A Danoninha é muito dorminhoca (como o papá e a mamã e a Emma e o Sushi hehehe). Sempre teve os ciclos de sono a bater certo com o dia/noite, sempre dormiu a noite toda, ao fim de semana até dorme um pouco mais, dormiu 2 sestas de 2 horas cada até fazer 1 ano, agora dorme só uma sesta mas sempre de 2 horas também, enfim... é uma dorminhoca, bendita seja.
A questão é que ela só gosta de dormir na cama dela. Contam-se pelos dedos as vezes em que dormiu no carrinho durante um passeio, nunca dormiria uma sestinha em casa de mais ninguém (a não ser dos avós, mas mesmo assim...) e isso significa que estamos "condenados" a ficar por casa nas tardes de fim de semana para ela dormir a sesta.
Ora ontem estávamos a almoçar em casa dos meus pais e ela já estava podre de sono e até nos daria jeito que dormisse a sesta lá porque aproveitávamos para irmos os dois fazer umas compras, mas qual quê? Ela insistia em ir para casa.
Dizia que tinha sono. Mas que queria ir para casa. Porquê? Queria os cães. Ohhhh... Derreti. E lá fomos nós para casa. Para ao pé dos cães.
Uma cadela hiperactiva, um cão traumatizado, um Dono relaxado, uma Dona babada... e agora uma Danoninha sanguessuga. Enfim, uma família de doidos!
04/03/13
01/03/13
Danoninha in charge
A Danoninha já sabe dizer:
"Sai, Emma!" - quando quer passar
"Para a cama, Emma!" - quando está a comer
"Nãooo!" - quando não quer beijinhos
(Nunca a ouvimos refilar com o Sushi... porque será?)
"Sai, Emma!" - quando quer passar
"Para a cama, Emma!" - quando está a comer
"Nãooo!" - quando não quer beijinhos
(Nunca a ouvimos refilar com o Sushi... porque será?)
28/02/13
Abandono
Não é irónico que eu seja tão fervorosamente contra o abandono de animais... mas depois o meu blog sobre animais esteja ao abandono? Até já tenho direito a comentários de spam e tudo! Isto é uma América!
20/02/13
Bingo
Confirma-se que a incontinência da Emma é mesmo só porcãolhice porque desde que tem a bendita da manta na cama nunca mais fez disparates (nem sequer no chão da cozinha, que é o cenário mais habitual, quase numa base diária, quando regressamos a casa).
Raio da cadela... O que eu pouparia em lixívia se tivesse um stock de mantas para nunca ter de as lavar...
Raio da cadela... O que eu pouparia em lixívia se tivesse um stock de mantas para nunca ter de as lavar...
14/02/13
ooops! SHE did it again!
Ainda o nosso edredão A não voltou da lavandaria e... eis que a menina dona Emma decidiu pregar-nos uma partida de Carnaval e repetir a gracinha, desta vez no seu estado sólido (nem cheguei a perceber por onde saiu "aquilo"). Na nossa cama. Sim. Na nossa cama. Sim. Outra vez.
Pausa para dizer asneiras.
Ok, limpa-se como se pode, põe-se tudo para lavar de imediato, espera-se que o colchão seque até ser hora de fazer a cama de lavado e ir dormir, blablabla
E encontrar uma lavandaria aberta para pôr o edredão B em pleno pseudo-feriado de Carnaval??? Tentei três! E só no dia seguinte é que tive sorte. Aliás, muita sorte, porque esta é mais barata do que a outra. Pelo edredão A com chichi pagámos 23,10 euros e pelo edredão B com cocó/vómito/ambos pagámos 14 euros. Por muito que poupar 9 euros nos faça sentir inteligentes, a verdade é que gastámos 37 euros (sem contar com água, luz, detergente e mão de obra, sobretudo na parte de passar a ferro as capas de edredão) com este duplo ataque de porcãolhite.
O Dono anda passadíssimo com a Emma, eu não ando menos mas... pronto, sou mais coração de manteiga e ando sempre "não lhe batas, não digas asneiras, não grites" e "olha que assustas a miúda, olha que a miúda fica traumatizada e depois não larga as fraldas" e coisas do género.
A minha teoria é que isto foi tudo porque deitámos as mantas das camas fora, ao fim de 5 anos de sucessivas tentativas de ressuscitar a cor original, e só ontem é que chegaram as novas. Ah, sim, já me estava a esquecer que também gastámos um dinheirão aí. Bom, pode ser que agora atine, pelo menos hoje de manhã a cozinha estava tão imaculada quanto ontem à noite.
Noutros tempos, teria primeiro comprado as novas mantas, só depois deitaria aquelas fora. Ou não me teria esquecido durante vários dias de procurar e encomendar as mantas. Mas bolas não é como se eu não tivesse lá posto umas toalhas no entretanto e até as fui trocando para não estarem sujas. O Sushi não reclamou, por que raios haveria a Emma de se armar assim em parva??? Esta cadela leva-nos à loucura. E a sorte dela é precisamente sermos loucos (por ela), porque infelizmente o que não falta aí é cães com outra "sorte" por muito menos.
