que há quem goste??? Man, estamos no séc. XXI. Já chegava, não?
28/07/12
O meu primeiro amor
Posso ter dois "póneis" em casa, mas o meu primeiro amor serão sempre os cavalos. E por isso mesmo o que o meu amor me ofereceu como prenda de anos (vocês vêm atrasados, já fiz na semana passada) foi um passeio a cavalo na praia. Romântico, eu sei. Completamente a minha cara!
*suspiro*
25/07/12
Os dois novos membros da família...
Dos meus sogros!
Nunca pensei que chegasse o dia em que a minha querida sogra ia ter 3 gatos em casa e se a primeira gata já causou a confusão que foi entre nós só espero que o facto de eu ter tido mão na adoção destes dois não se vire um dia contra mim.
Mas enfim ficaram bem entregues, ficaram juntos - chegámos à conclusão que seria muito complicado separá-los.
O meu cunhado quis ficar com o gato (afinal era um gato e uma gata) e os pais tiveram de aceder, visto que a minha cunhada no passado quis um cão e teve e depois quis uma gata e teve. Mas acabaram por também ficar com a gata pois os manos são mesmo mesmo mesmo inseparáveis. Ainda bem! Final feliz!
Apresento-vos então o Kurt Tonhó e a Luna da Tanga. Eu só os apanhei da rua, não tenho nada que ver com a escolha dos nomes...
PS - Soubemos tanto pela opinião do veterinário que os observou como também pelas vizinhas do bairro que têm posto em prática uma mega campanha de esterilização que estes gatinhos (e o terceiro mano, mais bravo, que nos escapou mas que entretanto já conseguiram apanhar) não nasceram na rua - foram abandonados, provavelmente no próprio dia em que os encontrei (eu assim gosto de pensar). Portanto quem quer que seja o filho da p*** que foi capaz de abandonar 3 bolinhas de pelo tão adoráveis quanto indefesas deveria passar o resto da vida à fome, ao frio e na mais completa solidão, para ver se também gostava... raios parta pá!
16/07/12
Mais lenha para me queimar...
Como o estado de abandono deste blog bem demonstra, não tenho propriamente muito tempo livre e todo o que tenho é basicamente para... dormir. Não me tenho dedicado a nenhum dos meus antigos hobbies (por "antigos" leia-se pré-Danoninha) e há mesmo muitas coisas - e algumas mais importantes que outras - que ficam por fazer. Lá porque digo que ando cansada e não tenho "me time", não é realmente uma queixa, porque é por uma boa causa e claro que, entre o trabalho, a lida da casa e os mimos à Danoninha (e aos cães, claro), não é muito difícil de adivinhar qual é a minha parte preferida.
Mas, não satisfeita com a trabalheira que já dá ter 3 filhos... LOL ainda fui arranjar mais dois. Pois eis que hoje vimos da janela três gatinhos bebés lindos lindos e claro que fomos lá buscá-los. Só conseguimos resgatar dois, infelizmente o outro já era mais arisco (e as mãos do Dono que o digam). Os dois maninhos ou maninhas - sim, porque eu percebo taaaaanto de gatos que nem sei bem - deixaram-se logo apanhar, adoram festinhas, só ronronam, aquela coisa boa que já se sabe.
E como infelizmente numa de "been there, done that", já sabemos que os monstrengos não aceitam felinos cá em casa, por mais adoráveis que sejam, é óbvio que eles só cá estão temporariamente e só mesmo porque a minha casa de banho consegue ser melhor do que a rua. E a casa de banho porquê? Porque se eles ficarem na casa de banho do meu quarto, com a porta fechada e o quarto por sua vez também com porta fechada é o sítio mais seguro para não virarem hamburgueres.
Já lhes fiz uma caminha, fui logo ao supermercado comprar areia e comida (e leite porque eles realmente são muito bebés) e já tirei fotos para começar a espalhar aos sete ventos.
É uma altura tramada, não me devia ter metido nisto, mas não conseguiria dormir hoje à noite sabendo que eles iam passar a vaga de calor dos próximos dias na rua, correndo o risco de desidratarem. E mesmo que sobrevivessem acabariam como o mano deles e nunca mais seria possível serem "domesticados" (uso o termo só para distinguir dos gatos de rua em estado mais selvagem, porque enfim, não percebo muito de gatos mas percebo o suficiente para saber que eles apenas nos deixam pensar que os domesticámos).
