04/04/12

Resultados

Hoje a Emma estava melhor (não tão bem quanto domingo, mas definitivamente melhor em relação a ontem).
Não voltou a vomitar e em termos de estado de espírito estava mais alegre. No entanto, está tão fraca que não podemos passear muito com ela, então temos optado por simplesmente tirá-la da jaula, levá-la até à rua e depois ficarmos sentados com ela a dar-lhe festinhas. Tenho a dizer que ela está a cheirar muito mal e só me apetece dar-lhe um banho quando chegar a casa.
O Dono fez uma hora de almoço mais prolongada para poder ir até ao hospital vê-la, o meu pai também lá foi, eu não pude ir porque agora trabalho mais longe mas liguei, e depois vim a voar até casa para irmos os dois novamente. Talvez este fim de semana levemos o Sushi connosco para darem um passeio juntos, se o vet achar bem. O Sushi cheira-nos muito quando chegamos do hospital e hoje quando lhe falávamos na Emma abanava a cauda toda. Ele tem-se portado muito bem (achei que ia andar murcho pelos cantos ou desatar a lamber as patas outra vez) mas deve sentir saudades da "mana".
E é incrível ler os vossos comentários e receber telefonemas e emails e sms dos amigos, sabe mesmo bem e não posso deixar de agradecer, acabe isto como acabar.
A boa notícia (tendo em conta tudo, acaba por ser boa) é que o resultado da biópsia finalmente chegou, depois de muita pressão por parte do vet (que tem sido IMPECÁVEL). Não há tecidos cancerígenos, não há virus, não há bactérias. Há sim uma queimadura por agente químico, por exemplo veneno, soda caustica, lixívia, etc.
Não sabemos como mas a Emma comeu/bebeu algo que lhe queimou o sistema digestivo todo, daí o esófago também estar afetado. Isto significa que só temos de continuar o tratamento e esperar e depende dela própria reagir.
Quero acreditar que ela é jovem, forte, saudável, bem tratada, com um bom peso e uma personalidade lutadora, e que vai dar a volta. Os altos e baixos dela dizem-me para ter cuidado com as expectativas. O facto de ela hoje ter recusado comer mesmo sendo eu a dar-lhe à boca e sendo comida húmida não me deixa muito contente (nunca pensei que um dia iria ver a Emma recusar comida). Todos os dias quando ligo de manhã para saber como correu a noite tenho o coração na boca, todos os dias enquanto não lhe ponho os olhos em cima não me sinto tranquila, todos os dias quando a volto a por na gaiola e me venho embora venho a sentir-me minúscula.
Quero tanto tanto tanto a minha Emma de volta!
Hoje foi um dia menos mau, vamos torcer para que amanhã seja melhor e depois e depois...

A espera, a angústia, a tristeza

Hoje a Emma estava ainda pior do que ontem. Voltou a vomitar. Dão-lhe muito pouca comida e mesmo assim ela vomita. Obviamente, dependente de medicação intravenosa e sem poder comer normalmente não a podemos trazer para casa. Se estes forem os seus últimos dias de vida a minha maior tristeza será essa, que não foram passados connosco, mas sim numa jaula onde bate com a cabeça no tecto.
Hoje dei por mim a chorar no comboio, à vinda para casa a contar os minutos para poder ir vê-la. Chorei porque o comboio passa junto à praia e a Emma adora praia e nós já não a levamos há tanto tempo e se calhar nunca mais voltaremos a poder levar.
A vida é curta e não devemos nunca deixar de fazer as coisas que gostamos e que são importantes, porque podemos não ter mais oportunidades. Tomamos tanta coisa por garantida e num ápice é-nos tirada...
Ela está muito magra, vê-se o osso da coluna, consigo abarcar-lhe o lombo só com uma mão, e está fraca e sem a alegria que tanto a caracteriza.
Todos estamos tão tristes por vê-la ficar pior, não reagir à medicação, não se livrar isto. Hoje uma das vets descreveu as úlceras dela como "crateras" e o outro vet disse frustrado "não percebo porque é que isto haveria de matar a cadela". E pela primeira vez falaram em ligar-nos durante a noite se acontecer alguma coisa.
Por tudo isto, hoje as lágrimas teimaram em espreitar de vez em quando e isto não é nem um milésimo do que chorarei se a perder...
Não há nada que possamos fazer enquanto o resultado da biópsia não chegar. O limbo continua...