Pausa para dizer asneiras.
Ok, limpa-se como se pode, põe-se tudo para lavar de imediato, espera-se que o colchão seque até ser hora de fazer a cama de lavado e ir dormir, blablabla
E encontrar uma lavandaria aberta para pôr o edredão B em pleno pseudo-feriado de Carnaval??? Tentei três! E só no dia seguinte é que tive sorte. Aliás, muita sorte, porque esta é mais barata do que a outra. Pelo edredão A com chichi pagámos 23,10 euros e pelo edredão B com cocó/vómito/ambos pagámos 14 euros. Por muito que poupar 9 euros nos faça sentir inteligentes, a verdade é que gastámos 37 euros (sem contar com água, luz, detergente e mão de obra, sobretudo na parte de passar a ferro as capas de edredão) com este duplo ataque de porcãolhite.
O Dono anda passadíssimo com a Emma, eu não ando menos mas... pronto, sou mais coração de manteiga e ando sempre "não lhe batas, não digas asneiras, não grites" e "olha que assustas a miúda, olha que a miúda fica traumatizada e depois não larga as fraldas" e coisas do género.
A minha teoria é que isto foi tudo porque deitámos as mantas das camas fora, ao fim de 5 anos de sucessivas tentativas de ressuscitar a cor original, e só ontem é que chegaram as novas. Ah, sim, já me estava a esquecer que também gastámos um dinheirão aí. Bom, pode ser que agora atine, pelo menos hoje de manhã a cozinha estava tão imaculada quanto ontem à noite.
Noutros tempos, teria primeiro comprado as novas mantas, só depois deitaria aquelas fora. Ou não me teria esquecido durante vários dias de procurar e encomendar as mantas. Mas bolas não é como se eu não tivesse lá posto umas toalhas no entretanto e até as fui trocando para não estarem sujas. O Sushi não reclamou, por que raios haveria a Emma de se armar assim em parva??? Esta cadela leva-nos à loucura. E a sorte dela é precisamente sermos loucos (por ela), porque infelizmente o que não falta aí é cães com outra "sorte" por muito menos.
07/02/13
Desfralde
A Danoninha fará 2 anos (JÁ??!!!) no início da primavera e supostamente iremos entrar na fase de lhe tirar as fraldas - digo "supostamente" porque não há calendário no mundo que me convença se eu não achar que ela está preparada, mas começa a apresentar sinais de estar perto disso portanto vamos lá a ver.
Mas se por um lado existe a possibilidade de a minha filha alcançar uma meta de desenvolvimento tão importante (e que representa uma igualmente importante poupança para nós), o mesmo não se pode dizer... da minha cadela.
Pois não é que a GAJA, só para não dizer pior, decidiu que lhe apetecia chamar à atenção, ou vingar-se de alguma coisa que desconheço que lhe tenhamos feito, ou seja lá que for o motivo, e... fez xixi na nossa cama? Sim, na nossa cama.
Ele foi capa do edredão, edredão, lençol polar de cima, lençol polar de baixo, resguardo do colchão e, para mal dos meus pecados, colchão também. NADA escapou. Ora toca de pôr tudo para lavar, toca de esfregar as manchas no colchão, toca de virar o colchão para o outro lado porque nunca mais enxugava, toca de fazer a cama de lavado e depois quem é que dizia que "toca a dormir"? Estava tão furiosa com ela que nem vos digo!
Tudo isto feito no máximo silêncio, pois claro, porque a Danoninha dormia no quarto ao lado e até com o bater das asas de uma mosca ela acorda.
Mas se por um lado existe a possibilidade de a minha filha alcançar uma meta de desenvolvimento tão importante (e que representa uma igualmente importante poupança para nós), o mesmo não se pode dizer... da minha cadela.
Pois não é que a GAJA, só para não dizer pior, decidiu que lhe apetecia chamar à atenção, ou vingar-se de alguma coisa que desconheço que lhe tenhamos feito, ou seja lá que for o motivo, e... fez xixi na nossa cama? Sim, na nossa cama.
Ele foi capa do edredão, edredão, lençol polar de cima, lençol polar de baixo, resguardo do colchão e, para mal dos meus pecados, colchão também. NADA escapou. Ora toca de pôr tudo para lavar, toca de esfregar as manchas no colchão, toca de virar o colchão para o outro lado porque nunca mais enxugava, toca de fazer a cama de lavado e depois quem é que dizia que "toca a dormir"? Estava tão furiosa com ela que nem vos digo!
Tudo isto feito no máximo silêncio, pois claro, porque a Danoninha dormia no quarto ao lado e até com o bater das asas de uma mosca ela acorda.
05/02/13
Sinais dos tempos
Reparo em imensos paralelismos entre quando tive a Emma (e depois o Sushi) e agora desde que a Danoninha nasceu.