Agradeço então a ajuda dos leitores deste blog - se ainda houver por aí alguém, que eu sou uma desnaturada e não atualizo isto e agora tenho a lata de vir para aqui tentar dar gatinhos.
Dão-se duas gatinhas (vou arriscar dizer que são fêmeas porque ainda não vi tintins) com no máximo 2 meses, muito lindas e meigas, uma mais tímida do que a outra e teria preferência que fossem para a mesma casa mas se tiverem de ser separadas so be it.
O meu contacto é bydaisy560@gmail.com.
23/05/12
"Mamã", "Papá", "Pão", "Papa", "Água", "Quá" (pato), "Nham nham" (coelho),"Cão"...
... e "Emma".
São estas as palavras que a Danoninha sabe dizer, como não podia deixar de ser.
Só falta "Sushi"!
18/05/12
Dona Mãe Babada... e Cansada
As últimas semanas têm sido complicadas e tudo vai dar ao mesmo: ando exausta.
Voltei a trabalhar fora e como o meu novo emprego fica numa zona de Lisboa para onde é mais prático ir de transportes do que de carro vendemos o meu querido queridíssimo adorado smart, pois não faz sentido termos dois carros à porta de casa (o Dono sempre foi de transportes para o emprego). Ou seja, voltei a ter horários para cumprir, chefes a quem agradar, telefonemas e emails e colegas a interromper, e ainda por cima vou para Lisboa de transportes (isto pode parecer um facto menor mas há vários anos que não andava de transportes) e uma grande parte do percurso a pé, e, visto que ainda me ressinto fisicamente de ter passado tantos meses de cama, tudo isto me deixa de rastos.
Quando chego a casa, cansada e triste por passar menos tempo com a Danoninha e em stress porque o dia ainda vai longe do fim, encontro o chão cheio de pêlos (maldita época da mudança de pêlo), é preciso fazer o nosso jantar e o dela, há sempre coisas para arrumar ou compras para ir fazer... Ela pede a minha atenção (acha que quando eu vou à casa de banho é porque estou a jogar às escondidas então fica do outro lado da porta a bater para chamar a atenção - TÃO FOFA) e eu quero dar-lha, mas nem sempre dá para deixar tudo o resto em segundo plano. Porque a dada altura, mais do que a minha atenção ela vai querer é comer e depois dormir.
E é quando a Danoninha vai dormir que a casa fica finalmente em silêncio (ou não, porque às vezes a Emma anda por aí a ladrar) e eu me sento no sofá e suspiro. Primeiro, porque fico com saudades dela, segundo porque me sinto frustrada e culpada ao mesmo tempo por passar tão pouco tempo com ela mas no fundo gostar de quando ela vai dormir. o Sossego não dura muito, normalmente antes de nos deitarmos ela acorda pelo menos uma vez, durante a noite pelo menos outra vez, ou porque está destapada, ou porque perdeu a chucha, ou porque agora deu em sentar-se/pôr-se de pé na cama. Mas mesmo assim na minha opinião ela dá boas noites, só mesmo quando tem dentes a nascer é que acorda de hora a hora, e nem todas as mães se podem gabar do mesmo.
Em relação aos cães, que felizmente estão de boa saúde (aliás, vão ter direito ao check-up anual em breve porque está na altura de vacinar e desparasitar), noto que, apesar de tentarmos evitar, de certa forma têm sido um pouco "prejudicados" nos últimos tempos. Seja porque encostamos a porta da cozinha durante a noite para não fazerem barulho com as unhacas pela casa fora de manhã a virem-nos acordar, seja porque passam o serão enfiados numa divisão connosco com a porta encostada também, seja porque às vezes temos menos paciência ou passamos menos tempo em casa ou sei lá o quê. E já sei que vamos passar vergonha no vet porque eles estão MESMO a precisar de um banho (mais uma daquelas coisas que não temos tempo/paciência/dinheiro para ir tratar).
E confesso que fico tão, mas tão, frustrada por ter sempre a casa imunda logo agora nesta fase em que ela oscila entre o gatinhar e os primeiros passos agarrada a tudo, e depois leva as mãos sujas à boca e depois tem pêlos agarrados à roupa, e às vezes à chupeta, e eu até nem sou maníaca das limpezas, acho que toda a gente já sabe isso, mas bolas... há limites para aquilo que consigo ver sem ficar cheia de comichão-deixa-lá-ir-buscar-uma-esfregona!
