20/01/10

57

Acho que nunca aqui falei numa das maiores personagens caninas do meu bairro: o "57". Obviamente, este não é o seu verdadeiro nome, nem sei qual será, mas é uma alcunha inventada pela minha querida vizinha do lado e assenta-lhe que nem uma luva.
E 57 porquê? Porque o cão apesar de minúsculo (Yorkshire Terrier anão, mais pequeno que a cabeça do Sushi, portanto) deve ter uma bexiga mesmo muito grande. Então não é que alça a perna para aí umas 57 vezes em cada passeio? Ficou então conhecido como o "Mijinhas 57" ou só "57" para os amigos.

Ora, este cão é completamente MA-LU-CO. Desata a ladrar a tudo o que mexe e, não contente com isso, ataca a bengala do seu dono, um velhote caquético ainda mais maluco do que o cão. É que o 57 não gosta de machos, só de fêmeas, por isso o seu dono anda sempre muito preocupado a perguntar a toda a gente que está a passear os seus cães:
- É cão ou cadela?

Claro que, caquético como é, esquece-se sempre entre um passeio e outro, por isso no dia seguinte pergunta outra vez. E, claro que, como é velhote e um bocado surdo, para fazer esta pergunta e ser capaz de realmente ouvir a nossa resposta (acompanhada de um revirar de olhos e de um "Balhamedeus, outra vez?!"), ele aproxima-se bastante. Ora, ele tem um cão, as outras pessoas também, podem imaginar o que é que acontece a seguir.

Por vezes, não é o velhote caquético que passeia o 57, mas sim a sua mulher. Igualmente caquética. Aliás, igualmente não, ela é pior. Gosta de deixar o 57 passear à solta, o que não corre bem porque ele vem meter-se com os outros cães, que por sua vez são maiores (não é difícil) e depois é um ai-jesus.

Num desses encontros imediatos, estava eu com dificuldades a segurar o Sushi e o 57 estava para aí a um metro de distância a ladrar incessantemente, ela lá decidiu que devia ir buscar o seu cão e quando se aproximou de mim e me viu aflita disse-me:
- Ó menina, não tenha medo, o meu cão não morde!

Ao que eu respondi:
- Eu não estou com medo que ele me morda, estou é com o medo que o meu cão o coma!

E ela - leiam com atenção - deve ter achado muita graça porque decidiu vir fazer festinhas ao Sushi enquanto segurava o 57 ao colo. O cão esteve a milímetros da boca do Sushi quando ela fez isto, vocês não estão bem a imaginar.

Essa ficou para a história.

Mas hoje, quando estava a sair do carro e os meus cães estavam à janela, tive de dizer ao Dono para segurar o Sushi antes que ele saltasse de dentro de casa para a rua, porque o 57 estava a passar mesmo em frente. O Dono lá o segurou, mas deixou a Emma e o Sushi continuarem empoleirados no parapeito. Eles rosnaram, ladraram, fizeram a festa toda, e o dono do 57 decidiu parar precisamente por baixo da minha janela, alheio a tudo isto, e meteu conversa comigo (adivinhem o que é que ele perguntou?) e não se ralou nada. Ora se o Sushi tivesse saltado da janela como já fez acho que alguém hoje virava hambúrguer...

19/01/10

A pedido da Sandra...

Vamos todos divulgar este apelo!





Este menino andava nas ruas em Monsanto. O canil foi chamado e foi buscá-lo na quinta feira passada.



Alguém o conhece? Pode estar perdido. Alguém o pode adoptar ou acolhê-lo enquanto não é adoptado?

Caso possam têm de se dirigir ao canil municipal de Lisboa, onde se
encontra.



Também podem falar com a Sandra para ela vos contar mais pormenores sobre esta história.