Dantes as pessoas perguntavam-me pelos cães, agora perguntam pela miúda (o meu ex-chefe ainda me pergunta muitas vezes pelos cães hehehe)
Dantes não me calava sobre os cães, agora passo a vida a gabar a última façanha da miúda.
Dantes corria para casa porque tinha de os passear, agora vou a morrer de saudades da miúda.
Não é que já não goste dos monstrengos como dantes, nada poderia estar mais longe da verdade. Mas muita coisa mudou desde que falava com as plantas (para quem não sabe, antes de aparecer a Emma eu falava com as plantas, depois elas morreram porque eu chegava a casa e ficava tão chateada com a sujeirada que ela fazia que até me esquecia de regá-las).
E da mesma forma que no início achava que nunca amaria outro animal como amo a Emma, e não queria ter mais nenhum, nem concebia a ideia de ter outro um dia que ela partisse, mas depois afinal senti um vazio que só ficou preenchido quando adotámos o Sushi (diz o Dono que já era o meu relógio biológico a apitar), agora também descobri este maravilhoso milagre da multiplicação - o meu coração é enorme e se a Danoninha ocupa um lugar gigante, o Dono também e os monstrengos também.
E uma coisa é certa: continuo a ter muito mais fotos deles no telemóvel do que dela hehehehehhehehe
Dantes as pessoas perguntavam-me pelos cães, agora perguntam pela miúda (o meu ex-chefe ainda me pergunta muitas vezes pelos cães hehehe)
Dantes não me calava sobre os cães, agora passo a vida a gabar a última façanha da miúda.
Dantes corria para casa porque tinha de os passear, agora vou a morrer de saudades da miúda.
Não é que já não goste dos monstrengos como dantes, nada poderia estar mais longe da verdade. Mas muita coisa mudou desde que falava com as plantas (para quem não sabe, antes de aparecer a Emma eu falava com as plantas, depois elas morreram porque eu chegava a casa e ficava tão chateada com a sujeirada que ela fazia que até me esquecia de regá-las).
E da mesma forma que no início achava que nunca amaria outro animal como amo a Emma, e não queria ter mais nenhum, nem concebia a ideia de ter outro um dia que ela partisse, mas depois afinal senti um vazio que só ficou preenchido quando adotámos o Sushi (diz o Dono que já era o meu relógio biológico a apitar), agora também descobri este maravilhoso milagre da multiplicação - o meu coração é enorme e se a Danoninha ocupa um lugar gigante, o Dono também e os monstrengos também.
E uma coisa é certa: continuo a ter muito mais fotos deles no telemóvel do que dela hehehehehhehehe
04/02/13
01/02/13
Meio que sobre o Zico
Não achei necessário falar aqui sobre o Zico (embora tenha expressado a minha opinião assinando a petição e contribuindo para o movimento que se gerou a nível das redes sociais) porque acho que aquilo que escreveria é mais do que óbvio para o tipo de pessoas que imagino que vocês aí desse lado sejam.
Mas hoje vi a minha filha a pentear a Emma com a escova dela de quando era mesmo bebé (porque ela ainda é bebé mas já o foi muito mais...) e vi aquela cadela estouvada e abrutalhada a ter tanto cuidado com as patinhas que... juro-vos... vieram-me as lágrimas aos olhos.
Eu bem sei a despesa que os nossos cães nos dão, em tempos de crise.
Eu bem sei a chatice que é passeá-los à chuva, em pleno inverno super chuvoso como tem sido este.
Eu bem sei a trabalheira que dá manter a casa limpa para bem da Danoninha.
Eu bem sei a frustração que é tentar que os cães não façam barulho quando há uma criança de sono super leve a dormir que não convém mesmo nada que acorde.
Mas não nos passa pela cabeça nem por um milésimo de segundo que a nossa família fosse diferente. Por isso é que detesto todas as polémicas que surgem ocasionalmente, por cortesia dos meus colegas de profissão (ou melhor, ex-profissão) quando não há muito sobre o que falar, sobre o perigo que pode advir para as crianças por conviverem com animais ditos perigosos. Não estamos a falar de leões, ok? Nem estamos a falar, ou não deveríamos estar, de pais e donos completamente ausentes da equação.
Um pai/mãe é sempre responsável pelo seu filho. Um dono/dona é sempre responsável pelo seu cão. E ´tão simples quanto isto.
Se eu crio a minha filha rodeada de dois cães, também a educo para não os magoar, para não os assustar, para não lhes roubar comida ou brinquedos, etc etc etc. E se ensino aos meus cães comandos como "senta" e "fica" e outros que tal, também lhes faço saber que têm de respeitar a Danoninha por ser precisamente uma Dona+inha, isto é, mais uma Dona deles mas em miniatura. Eles não saltam para cima dela, não tocam nos brinquedos dela, nem interagem com ela usando o poderio a que recorrem connosco. Quando muito roubam-lhe ocasionalmente uma bolacha que ela esteja a comer, mas isso só a ensina a ser mais esperta e a não deixar a comida à mercê. Há muito a aprender, de parte a parte. E quem mais aprende sou eu - porque todos os dias dou valor à família que tenho, que construí e da qual me orgulho.