02/04/12

Chegámos agora do hospital

Estivemos um pouco com a Emma e levámo-la num passeio curto (não puxou, não se meteu com outros cães e não quis brincar com uma garrafa de água vazia como tanto adora, portanto nitidamente não está no seu melhor).
A vet que lá estava agora era uma das que estava presente durante a endoscopia e confirma que o estômago dela estava num estado horrível mesmo. Ou seja, não é pessimismo nem exagero nem dramatismo do outro vet. Ela explicou-nos inclusivamente que tanto nas fezes como no vómito está a sair sangue, vindo das feridas horríveis que ela tem (úlceras).
E ela acha que o regresso dos vómitos não se deve à alteração na medicação, é mesmo por ela não estar perto de ficar boa.
E disse também que a Emma comeu uns pedacinhos de comida a muito custo (quando normalmente os aspira).

Estou triste.

E porque isto é uma montanha-russa

Hoje de manhã não deu para ver a Emma.
Tentaram dar-lhe um dos medicamentos por via oral e ela não aguentou, voltou a vomitar e voltou a ter de ficar em jejum. Ou seja, tão cedo não podemos deitar foguetes, ela ainda está longe de ficar boa.
Tanto reclamei de se deixarem enganar pelo estado de espírito dela, que não é de todo reflexo do que se passa no seu interior, e afinal caí no mesmo erro. Por muito que não quisesse, deixei-me levar pelo entusiasmo de a ver com energia e alegria. E afinal ela ainda está tão doente que não aguenta tomar um comprimido sequer...
Só o tempo dirá o que se vai passar. Temos de esperar pelo resultado da biópsia para saber o que provocou este problema, porque se for de origem viral não há nada a fazer.
Pelo estado em que o aparelho digestivo dela estava, com o estômago cheio de úlceras e o intestino e o esófago também tão afetados, ela devia estar doente há muito tempo e nunca percebemos. Sabendo isso, como é que me deixei enganar pelas aparentes melhoras exteriores???
Tenho de meter na cabeça que ela não vem para casa nos próximos dias, que ainda não sabemos se virá. Mas não consigo, porque é a Emma, a minha Emma.

Porque é cedo demais.
Porque é repentino demais.

Porque a amo demais.

01/04/12

Finalmente boas notícias

Temos ido visitar a Emma duas vezes por dia. Na visita de ontem ao final da tarde já gostámos mais de a ver, aos poucos a voltar a ser a nossa Emma. Já tinham começado a dar-lhe comida e água aos poucos e estava a conseguir aguentá-la no estômago.
Confrontei o vet (o primeiro de todos) sobre a questão de cada pessoa nos dar a entender coisas diferentes, o que nos deixava confusos visto que o vet da manhã se tinha mostrado optimista mas não nos querermos agarrar a falsas esperanças. Ele só disse: "Eu mostro-me optimista quando tiver certeza que posso ser optimista. E não foi ele que fez a endoscopia à Emma." Murro no estômago, só assim de repente.
Mas ela estava realmente melhor. E hoje também. Levámo-la a passear e ela já puxava, já se empoleirava nos muros, até saltou para cima de uma pessoa. A nossa Emma parece estar de volta, e sabe tão bem.
Continua internada pelo menos até amanhã (senao mais ainda) porque não pode parar com a medicação mas também ainda não a pode tomar por via oral. Custa-nos não a ter connosco como é óbvio, mas lá podem tratá-la e é isso que queremos.
Curiosamente, além dos vossos comentários e dos telefonemas e mensagens dos amigos (sinal evidente de saberem o significado que ela tem para nós) houve uma pessoa que abordou o Dono na rua quando o viu só com o Sushi. Perguntou: "Não eram dois?" E eu não conheço a vizinha, mas já gostei dela só por isso.