18/01/10

Visita

Quando o meu chefe me comunicou que íamos mudar de instalações, o meu primeiro pensamento foi: e o Joy? Acabou por se decidir que o melhor para ele era ficar onde estava, e felizmente ele continuou a ser cuidado pelas pessoas que lá permaneceram, mas eu fiquei sempre com saudades de ter um gato no meu colo enquanto trabalho.
Por isso, quando há bocado ouvi um miado no quintal e fui à janela do meu gabinete investigar, fiquei muito contente por ver uma gata tigrada (parecida com o Ninja, o amiguinho do Joy, e com a "minha" Mia). Ela bebeu água do canteiro das plantas, olhou muito para mim e falámos um bocadinho, mas não cheguei a aproximar-me para não a assustar. Não tinha comida para lhe dar, mas da próxima vez que ela decidir fazer-me uma visita vou estar prevenida. E pode ser que consiga dar-lhe umas festinhas.

Aguardemos pelo próximo episódio... hehe!

17/01/10

Horários

Um dia ainda hei-de perceber como funciona a bexiga da minha cadela. Às vezes, ela aguenta 10 horas seguidas sem ir à rua (como durante esta noite), mas todas as noites ela pede para ir à rua de 3 em 3 horas (às 18h, às 21h e à meia-noite). Go figure!

16/01/10

Hoje foi dia de plantar uma árvore...


Plantar uma árvore

Por acaso, até plantei 3. Agora já só me falta escrever um livro e ter um filho! Adorei a iniciativa, achei que a organização esteve irreprensível, dou a maior força ao projecto. Ah, e entre os muitos voluntários, gostei muito de ver crianças pequenas e até dois cães. Assim é que é!

15/01/10

Oração a S. Pedro


Ó S. Pedro, eu sei que os agricultores te dizem uma coisa e que os donos de cães te pedem outra, mas acho que ultimamente só tens feito a vontade aos agricultores, por isso agora já é a nossa vez.

Gostava tanto que deixasse de chover! Gostava tanto, tanto, tanto!

Olha, não ficava com a casa a cheirar a cão molhado, não precisava de andar sempre a lavar toalhas... Enfim, poupava água e detergente, ou seja, era bom para o ambiente.

Além disso, hoje é dia de a Mª do Céu deixar a minha casa toda limpinha e cheirosa. Era bom que durasse mais do que meia hora.


Pode ser?

14/01/10

Confusa


A Emma às vezes parece um pouco confusa em relação à sua sexualidade. Alça a perna, põe-se a escavar a terra como um touro... tudo coisas que o Sushi faz. Acho que ele é uma má influência para a minha "princesa".

hehehe

13/01/10

Os gatos da minha vida

Na semana passada fui ver o Joy. Está o mesmo gordo preguiçoso de sempre! Fui dar com ele a dormir na cadeira da minha ex-colega, não quer saber da cama que lhe dei para nada, e ela cede-lhe a cadeira mais confortável e senta-se noutra, vejam só...
Ainda veio para o meu colo, aninhou-se como dantes e continuou a sua soneca, eu dei-lhe muitos beijinhos e falei com ele. Gostei de o ver.
Desde que me vim embora e ainda por cima mudou a administração andava com medo que os novos chefões não achassem muita piada a ter um gato por ali e proibissem os funcionários de continuar a alimentá-lo para ver se ele iria embora. Não foi o que aconteceu, felizmente, e talvez seja um sinal de que algumas coisas estão mesmo a mudar, sobretudo se cada vez mais pessoas de chefia se assumirem como "animal lovers". A minha ex-colega contou-me que no outro dia chegou atrasada e alguém já tinha posto comida ao Joy - alguém esse que ela veio a saber mais tarde que era o "big boss". Muito fixe!
No entanto, a outra face da moeda de se ser um gato protegido por uma empresa mas não ter realmente um dono é que quando ele aparece com uma pelada por causa de uma luta ou fica com conjuntivite, subitamente já não há ninguém que possa levá-lo ao vet e tratar dele.
Enfim... eu acho que ele é feliz, isso é o que conta.