05/05/12
Um capítulo inteiro
Em alguns livros de puericultura o choro ocupa um capítulo inteiro. Nunca se vê nada sobre o choro dos cães... É que por muito que a Danoninha chore (e não é assim muito, só quando tem dores de dentes ou pesadelos) acho que a Emma chora muito mais. A cadela anda mesmo chatinha!
22/04/12
Ainda não refeitos do susto...
...lá fomos nós novamente em romaria para o veterinário com a Emma.
De repente, começou a ficar muito quieta (depois daqueles dias endiabrados até parece que nos estamos a queixar porque nunca estamos satisfeitos), mas é que era mesmo demasiado quieta. Na rua nunca puxava nem se afastava do Dono, não corria, não saltava para cima das pessoas (para nós nunca salta mas para a nossa empregada, que aquilo é uma adoração mútua, só visto), não vinha sequer receber-nos à porta. Estava sempre a sentar-se e uma vez a fazer marcha-atrás e a virar-se sobre ela própria ganiu.
Não sabíamos se era a displasia a dar sinais, se eram gases, por ter recomeçado a comer. Eu estava mais inclinada para a segunda hipótese, pois quando lhe mexíamos nas patas e fazíamos vários movimentos ela não se queixava. Mas... por outro lado... quando é que ela alguma vez se queixa?
Embora os sintomas fossem em tudo idênticos a quando o cão dos meus sogros teve gases, no vet acharam que era da displasia e receitaram analgésicos.
Claro que, só para nos fazer passar por mentirosos ou hipocondríacos ou sei lá, no vet ela saltou, abanou-se toda, enfim... Ninguém diria que ela tinha alguma coisa. Mas como eles sabem que quando ela estava no auge da gastriste também não parecia, acho que nos levaram a sério.
Não quero ser paranoica, mas acho que já tivemos sustos suficientes e despesas suficientes. A maldita da displasia que se vá embora e não volte tão cedo, que eu quero um pouco de sossego, sim?
14/04/12
Ou vai ou racha
Em casa a Emma come e comporta-se como se nada tivesse acontecido. Sobe para o sofá, tenta roubar comida do balcão da cozinha, faz xixi, sobe para a nossa cama, segue-me para a casa de banho, dorme sonecas ao sol na sala, enfim... a nossa Emma está de volta.
Ao longo desta semana, tivemos de dar-lhe comida especial, em quantiades mínimas, de 2 em 2 horas e levá-la ao hospital para receber as injeções a cada 12 horas. Mas aos poucos foram-lhe diminuido a medicação e dando indicações para aumentarmos a dose de comida e de água.
Hoje foi o primeiro dia a comer ração seca e era o teste final. Até agora, felizmente, não vomitou. E já só precisa de tomar um medicamento que podemos dar em casa.
POrtanto, voltaremos ao hospital sim mas só para pagar a conta.
Ah e continuaremos nos próximos tempos a passeá-la de açaime, pra ter a certeza de que não volta a comer nada pois o organismo dela não aguentaria outra brincadeira destas.
Agora ela tem a desculpa perfeita para pedinchar comida (perdeu 3,5 kg) e para fazer disparates porque andamos de coração mole como manteiga.
Mais uma vez obrigado a todos pela preocupação, pelas palavras de apoio e carinho, e sobretudo por compreenderem a nossa angústia. Só mesmo quem ama os animais compreende.
Ao longo desta semana, tivemos de dar-lhe comida especial, em quantiades mínimas, de 2 em 2 horas e levá-la ao hospital para receber as injeções a cada 12 horas. Mas aos poucos foram-lhe diminuido a medicação e dando indicações para aumentarmos a dose de comida e de água.
Hoje foi o primeiro dia a comer ração seca e era o teste final. Até agora, felizmente, não vomitou. E já só precisa de tomar um medicamento que podemos dar em casa.
POrtanto, voltaremos ao hospital sim mas só para pagar a conta.
Ah e continuaremos nos próximos tempos a passeá-la de açaime, pra ter a certeza de que não volta a comer nada pois o organismo dela não aguentaria outra brincadeira destas.
Agora ela tem a desculpa perfeita para pedinchar comida (perdeu 3,5 kg) e para fazer disparates porque andamos de coração mole como manteiga.
Mais uma vez obrigado a todos pela preocupação, pelas palavras de apoio e carinho, e sobretudo por compreenderem a nossa angústia. Só mesmo quem ama os animais compreende.