31/03/12

Está a chegar-me a mostarda ao nariz

Opá não duvido que haja quem pense que eu tenho mau feitio, mas eu até me acho muito boa pessoa. Até me pisarem os calos, pelo menos.
Depois de o vet nos pintar a situação da Emma do mais negro que pode haver, e como donos preocupados e extremosos que somos, temos ligado para o hospital e fomos visitá-la no horário indicado (ontem ao final da tarde e agora de manhã), e apanhamos pessoal médico diferente que nos diz coisas contraditórias e eu já não estou a gostar nada disto.
Não sei o que pensar, porque um diz-me que ela pode morrer, o outro diz-me que ela está bem disposta, o outro diz que em princípio safa-se, o outro diz que é normal que continue a vomitar (é normal??? então ela está medicada com tudo e mais alguma coisa, não come nem bebe água e continua a vomitar e dizem que é normal???), o outro diz que é só esperar que a úlcera cicatrize, mas o outro tinha dito que eram imensas úlceras, que era o aparelho digestivo todo, que ela estava toda infetada por dentro blablablablablaba E já percebi que eles mal falam uns com os outros e parece mesmo as queixas que as pessoas têm em relação aos hospitais dos humanos e às mudanças de turno e essas coisas. E quando começo a ter vontade de dizer asneiras é porque já estou pelos cabelos.
E irrita-me que digam que ela está bem animada e bem disposta e isto e aquilo, só porque abana o rabo, porque o raio da cadela é mesmo assim, ela vai estar super bem até não estar. E aqui entre nós, se aquilo é ela bem disposta vou ali e já venho. Eu acho-a super murcha e mole e fraca e sei lá mais o quê. Ok, ontem podia ainda ser o efeito da anestesia, hoje podia ser de não comer e tal, mas uma cadela que costuma saltar para cima de toda a gente, que não se contenta com abanar a cauda tem de abanar o corpo inteiro, que está sempre a sorrir... AQUILO não é estar bem disposta.
Parem de dizer que ela está bem disposta, parem de a achar bem só porque acham que ela está bem disposta. Ela pode até estar a sofrer imenso e a morrer, e se eles não tratarem bem dela porque não deram valor à coisa, porque acharam que ela até estava bem disposta, eu vou-me passar completamente.
E agora digam-me lá como é que é suposto eu ter cabeça para acabar de legendar um filme de 2 horas e começar num novo emprego na 2ª e brincar com a bebé e fazer uma sobremesa para o jantar a que temos de ir logo e sei lá mais o quê... A casa está vazia, o silêncio é ensurdecedor, há memórias da Emma em todo o lado e a ausência dela é um limbo. Não sei se me devo começar a habituar ou se devo alimentar a esperança de que ela volte.
Não sei e pelos vistos ninguém sabe.

30/03/12

A insustentável leveza do ser

E assim do nada (e porque não há nenhuma forma suave de o dizer), a Emma está em risco de vida.
Continuou a vomitar pela noite fora, às 4 da manhã levei-a às urgências e deram-lhe uma injeção que supostamente pararia os vómitos durante 24h, mas às 8h já tinha vomitado mais 6 vezes e às 10h mais outras 2.
Depois de um rx, uma eco, uma endoscopia e uma biópsia, está internada, a soro, medicada, e com um prognóstico muito reservado. Se não reagir nos próximos dias e entrar em sofrimento, teremos de tomar uma decisão difícil (óbvia no nosso ponto de vista, mas também muito, mas mesmo muito, muito difícil).