Quanto ao pobre Zico, e a tantos outros "Zicos", que pena que tenho de todas as vítimas - humanas e animais - da irresponsabilidade de quem deveria ser responsável.
Mas hoje vi a minha filha a pentear a Emma com a escova dela de quando era mesmo bebé (porque ela ainda é bebé mas já o foi muito mais...) e vi aquela cadela estouvada e abrutalhada a ter tanto cuidado com as patinhas que... juro-vos... vieram-me as lágrimas aos olhos.
Eu bem sei a despesa que os nossos cães nos dão, em tempos de crise.
Eu bem sei a chatice que é passeá-los à chuva, em pleno inverno super chuvoso como tem sido este.
Eu bem sei a trabalheira que dá manter a casa limpa para bem da Danoninha.
Eu bem sei a frustração que é tentar que os cães não façam barulho quando há uma criança de sono super leve a dormir que não convém mesmo nada que acorde.
Mas não nos passa pela cabeça nem por um milésimo de segundo que a nossa família fosse diferente. Por isso é que detesto todas as polémicas que surgem ocasionalmente, por cortesia dos meus colegas de profissão (ou melhor, ex-profissão) quando não há muito sobre o que falar, sobre o perigo que pode advir para as crianças por conviverem com animais ditos perigosos. Não estamos a falar de leões, ok? Nem estamos a falar, ou não deveríamos estar, de pais e donos completamente ausentes da equação.
Um pai/mãe é sempre responsável pelo seu filho. Um dono/dona é sempre responsável pelo seu cão. E ´tão simples quanto isto.
Se eu crio a minha filha rodeada de dois cães, também a educo para não os magoar, para não os assustar, para não lhes roubar comida ou brinquedos, etc etc etc. E se ensino aos meus cães comandos como "senta" e "fica" e outros que tal, também lhes faço saber que têm de respeitar a Danoninha por ser precisamente uma Dona+inha, isto é, mais uma Dona deles mas em miniatura. Eles não saltam para cima dela, não tocam nos brinquedos dela, nem interagem com ela usando o poderio a que recorrem connosco. Quando muito roubam-lhe ocasionalmente uma bolacha que ela esteja a comer, mas isso só a ensina a ser mais esperta e a não deixar a comida à mercê. Há muito a aprender, de parte a parte. E quem mais aprende sou eu - porque todos os dias dou valor à família que tenho, que construí e da qual me orgulho.
Quanto ao pobre Zico, e a tantos outros "Zicos", que pena que tenho de todas as vítimas - humanas e animais - da irresponsabilidade de quem deveria ser responsável.
31/01/13
"obvialidades"
Já tive vários empregos mas diria que este é o meu preferido de sempre. Também gostei muito do primeiro, mas pesando os prós e os contras de um e de outro, este ganha. Não é o emprego perfeito, mas sou feliz. E numa altura destas, só o ter emprego já é bem bom.
Uma das coisas que mais gosto no meu emprego são as minhas duas colegas. Não foi preciso muito tempo para que nos entrosássemos todas: são boas pessoas, leais, honestas, amigas, enfim, é esse tipo de ambiente.
Hoje a seguir a almoçarmos juntas "a la brigada tupperware" fomos apanhar um pouco de sol à rua, feitas lagartixas. Quando o parquímetro junto ao nosso banco de jardim no largo da igreja ao fundo da rua marcou as 14h iniciámos o caminho de regresso. Vínhamos na conversa, ainda passou por nós um senhor que costumamos ver a passear o seu cão (claro que eu é que reparo mais nisso) e depois, mesmo quando ia a entrar no prédio, eis que vejo um outro cão, que nunca tinha visto. Não tinha coleira, mas não parecia mesmo nada de rua (a sério meus senhores, ponham uma coleira aos vossos cães que passeiam sozinhos que é para eu não ficar sempre de coração na boca a troco de nada, vá lá). Fiz ali um compasso de espera para observar o comportamento do cão, para ver se a ele se seguiria o seu dono. Quando olhei outra vez já as minhas colegas tinham entrado e subido e provavelmente até já sentado o real traseiro nas suas cadeiras.
Escusado será dizer que quando eventualmente me juntei a elas, sabiam perfeitamente que eu tinha ficado para trás por causa do cão. Quem é que me conhece bem, quem é?
Uma das coisas que mais gosto no meu emprego são as minhas duas colegas. Não foi preciso muito tempo para que nos entrosássemos todas: são boas pessoas, leais, honestas, amigas, enfim, é esse tipo de ambiente.