Quanto ao Bart, uiii esse está nas suas sete quintas, de certeza. Acho que o Dono que lhe escolhemos não podia ser melhor. De vez em quando vejo as fotos que ele põe no FB e é só Bart, Bart, Bart. Como agora está com a pelagem de Inverno, obviamente ainda está mais bonito. Se é que isso é possível. Aquele gato é um quebra-corações, só vos digo!

11/01/10

Gostei!!!

Vejam este vídeo: http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/Nos+Por+Ca/2010/1/dia-de-cao-empresa-decreta-a-sexta-feira-para-levar-animais-para-o-trabalho08-01-2010-2054.htm

É a reportagem da rubrica "Nós por Cá", da SIC, sobre uma empresa portuguesa que decretou a 6ª feira como o Dia de Cão - todos os funcionários que têm cães podem levá-los para o trabalho nesse dia. É uma festa!!!

10/01/10

Hoje é dia de campanha...

...em Belém, das 11h30 às 16h30, se o tempo deixar! Tenho esperança que apareçam muitas caras novas, para ajudar e para adoptar, porque saíram notícias na imprensa a divulgar este evento. Que bom!!!

09/01/10

Obras

Então é assim:

1º Claro que fazer obras é sempre um stress, não conheço ninguém que não tenha stressado, ou por causa da chatice em si, ou porque demora sempre mais tempo, ou porque sai sempre mais caro, blablabla. Só gostamos das obras quando elas chegam ao fim (e nem sempre...) Eu cá estou a stressar ainda antes de as nossas começarem.

2º O nosso construtor veio cá ontem, passado um mês da sua última visita, e eu saí mais cedo do emprego e fiz tudo o que precisava de fazer numa correria, de propósito para também estar em casa quando ele cá viesse, convencida de que ele nos ia apresentar um orçamento e algumas decisões teriam de ser feitas. Claro que não! Ele não pensou na nossa obra durante um minuto sequer durante este último mês e ontem veio cá só para recapitular o que afinal queremos fazer. WTF???

3º Ele DIZ que nos apresenta o orçamento na próxima semana e DIZ que estaria disponível para começar a obra na segunda quinzena de Fevereiro e DIZ que deve demorar 2 ou 3 semanas, o que signifia que lá para finais de Março na melhor das hipóteses temos tudo feito.

4º Sempre vamos avançar com o soalho flutuante. Esta é a boa notícia. A má notícia é que para podermos comprar o melhor de todos, um que não fique riscado por causa dos cães (SIM, ELE EXISTE E ANDA POR AÍ) o dinheiro não vai dar para tudo e terão de ser feitas algumas concessões. Mas vamos aproveitar para passar todos os cabos que são necessários por baixo do chão, partindo a tijoleira toda e abrindo roços. Ora, só ontem é que eu me apercebi de que isso vai implicar não poder pisar o chão. E o que é isso significa??? Significa que não só os cães vão ter de ficar presos na cozinha durante o dia por causa dos homens das obras e do pó e de tudo isso, como ainda por cima não sei muito bem como é que é suposto eles passarem pelo hall para irem à rua. Ooops. Big ooops. O Dono diz que é desta que eles vão ter de ir para um hotel, mas se é assim eu prefiro não fazer as obras. (Da mesma maneira que prefiro adiar indefinidamente a tão sonhada viagem a New York.) Quem me dera simplesmente ter algum familiar ou amigo que pudesse ficar com eles, porque não suporto a ideia de os deixar num hotel, por muitas boas referências que tenha. O Sushi voltaria de lá todo deprimido outra vez, that's for sure. E além disso, quão maior pode ser uma box em relação à nossa cozinha? Ao menos a nossa cozinha eles conhecem, estão em casa, estão connosco. Não é um situação ideal, fechá-los durante o dia numa divisão, mas é melhor que nada...