E é assim que damos por nós a desejar ter xixi e cocó para limpar.

29/03/12

Suspense

Passei a tarde no hospital veterinário com a Emma, com um diagnóstico que pode ir de uma gastrite a algo pior (ingestão de um corpo estranho). Vomitou 3 vezes em 3 horas, nem a água que bebia lhe ficava lá dentro. Coitadinha da minha maluquinha, que está tão prostrada que nem parece ela...
Pior ainda, é esperar pelos resultados das análises de sangue porque o vet suspeita que ela tenha Leishmaniose (perdeu peso e tem os gânglios inflamados).
Por agora, pouca água, pouca comida, muita atenção e muita paciência.
Amanhã ou suspiro de alívio ou de resignação... :(

28/03/12

Parabéns, Emma!


Quem não gosta muito de aniversários diz que é um dia como qualquer outro (não é o meu caso). A provar que para a Emma fazer 5 anos hoje é algo que a deixa indiferente, o meu dia começou a limpar um nº 1 e um nº 2 do chão da cozinha.
Pode até ter 5 anos, mas continua um bebé a precisar de fraldas... Oh raio da cadela!

Anyway, parabéns maluca porcalhona. És a princesa do meu coração!

27/03/12

Boa notícia

O Dono deixou de fumar! Ele e a Danoninha é que fizeram anos, mas sinto que eu é que recebi uma enorme prenda!
Nos primeiros dias houve algum mau humor (desculpem lá, monstrengos), mas de resto está a correr bem e eu estou muito orgulhosa!!!

17/03/12

Títulos

Aqui no bairro sempre fui conhecida como a "dona da Emma", depois passei a "dona da Emma e do Sushi". (Se bem que a Emma continua a ser mais famosa, não só porque a conhecem desde bebé mas porque é impossível não fixar esta tresloucada, enquanto que o Sushi é mais conhecido por ser gigantone.)
Mas agora há uns vizinhos do meu prédio que adoram a Danoninha e quando me vêem dizem logo: "Olá mãe da XXXXXX". E eu corrijo: "Mãe da XXXXXX e dona da Emma e do Sushi". Porque há muitas coisas que mudam por ter sido mãe, mas os meus cães são tão importantes como sempre foram.

16/03/12

Que mau timing

A Emma vomitou na manta dela e aproveitei para pôr as duas mantas para lavar, que bem precisavam, mas como os cães ficam todos trolarós sem as mantas nas camas (não percebo, dantes as mantas eram só durante o inverno, agora se tiro as mantas quando fica mais calor eles não vão para as camas) tive de improvisar e pus umas toalhas. Daquelas que uso para limpar as patas nos dias de chuva, sabem? Dias de chuva como os de ontem, sabem? Então e agora? Não há mantas lavadas e secas, não há toalhas suficientes... Ai a minha vida!

12/03/12

Factor genético

A Danoninha a dar os primeiros passos (agarrada pelas mãos) e a tia a dizer-lhe: "Vá, agora a pata esquerda." A loucura é de família...

01/03/12

Eu sei, eu sei...

Que a chuva é importante, que faz falta, que é bom para a agricultura, blablabla. Mas, bolas, o tempo andava tão bom e já se sentia a primavera no ar e eu estava tão feliz e é tão mais fácil manter a casa minimamente apresentável sem as patorras a patinhar tudo e o cheiro a pelo molhado a empestar a casa...

snif snif...

16/02/12

Why am i not surprised?

Ontem o Dono saíu mais cedo do trabalho para ver o jogo do Benfica. Ele tinha dito que passearia os cães durante o intervalo mas eu quis dar-lhe uma folguinha (chamemos-lhe um presente de Dia dos Namorados atrasado) e fui passeá-los eu.