Hoje a seguir a almoçarmos juntas "a la brigada tupperware" fomos apanhar um pouco de sol à rua, feitas lagartixas. Quando o parquímetro junto ao nosso banco de jardim no largo da igreja ao fundo da rua marcou as 14h iniciámos o caminho de regresso. Vínhamos na conversa, ainda passou por nós um senhor que costumamos ver a passear o seu cão (claro que eu é que reparo mais nisso) e depois, mesmo quando ia a entrar no prédio, eis que vejo um outro cão, que nunca tinha visto. Não tinha coleira, mas não parecia mesmo nada de rua (a sério meus senhores, ponham uma coleira aos vossos cães que passeiam sozinhos que é para eu não ficar sempre de coração na boca a troco de nada, vá lá). Fiz ali um compasso de espera para observar o comportamento do cão, para ver se a ele se seguiria o seu dono. Quando olhei outra vez já as minhas colegas tinham entrado e subido e provavelmente até já sentado o real traseiro nas suas cadeiras.
Escusado será dizer que quando eventualmente me juntei a elas, sabiam perfeitamente que eu tinha ficado para trás por causa do cão. Quem é que me conhece bem, quem é?
30/01/13
29/01/13
Ai as calinadas no português
.Momento cliché: o tempo voa, parece que foi ontem, já está tão crescida, é tal e qual a mãe...
Momento mãe babada: a Danoninha já diz imensas palavras, incluindo algumas mais compridas e complicadas como "cadeira"; "coração", "queijo", "música", "fralda", e até uma tentativa (sendo que tentativa é a palavra-chave aqui) de dizer "cambalhota". Resumindo, explica-se muito bem e é cada vez mais fácil de comunicar com ela.
Momento humorístico: para chamar o Sushi diz "shishi", para chamar a educadora diz "caca" (em vez de "Cuca").
Momento mãe babada: a Danoninha já diz imensas palavras, incluindo algumas mais compridas e complicadas como "cadeira"; "coração", "queijo", "música", "fralda", e até uma tentativa (sendo que tentativa é a palavra-chave aqui) de dizer "cambalhota". Resumindo, explica-se muito bem e é cada vez mais fácil de comunicar com ela.
Momento humorístico: para chamar o Sushi diz "shishi", para chamar a educadora diz "caca" (em vez de "Cuca").
26/01/13
Psst! Querem saber um segredo?
Outra coisa que sou, para além de faladora, é alérgica à mudança. Pareço uma velhota de 80 anos, bem sei, mas tenho muita dificuldade em abraçar a mudança e em me adaptar de imediato.
Isto leva-me a uma confissão: não é só a falta de tempo que me tem levado a escrever aqui bem menos vezes, é também o facto de o blogger ter mudado bastante e eu ainda não ter conseguido gostar disso. Mas vou tentar ser mais assídua. E vou tentar gostar mais das mudanças. Porque mudar é bom (e agora já pareço o slogan de um partido político em plena campanha eleitoral hehehe).
Isto leva-me a uma confissão: não é só a falta de tempo que me tem levado a escrever aqui bem menos vezes, é também o facto de o blogger ter mudado bastante e eu ainda não ter conseguido gostar disso. Mas vou tentar ser mais assídua. E vou tentar gostar mais das mudanças. Porque mudar é bom (e agora já pareço o slogan de um partido político em plena campanha eleitoral hehehe).
25/01/13
Juggling
Eu falo muito. Sou uma pessoa faladora, pronto. E poder-se-ia dizer que até bastante sobre a minha vida com as pessoas do meu dia-a-dia. As minhas colegas sabem o último stress que tive com a sogra, os meus pais sabem a última gracinha que a neta fez, a educadora dela na creche sabe os nossos planos para o fim de semana, os leitores deste blog (que tem estado tão ao abandono que já só devem restar meia dúzia) sabem os últimos disparates dos monstrengos - correção: da Emma, que o Sushi é um santo.
Mas não me agrada muito a ideia de que todas as pessoas da carruagem do comboio que apanho nos meus trajetos casa-emprego-casa saibam todas estas coisas, por isso evito falar ao telemóvel durante essas viagens.
Ora hoje calhou que a minha mãe me ligou. Tinha apanhado o comboio anterior ao meu, queria saber se esperava por mim na estação para me dar boleia para casa (visto que à 6ª feira os meus pais passam o final de tarde em minha casa com a Danoninha). Como não estava a chover disse que não era necessário, que mais valia irem andando para minha casa, para ficarem com a miúda e o Dono poder passear os cães o mais cedo possível, coitados. E depois tive de ligar ao maridão, a avisá-lo de que os meus pais iam a caminho, porque já estava a ficar tarde para os cães e assim ganhava-se tempo.
E foi assim que toda a gente à minha volta ficou a saber que uma das minhas maiores preocupações na correria diária é este malabarismo de haver sempre alguém que está em casa com a minha filha à hora do passeio dos meus filhos de 4 patas. Quando ela for mais velha, quando estiver bom tempo, quando os horários dela o permitirem, quando quando quando, tudo será mais simples. Mas por enquanto a rotina cá em casa é quase uma escala de aeroporto...