07/04/12
Greve de fome
Nem ração húmida, nem ração seca para cachorro, nem a ração seca que damos em casa, nem fiambre, nem dando à boca, nem atirando para o chão (para ela se sentir o máximo por "roubar" comida), nem o meu pai, nem eu, nem o Dono, nem o vet, nem uma estranha que estava na sala de espera, nem dentro do hospital, nem à porta do hospital, nem mais ao fundo da rua.
Greve de fome total. Mais estranho ainda: um LABRADOR em greve de fome total.
E com febre (que nunca tinha tido). E o vet outra vez muito pessimista e frustrado com estes altos e baixos.
Conclusão: trouxemo-la para casa, para ver se ela se anima e em casa come. Tem de comer um oitavo da latinha de 2 em 2 horas, temos de lhe medir a febre e levá-la lá para receber a medicação hoje à meia noite. Mas se ela comer e não vomitar, e se a febre ficar controlada, podemos pensar em manter este sistema durante uns tempos.
Portanto, neste momento a Emma está a dormir ao sol aqui ao pé de mim, no seu sítio do costume, como se nada se tivesse passado. Como ela está por dentro, ninguém faz ideia. No que é que isto vai dar, ninguém sabe.
Vamos viver o presente.
Greve de fome total. Mais estranho ainda: um LABRADOR em greve de fome total.
E com febre (que nunca tinha tido). E o vet outra vez muito pessimista e frustrado com estes altos e baixos.
Conclusão: trouxemo-la para casa, para ver se ela se anima e em casa come. Tem de comer um oitavo da latinha de 2 em 2 horas, temos de lhe medir a febre e levá-la lá para receber a medicação hoje à meia noite. Mas se ela comer e não vomitar, e se a febre ficar controlada, podemos pensar em manter este sistema durante uns tempos.
Portanto, neste momento a Emma está a dormir ao sol aqui ao pé de mim, no seu sítio do costume, como se nada se tivesse passado. Como ela está por dentro, ninguém faz ideia. No que é que isto vai dar, ninguém sabe.
Vamos viver o presente.
06/04/12
Nunca pensei
Então a menina Emma deu em recusar comer. Nunca pensei que este dia chegasse. Dão-lhe comida à boca, de lata nem sequer é ração seca, e ela recusa. No outro dia ainda comeu um bocadinho de nada comigo (tipo meia almondega, nem enchia o buraco de um dente) mas achámos que era por estar amuada por ter voltado para a "toca". Mas hoje já passei no hospital e o vet que lá estava disse que lhe tinha dado fiambre e eu ralhei de brincadeirinha por causa dos maus hábitos que lhe estão a incutir, mas ele explicou que ela tem recusado comer e já não sabia o que fazer. O fiambre ela comeu, vá lá.
Ela é tão mas tão esperta que já associou que se comer vai vomitar (se bem que ontem vomitou duas vezes mas já sem sangue), então prefere morrer à fome do que ter dores e vómitos outra vez.
Mas bolas... passar de ser aspiradora para dar uma de Gandhi... Isso é que não! É que nem que eu tenha de lhe dar marisco (ou o equivalente a marisco para os cães, que será o quê?, um chouriço ou assim).
Ela é tão mas tão esperta que já associou que se comer vai vomitar (se bem que ontem vomitou duas vezes mas já sem sangue), então prefere morrer à fome do que ter dores e vómitos outra vez.
Mas bolas... passar de ser aspiradora para dar uma de Gandhi... Isso é que não! É que nem que eu tenha de lhe dar marisco (ou o equivalente a marisco para os cães, que será o quê?, um chouriço ou assim).
05/04/12
Uff?
Será que é desta que podemos começar a respirar de alívio? Ou ainda vai haver mais altos e baixos e reviravoltas inesperadas e angustiantes? Já não sei o que pensar, estou cheia de medo de me agarrar às esperanças.
Mas a verdade é que aparentemente o pior já passou.
Hoje o vet mostrou-se mais confiante de que a Emma irá, ainda que lentamente, recuperar na totalidade. Agora só temos de ter paciência e controlar as saudades, enquanto o tratamento prossegue e o próprio passar do tempo a leva a recuperar.
Ela recebe muitas visitas e é passeada tanto pela equipa do hospital como por nós, então agora ao final da tarde quando lá fui delicadamente pediram-me para não a passear mais, para evitar ter de andar sempre a mexer no cateter do soro e a massacrar veias diferentes. Não devem estar habituados a donos tão chatos que estão sempre lá enfiados heheheheh
Mais uma vez obrigado pela força e pela preocupação. Foi um susto e peras, mas parece que o pior já passou!
Mas a verdade é que aparentemente o pior já passou.