5º Agora, EUZINHA estou a hesitar em relação às obras, porque subitamente parece que são apenas um capricho (tudo começou por deitar abaixo a lareira que não usamos, o que implica ter de substituir o chão por baixo dela, daí veio a minha obsessão com soalho flutuante, daí veio os roços para passar os cabos, blablabla). E parece-me também que não são assim tão urgentes. Que podíamos, por exemplo, esperar pela próxima vez que os meus pais fossem visitar o meu irmão ao Brasil durante um mês e mudarmo-nos os 4 para casa deles nesse período. Assim estávamos fora de casa, mas todos juntos, e se tudo corresse bem, o regresso dos meus pais coincidiria com o fim das obras, e eu tinha o meu final feliz.

Por isso, agora o dilema é: avançamos ou não? O que fazer aos cães? Pô-los num hotel também implica um peso no orçamento das obras.

Alguém já esteve nesta situação?

08/01/10

Nomes

Max seria um bom nome para um cão. Se não houvesse um avô e um tio (que por acaso hoje faz anos) com esse nome...

Lembro-me do gato de um amigo chamado Ambrósio. Lembro-me do cão do restaurante ao pé da praia da minha infância a quem eu e o meu irmão secretamente baptizámos de Alfredo. Lembro-me de um colega meu que queria que uma das filhas gémeas se chamasse Clara mas era o nome da cadela de uns amigos.

Não sou só eu que gosto de dar nomes de pessoas aos animais... (A propósito, a Emma é Emma por essa razão, mas o Sushi só não é nem Pancho nem Romeu nem nada disso por ter sido encontrado ao pé de um restaurante japonês.)

07/01/10

Visitas

Primeiro, os meus pais. Com eles, obviamente o problema é a minha mãe.
Depois, um casal amigo. Ela está grávida.

Por duas vezes a campainha tocou e os cães tiveram de ser atraídos para o escritório e lá fechados. Aliás, na verdade só a Emma é que cai no engodo, o Sushi fica sempre a hesitar na porta do escritório e depois como temos medo que entretanto a Emma perceba e saia, acabamos por fechar a porta. Ela fica presa, ele fica à solta. Mas como ele não salta para cima das visitas não há problema.

...

Haver há, porque não gosto de fazer distinção entre os meus cães. Não gosto que a Emma fique triste e o Sushi receba as festas todas. Por isso, quando lá vão a casa pessoas que não se importam de aguentar as incursões da Emma é muito melhor.

E, claro, quando toda a gente se vai embora e vou abrir a porta, invariavelmente a Emma tem direito a uns biscoitos para a compensar. Ou seja, ela beneficia com o meu sentimento de culpa, e fico a pensar que vou repetir este padrão quando tiver filhos...?

06/01/10

Frase do dia

Dono - Sushi, pareces uma gaja!
Dona - Ouvi bem? Disseste ao Sushi que ele parece uma gaja??!
Dono - Sim, está todo histérico para ir à rua... está pior que a Emma, que está aqui tão sossegadinha.
Dona - Ouvi bem? A Emma está sossegadinha??????

05/01/10

Trânsito congestionado

Enquanto estava a preparar o jantar, o Dono puxou uma cadeira e sentou-se a ver o jogo do Porto. Eu ainda lhe disse que ele na sala estaria mais confortável, até porque a televisão da cozinha é minúscula, mas ele quis fazer-me companhia, tão querido.
O problema é que ele posicionou a cadeira ao lado da mesa e sobrou apenas um corredor entre ele e a bancada. Corredor esse que por sua vez ficou obstruído quando os cães se puseram lado a lado porque também me queria fazer companhia (bem, suspeito que tivessem uma hidden agenda pois eu estava a mexer em chouriço).
Ora, imaginem a situação: parede, bancada, Emma, Sushi, Dono, mesa, parede. Parecia um cordão de uma manifestação! E como é que é suposto eu passar para ir ao caixote do lixo ou ao lava-loiça???

04/01/10

Diz que é uma espécie de pré-lavagem...

A adoração à máquina de lavar loiça apenas é suplantada, no Inverno, pela adoração ao aquecedor. De resto, todos as noites do ano a Emma posiciona-se no seu altar sempre que o tabuleiro da máquina está aberto.

03/01/10

Acabou-se a papa doce!