Mas não me agrada muito a ideia de que todas as pessoas da carruagem do comboio que apanho nos meus trajetos casa-emprego-casa saibam todas estas coisas, por isso evito falar ao telemóvel durante essas viagens.
Ora hoje calhou que a minha mãe me ligou. Tinha apanhado o comboio anterior ao meu, queria saber se esperava por mim na estação para me dar boleia para casa (visto que à 6ª feira os meus pais passam o final de tarde em minha casa com a Danoninha). Como não estava a chover disse que não era necessário, que mais valia irem andando para minha casa, para ficarem com a miúda e o Dono poder passear os cães o mais cedo possível, coitados. E depois tive de ligar ao maridão, a avisá-lo de que os meus pais iam a caminho, porque já estava a ficar tarde para os cães e assim ganhava-se tempo.
E foi assim que toda a gente à minha volta ficou a saber que uma das minhas maiores preocupações na correria diária é este malabarismo de haver sempre alguém que está em casa com a minha filha à hora do passeio dos meus filhos de 4 patas. Quando ela for mais velha, quando estiver bom tempo, quando os horários dela o permitirem, quando quando quando, tudo será mais simples. Mas por enquanto a rotina cá em casa é quase uma escala de aeroporto...
06/12/12
Tenho uma lágrima no canto do olho
Sempre que apanho a Danoninha em flagrante a fazer festinhas aos cães. Que cena LINDA!
28/11/12
Qualquer semelhança (não) é pura coincidência
E a quantidade de vezes que damos por nós a falar com a Danoninha como se fosse um dos cães?
Não.
Larga.
Dá.
Espera.
Quieta.
...
O que nos vale é que ela é mais obediente do que eles!
Tudo bem que tem aquelas birras normais, aquelas raivazinhas e ataques de mau génio, que são próprios de uma idade de grande frustração por não compreender ou não conseguir fazer e por precisar de testar os limites para se situar no mundo. Mas tirando essas situações (que apesar de perfeitamente normais ainda bem que são pouco frequentes) ela é tão boazinha, tão sossegadinha, tão lindinha, que até dá pena quando tenho de chamar a atenção para alguma coisa.
Por ela ser como é, ou por nós sermos como somos, lá por casa, até ver, a política de liberdade condicional continua. Obviamente, fizemos o necessário baby-proofing à casa mas, de uma forma geral, a Danoninha tem liberdade para mexer em tudo... a não ser que constitua um risco à sua segurança (daí o termo "condicional"). Acho que isso contribui para que ela perceba melhor que deve levar a sério quando levantamos efetivamente uma proibição. E acho que o facto de a nossa casa já estar pensada para sobreviver aos cães também faz com que não haja nada de muito perigoso abaixo de 1 metro de altura.
Não.
Larga.
Dá.
Espera.
Quieta.
...
O que nos vale é que ela é mais obediente do que eles!
Tudo bem que tem aquelas birras normais, aquelas raivazinhas e ataques de mau génio, que são próprios de uma idade de grande frustração por não compreender ou não conseguir fazer e por precisar de testar os limites para se situar no mundo. Mas tirando essas situações (que apesar de perfeitamente normais ainda bem que são pouco frequentes) ela é tão boazinha, tão sossegadinha, tão lindinha, que até dá pena quando tenho de chamar a atenção para alguma coisa.
Por ela ser como é, ou por nós sermos como somos, lá por casa, até ver, a política de liberdade condicional continua. Obviamente, fizemos o necessário baby-proofing à casa mas, de uma forma geral, a Danoninha tem liberdade para mexer em tudo... a não ser que constitua um risco à sua segurança (daí o termo "condicional"). Acho que isso contribui para que ela perceba melhor que deve levar a sério quando levantamos efetivamente uma proibição. E acho que o facto de a nossa casa já estar pensada para sobreviver aos cães também faz com que não haja nada de muito perigoso abaixo de 1 metro de altura.
19/11/12
Popular
A educadra da turminha da Danoninha pediu uma foto de família e depois de muitas tentativas lá conseguimos tirar uma em que nós os 5 estamos bem (a Emma nunca parava quieta, o Sushi adormecia, a Danoninha sai ao pai em falta de fotogenia... enfim uma aventura!).
Agora a nossa foto de família está pendurada na parede, a decorar a salinha, ao lado das fotos das famílias dos outros meninos e meninas.
Mas... modéstia à parte, é a mais popular de todas. Então não é que quando lá vou buscar a Danoninha todos os meninos vão lá direitinhos à foto e desatam a apontar com os dedinhos pequeninos e lá tenho eu de fazer a legenda (que mais parece uma lengalenga): é a mamã, o papá, a Emma, o Sushi... E todos se riem e eu fico ainda mais babada.