Hoje o vet mostrou-se mais confiante de que a Emma irá, ainda que lentamente, recuperar na totalidade. Agora só temos de ter paciência e controlar as saudades, enquanto o tratamento prossegue e o próprio passar do tempo a leva a recuperar.
Ela recebe muitas visitas e é passeada tanto pela equipa do hospital como por nós, então agora ao final da tarde quando lá fui delicadamente pediram-me para não a passear mais, para evitar ter de andar sempre a mexer no cateter do soro e a massacrar veias diferentes. Não devem estar habituados a donos tão chatos que estão sempre lá enfiados heheheheh
Mais uma vez obrigado pela força e pela preocupação. Foi um susto e peras, mas parece que o pior já passou!
04/04/12
Resultados
Hoje a Emma estava melhor (não tão bem quanto domingo, mas definitivamente melhor em relação a ontem).
Não voltou a vomitar e em termos de estado de espírito estava mais alegre. No entanto, está tão fraca que não podemos passear muito com ela, então temos optado por simplesmente tirá-la da jaula, levá-la até à rua e depois ficarmos sentados com ela a dar-lhe festinhas. Tenho a dizer que ela está a cheirar muito mal e só me apetece dar-lhe um banho quando chegar a casa.
O Dono fez uma hora de almoço mais prolongada para poder ir até ao hospital vê-la, o meu pai também lá foi, eu não pude ir porque agora trabalho mais longe mas liguei, e depois vim a voar até casa para irmos os dois novamente. Talvez este fim de semana levemos o Sushi connosco para darem um passeio juntos, se o vet achar bem. O Sushi cheira-nos muito quando chegamos do hospital e hoje quando lhe falávamos na Emma abanava a cauda toda. Ele tem-se portado muito bem (achei que ia andar murcho pelos cantos ou desatar a lamber as patas outra vez) mas deve sentir saudades da "mana".
E é incrível ler os vossos comentários e receber telefonemas e emails e sms dos amigos, sabe mesmo bem e não posso deixar de agradecer, acabe isto como acabar.
A boa notícia (tendo em conta tudo, acaba por ser boa) é que o resultado da biópsia finalmente chegou, depois de muita pressão por parte do vet (que tem sido IMPECÁVEL). Não há tecidos cancerígenos, não há virus, não há bactérias. Há sim uma queimadura por agente químico, por exemplo veneno, soda caustica, lixívia, etc.
Não sabemos como mas a Emma comeu/bebeu algo que lhe queimou o sistema digestivo todo, daí o esófago também estar afetado. Isto significa que só temos de continuar o tratamento e esperar e depende dela própria reagir.
Quero acreditar que ela é jovem, forte, saudável, bem tratada, com um bom peso e uma personalidade lutadora, e que vai dar a volta. Os altos e baixos dela dizem-me para ter cuidado com as expectativas. O facto de ela hoje ter recusado comer mesmo sendo eu a dar-lhe à boca e sendo comida húmida não me deixa muito contente (nunca pensei que um dia iria ver a Emma recusar comida). Todos os dias quando ligo de manhã para saber como correu a noite tenho o coração na boca, todos os dias enquanto não lhe ponho os olhos em cima não me sinto tranquila, todos os dias quando a volto a por na gaiola e me venho embora venho a sentir-me minúscula.
Quero tanto tanto tanto a minha Emma de volta!
Hoje foi um dia menos mau, vamos torcer para que amanhã seja melhor e depois e depois...
Não voltou a vomitar e em termos de estado de espírito estava mais alegre. No entanto, está tão fraca que não podemos passear muito com ela, então temos optado por simplesmente tirá-la da jaula, levá-la até à rua e depois ficarmos sentados com ela a dar-lhe festinhas. Tenho a dizer que ela está a cheirar muito mal e só me apetece dar-lhe um banho quando chegar a casa.
O Dono fez uma hora de almoço mais prolongada para poder ir até ao hospital vê-la, o meu pai também lá foi, eu não pude ir porque agora trabalho mais longe mas liguei, e depois vim a voar até casa para irmos os dois novamente. Talvez este fim de semana levemos o Sushi connosco para darem um passeio juntos, se o vet achar bem. O Sushi cheira-nos muito quando chegamos do hospital e hoje quando lhe falávamos na Emma abanava a cauda toda. Ele tem-se portado muito bem (achei que ia andar murcho pelos cantos ou desatar a lamber as patas outra vez) mas deve sentir saudades da "mana".