Acabaram-se as férias.
A partir de amanhã, não há noitadas, passeios às tantas da manhã e depois só ao final da manhã, sonecas na cama dos donos, nada...
E, quer esteja cansada ou não, até ao Verão não haverá mais férias, por isso uma ajudinha até que era bem-vinda. Nada de xixi em casa, estás a ouvir Emma? Nada de arrastar a Dona na rua, compreendes Sushi? E já agora... menos chuva, pode ser S. Pedro?

02/01/10

Na palheta

Ó Dona, atão não nos trazes à rua para passear? Qual é a parte do "passeio" que não percebes? Queremos andar, não queremos ficar quietos enquanto pões a conversa em dia com os vizinhos. Não nos interessa que a dona do Faial tenha tido um bebé, é muito mais interessante ir cheirar as ervas e perseguir os gatos...

01/01/10

Ano novo, vida nova!

Estamos oficialmente de volta à blogosfera com actualizações diárias como manda a lei! E porque temos um ano de disparates pela frente... abram alas, que se faz tarde!!!

31/12/09

Feliz Ano Novo


Espero que hoje todos terminemos o ano em boa companhia e com um balanço positivo. E espero sobretudo (porque os olhos estão sempre postos no futuro) que o próximo ano seja ainda melhor.

Torço para que o SOS Animal consiga finalmente abrir a clínica veterinária para poder ajudar ainda mais animais. Torço para que a minha família tenha saúde. Torço para que nunca nos falte nada e que ainda sobre algo para dar aos outros. E torço por outras coisas também, mas não me vou esticar muito pois ainda agora o Pai Natal me trouxe tantos presentes, não quero abusar...

30/12/09

1080

É o número de vezes que os nossos cães passearam ao longo de 2009. Mas isto é pura teoria, visto que fizemos as contas a 3 passeios diários, quando na realidade são mais (a Emma ao fim-de-semana chega a ir 5 ou 6 vezes por dia).

Dito assim, é uma estatística que impressiona, não é?

29/12/09

Pelo Baruk...

...e por todos os outros cães que são envenenados no seu próprio quintal, tenho vontade de gritar para toda a gente ouvir:

OS ANIMAIS NÃO MERECEM A MALDADE DOS "HUMANOS"!

Ai que raiva! Não percebo! Como é que é possível fazer isto? Porquê? Estas pessoas são más, só podem ser mesmo más, más, más. Estas pessoas é que não merecem viver, não são os pobres dos animais e das famílias que tudo fazem para os salvar.

O Diogo, um rapaz de 13 ou 14 anos, que cresceu com o Baruk, passou uma hora agarrado ao cadáver do seu cão, um Grand Danois todo ele meiguice e patetice, pois apesar das cirurgias não foi possível salvá-lo. E como eu o compreendo. E até acho que uma hora é pouco... Já deve ser difícil o suficiente perder um animal para a doença ou para a velhice, mas pelo menos saber que viveu uma vida feliz até ao fim. Agora, por envenenamento??? Porque um vizinho estúpido atirou comida com veneno para dentro de uma espaço onde supostamente a nossa família está segura???

É que não percebo mesmo...

23/12/09

Enough is enough

Eu poderia pôr as culpas no tempo cinzento ou na recente gripe ou no corre-corre do Natal. Mas acho que por esta altura tenho de admitir que a minha ausência não é só por preguiça, mas por uma grande tristeza. O pior é saber que se está triste e não saber como deixar de estar.

Claro que, mesmo nos dias tristes, os meus cães trolarós são sempre motivo de alegria. Lá vão fazendo das suas e em breve terei mais fotos e peripécias para vos contar ("em breve" significa quando eu sair desta depré e voltar a ser eu própria).

Não ajuda o facto de continuar a receber dezenas de apelos por dia, incluindo alguns ainda mais chocantes do que outros (Mais alguém recebeu aquele sobre o cão que sofreu abusos sexuais? Mas que raio de gente é esta??? Mas e não lhes acontece nada? Que tal serem esfaqueados num certo sítio? Oh raios, às vezes só me apetece emigrar!)