Agora a nossa foto de família está pendurada na parede, a decorar a salinha, ao lado das fotos das famílias dos outros meninos e meninas.
Mas... modéstia à parte, é a mais popular de todas. Então não é que quando lá vou buscar a Danoninha todos os meninos vão lá direitinhos à foto e desatam a apontar com os dedinhos pequeninos e lá tenho eu de fazer a legenda (que mais parece uma lengalenga): é a mamã, o papá, a Emma, o Sushi... E todos se riem e eu fico ainda mais babada.
03/10/12
18/08/12
Sushi-fiambre
Não dizem que o filho do meio é o fiambre?
Então lá em casa temos um bom naco, o Sushi. O mais bem comportado, o mais traumatizado, o mais totó, o "mais maior". E, sem dúvida, e apesar de tudo, o melhor cão do mundo.
Em 4 anos contam-se as vezes em que foi posto de castigo ou levou uma palmada (a primeira que lhe dei foi há umas semanas), mas perdem-se a conta às vezes em que se roçou em nós como um gato, bocejou como um hipopótamo ou ressonou como um dinossauro...
Continuo a achar que somos uns sortudos por termos sido encontrados por ele :)
Descobrem as diferenças?
16/08/12
Ritmo
Apercebi-me que o passo ideal para acompanhar o ritmo do Sushi a passear é eu ir a correr. Se não fossem os meus problemas nos joelhos dava para fazer um jogging matinal ao lado do raio do cão.
15/08/12
Felicidade
É ver a minha pipoca laroca a dar festinhas ao Sushi com o pano de limpar os meus óculos escuros, a querer besuntá-lo de creme como fazemos com ela, a trepar por cima do corpo dele quando está deitado no meio do caminho.
(A Emma é uma tola bruta que só tem a perder porque fica fora destes momentos.)
14/08/12
O terror do bairro
Tenho sido eu a passear os monstrengos de manhã, porque acordo cedo para ir para o trabalho e o Dono, que está de férias em casa com a Danoninha porque não tínhamos quem mais ficasse com ela, só precisa de acordar quando ela acorda - o que hoje significou dormir mais 3 horas do que eu. Invejaaa!
You know the drill: vou com a Emma, vinte minutos depois vou com o Sushi, vinte minutos depois vou direta para o banho toda suada. Vinte minutos depois saio de casa a cheirar bem e com as roupas pipis do trabalho.
Ontem tive de pegar na Emma ao colo e transportá-la assim a salvo de um campo minado de picos. Quem achou graça cortar as silvas de picos e não os apanhar não merecia o salário da câmara municipal que ajudo a pagar...
Hoje vi duas pessoas nitidamente fugirem de mim e do Sushi e optarem por dar uma volta maior só para não terem de passar por nós.
O que será que me espera amanhã? Resposta: UM FERIADO!!!
06/08/12
Primeiros passos, primeiras quedas
Porque hoje a minha filha está a recuperar de um olho negro mas em compensação rebentou o lábio, sendo que nenhuma destas lesões foi causada pela Emma mas nem sei como porque o raio da cadela é tão bruta que faz com que a miúda caia imensas vezes pela casa - preciso de animar este coração de mãe e portanto aqui vai...
29/07/12
Até mete nojo
Está naquela altura do ano em que tenho de ter especial cuidado ao fazer zapping para não ir parar à RTP a meio de uma tourada. É que até mete nojo, pá! Porque é que passam isso na tv? Porque é que continuam a fazê-lo? Porque é que há quem goste??? Man, estamos no séc. XXI. Já chegava, não?
28/07/12
O meu primeiro amor
Posso ter dois "póneis" em casa, mas o meu primeiro amor serão sempre os cavalos. E por isso mesmo o que o meu amor me ofereceu como prenda de anos (vocês vêm atrasados, já fiz na semana passada) foi um passeio a cavalo na praia. Romântico, eu sei. Completamente a minha cara!
*suspiro*
25/07/12
Os dois novos membros da família...
Dos meus sogros!
Nunca pensei que chegasse o dia em que a minha querida sogra ia ter 3 gatos em casa e se a primeira gata já causou a confusão que foi entre nós só espero que o facto de eu ter tido mão na adoção destes dois não se vire um dia contra mim.
Mas enfim ficaram bem entregues, ficaram juntos - chegámos à conclusão que seria muito complicado separá-los.
O meu cunhado quis ficar com o gato (afinal era um gato e uma gata) e os pais tiveram de aceder, visto que a minha cunhada no passado quis um cão e teve e depois quis uma gata e teve. Mas acabaram por também ficar com a gata pois os manos são mesmo mesmo mesmo inseparáveis. Ainda bem! Final feliz!
Apresento-vos então o Kurt Tonhó e a Luna da Tanga. Eu só os apanhei da rua, não tenho nada que ver com a escolha dos nomes...