E é incrível ler os vossos comentários e receber telefonemas e emails e sms dos amigos, sabe mesmo bem e não posso deixar de agradecer, acabe isto como acabar.
A boa notícia (tendo em conta tudo, acaba por ser boa) é que o resultado da biópsia finalmente chegou, depois de muita pressão por parte do vet (que tem sido IMPECÁVEL). Não há tecidos cancerígenos, não há virus, não há bactérias. Há sim uma queimadura por agente químico, por exemplo veneno, soda caustica, lixívia, etc.
Não sabemos como mas a Emma comeu/bebeu algo que lhe queimou o sistema digestivo todo, daí o esófago também estar afetado. Isto significa que só temos de continuar o tratamento e esperar e depende dela própria reagir.
Quero acreditar que ela é jovem, forte, saudável, bem tratada, com um bom peso e uma personalidade lutadora, e que vai dar a volta. Os altos e baixos dela dizem-me para ter cuidado com as expectativas. O facto de ela hoje ter recusado comer mesmo sendo eu a dar-lhe à boca e sendo comida húmida não me deixa muito contente (nunca pensei que um dia iria ver a Emma recusar comida). Todos os dias quando ligo de manhã para saber como correu a noite tenho o coração na boca, todos os dias enquanto não lhe ponho os olhos em cima não me sinto tranquila, todos os dias quando a volto a por na gaiola e me venho embora venho a sentir-me minúscula.
Quero tanto tanto tanto a minha Emma de volta!
Hoje foi um dia menos mau, vamos torcer para que amanhã seja melhor e depois e depois...
A espera, a angústia, a tristeza
Hoje a Emma estava ainda pior do que ontem. Voltou a vomitar. Dão-lhe muito pouca comida e mesmo assim ela vomita. Obviamente, dependente de medicação intravenosa e sem poder comer normalmente não a podemos trazer para casa. Se estes forem os seus últimos dias de vida a minha maior tristeza será essa, que não foram passados connosco, mas sim numa jaula onde bate com a cabeça no tecto.
Hoje dei por mim a chorar no comboio, à vinda para casa a contar os minutos para poder ir vê-la. Chorei porque o comboio passa junto à praia e a Emma adora praia e nós já não a levamos há tanto tempo e se calhar nunca mais voltaremos a poder levar.
A vida é curta e não devemos nunca deixar de fazer as coisas que gostamos e que são importantes, porque podemos não ter mais oportunidades. Tomamos tanta coisa por garantida e num ápice é-nos tirada...
Ela está muito magra, vê-se o osso da coluna, consigo abarcar-lhe o lombo só com uma mão, e está fraca e sem a alegria que tanto a caracteriza.
Todos estamos tão tristes por vê-la ficar pior, não reagir à medicação, não se livrar isto. Hoje uma das vets descreveu as úlceras dela como "crateras" e o outro vet disse frustrado "não percebo porque é que isto haveria de matar a cadela". E pela primeira vez falaram em ligar-nos durante a noite se acontecer alguma coisa.
Por tudo isto, hoje as lágrimas teimaram em espreitar de vez em quando e isto não é nem um milésimo do que chorarei se a perder...
Não há nada que possamos fazer enquanto o resultado da biópsia não chegar. O limbo continua...
Hoje dei por mim a chorar no comboio, à vinda para casa a contar os minutos para poder ir vê-la. Chorei porque o comboio passa junto à praia e a Emma adora praia e nós já não a levamos há tanto tempo e se calhar nunca mais voltaremos a poder levar.
A vida é curta e não devemos nunca deixar de fazer as coisas que gostamos e que são importantes, porque podemos não ter mais oportunidades. Tomamos tanta coisa por garantida e num ápice é-nos tirada...
Ela está muito magra, vê-se o osso da coluna, consigo abarcar-lhe o lombo só com uma mão, e está fraca e sem a alegria que tanto a caracteriza.
Todos estamos tão tristes por vê-la ficar pior, não reagir à medicação, não se livrar isto. Hoje uma das vets descreveu as úlceras dela como "crateras" e o outro vet disse frustrado "não percebo porque é que isto haveria de matar a cadela". E pela primeira vez falaram em ligar-nos durante a noite se acontecer alguma coisa.
Por tudo isto, hoje as lágrimas teimaram em espreitar de vez em quando e isto não é nem um milésimo do que chorarei se a perder...
Não há nada que possamos fazer enquanto o resultado da biópsia não chegar. O limbo continua...
Subscrever:
Mensagens (Atom)