Mas estou a fazer um esforço por me animar, mesmo assim. Por isso, acreditem ou não, este post é suposto ser um post alegre de boas festas. Ao que eu cheguei. Mas pronto... BOAS FESTAS! (Soa um bocado vazio de significado depois do parágrafo anterior, não é? Pois, é assim que me sinto, desculpem lá fazer-vos sentir da mesma maneira.)

22/12/09

Vale a pena pensar nisto...

«Olá, chamo-me Severn Suzuki e represento a ECO (Environmental Children’s Organization). Somos um grupo de crianças canadianas de 12 e 13 anos - Vanessa Suttie, Morgan Geisler, Michelle Quigg e eu -, tentando concretizar um objetivo: mudança. Reunimos nós mesmos o dinheiro para viajar oito mil quilómetros até aqui para vos dizer a vocês, adultos, que devem mudar a vossa maneira de agir. Ao vir aqui hoje, não tenho segundas intenções. Luto pelo meu futuro.
Perder o meu futuro não é como perder umas eleições ou uns pontos na bolsa de valores. Estou aqui para falar em nome de todas as gerações futuras. Estou aqui para falar em defesa das crianças com fome em todo o mundo, cujos apelos continuam sem ser ouvidos. Estou aqui para falar pelos incontáveis animais que morrem neste planeta porque não lhes resta nenhum lugar para onde ir. Não podemos suportar não ser ouvidos.
Tenho medo de apanhar sol devido aos buracos na camada de ozono.
Tenho medo de respirar o ar porque não sei que substâncias químicas o contaminam. Costumava ir pescar em Vancouver, a minha terra natal, com o meu pai, até que há uns anos encontrámos um peixe com cancro. E agora ouvimos que os animais e as plantas se extinguem todos os dias, e desaparecem para sempre.
Durante toda a minha vida sonhei em ver as grandes manadas de animais selvagens e as selvas e florestas repletas de pássaros e borboletas, mas agora pergunto-me se existirão sequer para que os meus filhos os vejam.
Tiveram de se interrogar sobre estas coisas quando tinham a minha idade?
Tudo isto acontece diante dos nossos olhos e continuamos a agir como se tivéssemos todo o tempo do mundo e todas as soluções. Sou só uma criança e não tenho soluções, mas quero que saibam que vocês também não as têm.
Não sabem como reparar os buracos na nossa camada de ozono. Não sabem como devolver os salmões a águas não contaminadas. Não sabem como ressuscitar um animal extinto. E não podem recuperar as florestas que antes cresciam onde agora há desertos.
Se não sabem como recuperar, por favor, deixem de destruir.
Aqui vocês são certamente delegados de governos, homens de negócios, negociadores, jornalistas ou políticos, mas na verdade são mães e pais, irmãs e irmãos, tias e tios, e todos vós são filhos.
Sou apenas uma criança, mas sei que todos fazemos parte de uma família composta por cinco mil milhões de membros, trinta milhões de espécies, e todos partilhamos o mesmo ar, água e terra. As fronteiras e os governos nunca mudarão isso.
Sou apenas uma criança, mas sei que estamos todos juntos nisto, e devemos agir como um único mundo em direção a um único objetivo.
Estou zangada, mas não estou cega; tenho medo, mas não temo dizer ao mundo como me sinto.
No meu país geramos tanto desperdício... compramos e deitamos fora, compramos e deitamos fora, e ainda assim os países do Norte não partilham com os necessitados. Até tendo mais que o suficiente, temos medo de perder as nossas riquezas se as partilharmos.
No Canadá vivemos uma vida privilegiada, com bastante comida, água e abrigo. Temos relógios, bicicletas, computadores e televisores.
Há dois dias, aqui no Brasil, ficámos chocados quando passámos algum tempo com algumas crianças que vivem na rua. E uma delas disse-nos: “Gostaria de ser rica e, se fosse, daria a todas as crianças da rua comida, roupa, medicamentos, um lar, amor e carinho”.
Se uma criança da rua que não tem nada está disposta a partilhar, porque é que nós, que temos tudo, somos tão gananciosos?
Não posso deixar de pensar que essas crianças têm a minha idade, que o lugar onde nascemos faz uma enorme diferença. Eu poderia ser uma dessas crianças que vivem nas favelas do Rio, poderia ser uma criança a morrer de fome na Somália, uma criança vítima da guerra no Médio Oriente ou uma mendiga na Índia.
Ainda sou apenas uma criança, mas sei que, se todo o dinheiro gasto em guerras fosse utilizado para acabar com a pobreza e para procurar soluções para os problemas ambientais, a Terra seria um lugar maravilhoso.
Na escola, desde o jardim-de-infância, vocês ensinam-nos a comportar-nos no mundo. Ensinam-nos a não brigar uns com os outros, a resolver as coisas,
a respeitar-nos, a corrigir as nossas ações, a não ferir a outras criaturas, a partilhar e a não sermos gananciosos.
Então, porque é que fora de casa fazem aquilo que nos ensinam a não fazer?
Não se esqueçam porque é que estão presentes nestas conferências: fazem-no porque nós somos vossos filhos. Estão a decidir em que tipo de mundo nós vamos crescer. Os pais deviam poder confortar os seus filhos, dizendo: “vai tudo correr bem”, “isto não é o fim do mundo” e “estamos a fazer o melhor que podemos”.
Mas acho que já não podem dizer-nos isso. Estaremos sequer na vossa lista de prioridades? O meu pai diz sempre: “És o que fazes, não o que dizes”.
Bem, o que vocês fazem leva-me a chorar à noite. Vocês, adultos, dizem que nos amam. Mas desafio-vos: por favor, façam com que as vossas ações reflitam as vossas palavras.
Obrigada.»