Primeiro fui com a Emma. Ela tenta comer tudo, faz xixi de perna alçada, salta para cima das pessoas com quem se cruza e ladra a todos os cães.
Depois fui com o Sushi. Ele arrasta-me completamente, tenta comer tudo (e come, porque por alturas de eu ter reunido forças para conseguir puxá-lo já aquela bocarra dele engoliu tudo) e consegue empoleirar-se para espreitar para dentro daqueles contentores de entulho - raios parta o cão que é mesmo enorme...

Depois fico toda suada e tenho de tomar banho e mudar de roupa para poder ir buscar a Danoninha.

Nada disto é novidade, claro. Quando once upon a time eu os passeava era exatamente a mesma conversa.

15/02/12

Algo como "eu avisei" adequa-se

Não há dúvidas de que a Danoninha adora animais e não tem medo nenhum deles. É vê-la toda contente quando eles aparecem na sua linha de visão, é vê-la a estender a mão para lhes fazer festinhas, é vê-la a partilhar com eles os brinquedos, é vê-la a levar lambidelas da Emma até à consciência sem se ralar minimamente. O orgulho da mãe, portanto.
Em casa da avó, onde passa o dia, há o mini cão e a tal gata. A Danoninha adora-os também. Quando lhe perguntamos onde eles estão, ela sabe perfeitamente que o cão anda rente ao chão (ele é muito pequenino em comparação com os nossos) e que a gata pode andar por qualquer lado.
E "por qualquer lado" inclui o berço da Danoninha. Ora, a minha sogra, que sempre detestou gatos, que sempre achou um perigo ter gatos ao pé de crianças, que sempre achou um nojo ter os gatos a dormir nas camas dos bebés, que dizia que iria andar com um borrifador a assustar a gata sempre que ela se portasse mal, ficou para morrer quando fomos dar com a gata lá.
Eu, descer do salto salto (que não uso)? Nunca! A gata é deles, a casa é deles, a responsabilidade é deles. Se calhar se eu não gostasse tanto de animais, a conversa seria outra. Mas a sério que não me ralo muito com a cena. Só não gosto é que me tomem por parva e que tenham memória curta. Depois de tanta tinta que já correu entre mim e a minha sogra por causa da gata acho a situação o cúmulo da ironia. E continuo a achar que ela me deve um pedido de desculpas desde junho.

06/02/12

10 meses e meio

Ordens da pediatra para aos poucos ir apresentando a nossa comida à Danoninha, mas por enquanto só os acompanhamentos porque a proteína continua a ser fornecida através das sopas. Cenoura cozinha, puré de batata, esparregado, esparguete... e o Dono a dar graças por termos cães que vão lamber o chão da cozinha (a sério, foi a primeira coisa que ele disse quando saímos da consulta).