(Discurso proferido por uma criança de 12 anos na famosa cimeira da ONU no Rio de Janeiro, em 1992. Mas poderia ter sido eu hoje...)

17/12/09

Time out

Tinha tanto orgulho em manter o blog actualizado diariamente e agora nem o orgulho me faz vencer o desânimo. Já estou melhor, claro que um mal nunca vem só e entretanto tive de sofrer (a palavra aqui é mesmo "sofrer") com dores de dentes, neste caso, de um dente do siso. Mas continuo sem paciência, não cozinho, não arrumo a casa, não combino nada com ninguém, não nada. E parece que para todo o lado para onde me viro na Internet é só histórias tristes de animais a sofrer e depois penso no frio que está e penso nos animais que queria ajudar e não posso e pronto. Recomeça o desânimo...

Deve ser uma depressão natalícia. Não haveria de ser a primeira!

A boa notícia é que vou ter férias depois do Natal até à passagem de ano por isso nessa altura vou pôr a minha vida em ordem. Tenho arrumações para fazer cá por casa, e isso deixa-me sempre com as ideias também arrumadas, e vou actualizar o blog, e vou passar fotos da máquina para o pc, e vou fazer mooontes de coisas. Incluindo a newsletter do SOS Animal *cof cof* e outras coisas sérias.

Mas antes ainda aqui virei desejar boas festas a toda a gente. Ando tristinha, mas não a dormir. Eu SEI que o Natal é já daqui a uma semana. Eu só não SINTO muita vontade que ele chegue.

10/12/09

Update

Temos andado desaparecidos e eu sei que isto de visitarmos os blogs uns dos outros não é só por ter piada (claro que quando actualizamos diariamente tem mais piada) mas também para sabermos como têm passado os nossos amigos. Os amigos que nos conhecem na vida real e que vão sabendo de nós através do blog e os amigos que fomos ganhando através do blog.

O blog é meu e escrevo quando quero sobre o que quero, por isso não tenho de me justificar e muito menos desculpar por ultimamente não cá vir tantas vezes como dantes. Há várias coisas na minha vida a ocupar o meu tempo e atenção, algumas das quais até têm estado em atraso também (nomeadamente a newsletter do SOS Animal, não pensei que não sei), por isso não é de admirar que o blog seja uma das primeiras coisas a passar para segundo plano.

Durante esta ausência não aconteceu nada de especial:
- o blog fez um ano
- trabalhei no fim-de-semana do feriado
- estou em casa com gripe (não a A)
- os monstrengos estão óptimos e o Dono também
- ainda não temos o orçamento das obras por isso nada de soalho flutuante por enquanto

Voltarei quando tiver alguma coisa interessante para partilhar. Até lá, vou estar na cama rodeada de lenços e chávenas de chá.


Não tenho paciência para muito

03/12/09

ALARM!!!

A minha mãe disse-me, com um ar resignado, que estava a pensar deixar o meu pai ter um animal, como prenda de Natal. Ela disse "deixar ter" e "animal", em vez de "fazer uma surpresa ao teu pai e adoptar um cão". E disse também que o dito "animal" teria de passar primeiro por ela para ser aprovado. Tipo, teste de admissão à faculdade. Todos os meus alarmes de ameaça nuclear dispararam, obviamente.

Tentei incutir-lhe algum bom senso, e a conversa foi algo do género:
- Então e se o cão roer alguma coisa lá em casa?
- Ai, não pode.
- Como "não pode", mãe? Não só pode fazer, como vai fazer. Mais cedo ou mais tarde vai estragar alguma coisa.
- Não, se já for adulto não estraga nada. Não é?
- Não, não é. Estraga menos do que um cachorro, claro, mas estraga, suja, larga pêlo, arranha, corre, faz essas coisas todas. É o mesmo que dizer a uma criança para não chorar nem sujar uma fralda?
- Oh! Que raio que comparação! Pronto, está bem.

Aparentemente ela desistiu da ideia. Falei-lhe da responsabilidade, da prisão, das despesas, de tudo. Ela não deu luta nenhuma, porque não precisa de ser convencida, pois na realidade ela não quer ter um cão nem um gato nem nenhum animal. Aliás, ela admitiu que a única cadela de quem gosta é a do meu irmão. Oh que surpresa, a minha mãe nem nisso esconde a preferência... A desculpa dela é o ladrar, diz que não gosta de alguns cães porque o ladrar é muito estridente. A verade é que ela não gosta de animais, não percebe a cena. Para ela só dão os de peluche ou de loiça (a minha mãe é daquelas que fica com um risinho nervoso e uns "ais" mal um focinho molhado lhe roça as pernas).

Claro que eu fico com pena pelo meu pai, que cresceu no campo, e adora cães, e sente-se sozinho (ele está reformado mas a minha mãe ainda não) e etc etc etc. Mas não posso, em consciência, incentivar a ideia de eles adoptarem um cão, porque acho realmente que é preciso toda a família estar de acordo e estar disposta a tudo o que isso implica. E ninguém me tira da cabeça que ela só me veio com esta conversa, sabendo como eu iria reagir, para depois um dia poder dizer ao meu pai que é apenas por minha culpa que eles não têm um cão.

E claro que também tenho a noção de que há muitos cães a precisar e que ao fechar os olhos e entregar um aos meus pais uma vida seria salva.

Mas... é a minha mãe e eu sei a mãe que tenho.

Estou triste, mas tenho a consciência tranquila.

02/12/09

Mais um mês, mais uma associação


Este mês, a Porta 16 vai ajudar o Grupo de Voluntários do Canil/Gatil Municipal do Seixal. Se comprarem alguns dos vossos presentes de Natal nesta loja vão estar a ajudar os animais. Boa?

Contactos:
966420094 (exclusivo para adopção/entrega de donativos)
Avenida da República, N.º 175, Arrentela-Seixal
(autocarro 114 da TST )

01/12/09

E assim nasce uma estrela...

A Emma já se porta muito melhor quando temos visitas. Não resiste a saltar para cima e pedir festas, mas acalma-se passado algum tempo. Seja como for, tem um ar tão tosco que as pessoas acabam por não lhe resistir... Esta minha cadela é um charme!