31/01/12

Fuerza bruta

É o que o Sushi tem.
Anteontem à noite, no último passeio, o Dono, que tem o péssimo hábito de ir a ouvir música no leitor de mp3, não se apercebeu da proximidade de dois cães que são provavelmente os mais detestados aqui no bairro (é impressionante como todos os outros lhes ladram e os pobres coitados até são impecáveis, assim como o é o dono deles, um ex-toxicodependente de dentes estragados e barba quase tão comprida e selvagem como as respetivas rastas mas que é, acima de tudo, um tipo bacano e bem educado a meu ver).
E vai disto e... mandou um grande tralho. Com o puxão que levou, não teve como segurar a trela do Sushi e esta enrolou-se nos tornozelos e varreu-o, tal e qual como nos filmes, o que resultou num grande bate cu. Só que a coisa não se ficou por aqui.
A trela da Emma estava na extensão máxima e ela foi meter-se com os ditos cães do "rasta-man". O Sushi foi atrás... arrastando 80kg de Dono consigo.
Ora, quando o Dono chegou a casa e me contou esta história e eu vi a roupa dele toda suja fiquei para morrer. No meio de tudo isto, ele perdeu as chaves de casa, portanto teve de voltar à cena do crime com uma lanterna para as procurar e encontrou vários metros de arbustos destruídos durante o arrastão. SIm, metros, vários metros. Leram bem.
Enfim, não temos um cão, temos um boi...
Ontem o Dono viu o "rasta-man" ao longe e foi lá ter com ele para explicar o que se tinha passado e pedir desculpa caso os nossos cães se tivessem aproximidado muito dos dele. O sujeito (já vos disse que o acho simpático apesar do mau aspeto?) respondeu que quanto aos cães não havia problema e que ele tinha mais ou menos visto a queda e ficado preocupado, ainda hesitara se deveria ou não ir ajudar, mas só ia complicar tudo por causa dos cães. Impecável, não?
Quando eu caí e fiquei toda esfolada na cara e nas mãos e sei lá mais o quê, não houve propriamente pessoas simpáticas que me ajudassem, porque as que estavam na rua na altura ao olharem para mim perguntaram-me se eu tinha sido mordida na cara e devem ter tido medo dos meus cães (isto já sou eu a especular). Mas este sujeito, que leva com as ladradelas de todos os cães desde o início dos tempos, incluindo dos nossos, preocupou-se com o meu marido, o que é o mesmo que preocuparam-se comigo basicamente.
E assim se confirma a máxima: "Never judge a book by its cover.".

29/01/12

As duas princesas cá de casa




O Sushi só quer é dormir e perde sempre estes momentos, é uma pena...

09/01/12

A crise

Não me costumo queixar da crise, da Troika, do governo... mas estamos quase a ir à falência por causa da quantidade de lixívia que a Emma nos tem obrigado a gastar ultimamente. Anda a portar-se tão mal, não sei o que lhe deu!

30/12/11

Try again!

Gostava imenso daquela música da Aalyhah ou que raio a moça se chamava que aparecia naquele filme com o Jet Li (um dos meus grandes paradoxos é gostar do Jet Li) sobre não desistirmos perante a adversidade e reerguermo-nos sempre após uma queda. Não se riam, a letra da música até é bastante inspiradora.
Anyway, dei por mim a pensar nessa música quando vi a Danoninha e a Emma a brincarem no outro dia. Pusemos uma manta no chão para a Danoninha ir para lá brincar e claro a Emma quis logo ir lá deitar-se. Enfim, uma manta branca acabada de lavar *suspira e passa à frente* mas até nem foi mau de todo porque assim se a miúda tombasse tinha logo ali um amparo, pensei eu.
A cadela parecia estar a tomar conta da bebé, um must. Lá ia cheirando os brinquedos que ela levava à boca e tal, a Danoninha esticava-se para lhe fazer festinhas e tal, o retrato da família feliz, estão a ver? Até que a Emma pôs a pata em cima da Danoninha para pedir mais festinhas, só que é uma pata pesada e com unhacas e a bebé assustou-se e começou a chorar.
Um aparte: cá em casa nunca damos muita importância a estas pequenas coisas não só porque muitas mais virão, como também porque achamos que não ligar muito é a melhor maneira para ela se distrair com outra coisa e esquecer mais facilmente o susto ou a dor que possa ter tido. Pode parecer mal para quem está de fora, mas a verdade é que não a queremos educar para ser uma mariquinhas ultra-protegida a quem se dá colo mal espirra. (Tirando isso ela tem mimo suficiente de toda a gente, acreditem.)
O certo é que a miúda é toda despachada porque logo a seguir já estava a fazer festinhas à Emma outra vez como se nada tivesse acontecido. Assim é que é, filha!

28/12/11

Houston, we have a problem!

Como devem imaginar, a Danoninha foi a estrela deste Natal e recebeu TONELADAS de presentes. Desde livros (sim, para começar desde pequenina e não é que ela adora? ai o orgulho da mamã), a peluches e a brinquedos com música e daquelas para encaixar as formas.
Pois, o problema começa com os barulhos. Sabem aqueles brinquedos que fazem "aquele" barulho irritante e agudo quando são apertados? A Emma vem logo desde a outra ponta da casa (pronto, a casa também não é propriamente grande) toda aflita para ver o que se passa. E depois o problema continua com as formas e as bolas. Aparentemente, a Emma não liga muito aos quadrados e triângulos e estrelas, se bem que eu tenho imenso medo que ela se ponha a roê-los como começouu a fazer com as peças de lego. As peças são grandes para a bebé e não constituem perigo para ela, mas cabem perfeitamente na boca dos monstrengos, por isso tenho de estar sempre com mil olhos. Mas as bolas... ui... tem sido uma disputa (no bom sentido, ninguém se zanga). Temos andado a ensinar a cadela a não ir atrás das bolas da bebé, porque depois ambas querem lambê-las e é uma promiscuidade de germes. Se bem que tendo em conta todas as lambidelas que a Danoninha já levou em cheio na cara acho que já vamos tarde para isso. hehehe

26/12/11

Ninguém leva a mal?

Ai isso é que levo, estamos no Natal, não no Carnaval (e ainda que fosse Carnaval, levava a mal na mesma).
Então não é que atiraram um ovo à janela da cozinha? E nós em casa, nem demos por nada. Só quando a Emma começou a snifar a janela muito interessada é que o Dono reparou. E eu apanhei um frio danado a tentar limpar aquela nhanha do vidro, da calha, do parapeito, enfim... Hoje acordei cheiinha de dores de garganta, com o corpo todo dorido.
Mas essa não foi a única coisa que me estragou o fim do Natal (que, de resto, foi fantástico). De todos os doces que havia em todos os sítios por onde andámos (casa da avó do Dono, casa dos pais do Dono, casa dos meus pais), a única coisa que veio cá parar a casa foi um maravilhoso bolo de maçã e nozes feito pela minha mãe. Resisti ao pudim, à mousse, ao bolo de bolacha, às fatias douradas, a tudo. Mas daquele bolo eu tinha de trazer umas fatias. Pois o menino Sushi decidiu que merecia um presente de Natal também... e comeu tudo. Apanhei-o em flagrante, a lamber do chão as últimas migalhas e depois ainda teve a lata de me pedir água. Vá lá que não era uma grande quantidade, vá lá que não era de chocolate (se fosse, em vez de estar roída estava era preocupada). Mas bolas... ele nunca faz disparates e tinha de aprontar uma destas. Opá... eu vivo para comer, ok? Eu tenho mesmo mesmo mesmo muito gozo em comer. Se me tiram isso...

21/12/11

Para os mais distraídos

Desengane-se quem pensa que a nossa vida é perfeita. Somos felizes, mas não somos perfeitos.

Ainda hoje acordei ao som do choro da Danoninha e com um maravilhoso cheiro a cocó vindo da cozinha. Quando para lá me dirigi para preparar um biberão encontrei também uma piscina de xixi a acompanhar.
Muitas vezes a bebé acorda porque a Emma ladra, ou porque os cães fazem muito barulho com as unhacas no soalho flutuante (mas mesmo assim não me arrependo de ter travado essa batalha), ou porque é um entra e sai constante de idas à rua para passeá-los e de limpar as patas à entrada e de tirar trelas e de sei lá mais o quê.

A boa notícia é que as toalhitas que não usamos na bebé para não ficar com o rabinho assado (para quem não sabe é melhor usar gazes embebidas em água ou em água perfumada) são óptimas para limpar os ouvidos dos cães. Aqueles que limpo ainda mais raramente desde que a Danoninha veio ao mundo, sabem? :D

E agora vou-ali-já-vejo lavar o tambor da máquina da roupa que ficou cheio de pêlos desde que lavei as mantas dos cães e já tive de lavar duas peças de roupa da Danoninha à mão.

Fui!