PS - Soubemos tanto pela opinião do veterinário que os observou como também pelas vizinhas do bairro que têm posto em prática uma mega campanha de esterilização que estes gatinhos (e o terceiro mano, mais bravo, que nos escapou mas que entretanto já conseguiram apanhar) não nasceram na rua - foram abandonados, provavelmente no próprio dia em que os encontrei (eu assim gosto de pensar). Portanto quem quer que seja o filho da p*** que foi capaz de abandonar 3 bolinhas de pelo tão adoráveis quanto indefesas deveria passar o resto da vida à fome, ao frio e na mais completa solidão, para ver se também gostava... raios parta pá!
16/07/12
Mais lenha para me queimar...
Como o estado de abandono deste blog bem demonstra, não tenho propriamente muito tempo livre e todo o que tenho é basicamente para... dormir. Não me tenho dedicado a nenhum dos meus antigos hobbies (por "antigos" leia-se pré-Danoninha) e há mesmo muitas coisas - e algumas mais importantes que outras - que ficam por fazer. Lá porque digo que ando cansada e não tenho "me time", não é realmente uma queixa, porque é por uma boa causa e claro que, entre o trabalho, a lida da casa e os mimos à Danoninha (e aos cães, claro), não é muito difícil de adivinhar qual é a minha parte preferida.
Mas, não satisfeita com a trabalheira que já dá ter 3 filhos... LOL ainda fui arranjar mais dois. Pois eis que hoje vimos da janela três gatinhos bebés lindos lindos e claro que fomos lá buscá-los. Só conseguimos resgatar dois, infelizmente o outro já era mais arisco (e as mãos do Dono que o digam). Os dois maninhos ou maninhas - sim, porque eu percebo taaaaanto de gatos que nem sei bem - deixaram-se logo apanhar, adoram festinhas, só ronronam, aquela coisa boa que já se sabe.
E como infelizmente numa de "been there, done that", já sabemos que os monstrengos não aceitam felinos cá em casa, por mais adoráveis que sejam, é óbvio que eles só cá estão temporariamente e só mesmo porque a minha casa de banho consegue ser melhor do que a rua. E a casa de banho porquê? Porque se eles ficarem na casa de banho do meu quarto, com a porta fechada e o quarto por sua vez também com porta fechada é o sítio mais seguro para não virarem hamburgueres.
Já lhes fiz uma caminha, fui logo ao supermercado comprar areia e comida (e leite porque eles realmente são muito bebés) e já tirei fotos para começar a espalhar aos sete ventos.
É uma altura tramada, não me devia ter metido nisto, mas não conseguiria dormir hoje à noite sabendo que eles iam passar a vaga de calor dos próximos dias na rua, correndo o risco de desidratarem. E mesmo que sobrevivessem acabariam como o mano deles e nunca mais seria possível serem "domesticados" (uso o termo só para distinguir dos gatos de rua em estado mais selvagem, porque enfim, não percebo muito de gatos mas percebo o suficiente para saber que eles apenas nos deixam pensar que os domesticámos).
Agradeço então a ajuda dos leitores deste blog - se ainda houver por aí alguém, que eu sou uma desnaturada e não atualizo isto e agora tenho a lata de vir para aqui tentar dar gatinhos.
Dão-se duas gatinhas (vou arriscar dizer que são fêmeas porque ainda não vi tintins) com no máximo 2 meses, muito lindas e meigas, uma mais tímida do que a outra e teria preferência que fossem para a mesma casa mas se tiverem de ser separadas so be it.
O meu contacto é bydaisy560@gmail.com.
23/05/12
"Mamã", "Papá", "Pão", "Papa", "Água", "Quá" (pato), "Nham nham" (coelho),"Cão"...
... e "Emma".
São estas as palavras que a Danoninha sabe dizer, como não podia deixar de ser.
Só falta "Sushi"!
18/05/12
Dona Mãe Babada... e Cansada
As últimas semanas têm sido complicadas e tudo vai dar ao mesmo: ando exausta.
Voltei a trabalhar fora e como o meu novo emprego fica numa zona de Lisboa para onde é mais prático ir de transportes do que de carro vendemos o meu querido queridíssimo adorado smart, pois não faz sentido termos dois carros à porta de casa (o Dono sempre foi de transportes para o emprego). Ou seja, voltei a ter horários para cumprir, chefes a quem agradar, telefonemas e emails e colegas a interromper, e ainda por cima vou para Lisboa de transportes (isto pode parecer um facto menor mas há vários anos que não andava de transportes) e uma grande parte do percurso a pé, e, visto que ainda me ressinto fisicamente de ter passado tantos meses de cama, tudo isto me deixa de rastos.
Quando chego a casa, cansada e triste por passar menos tempo com a Danoninha e em stress porque o dia ainda vai longe do fim, encontro o chão cheio de pêlos (maldita época da mudança de pêlo), é preciso fazer o nosso jantar e o dela, há sempre coisas para arrumar ou compras para ir fazer... Ela pede a minha atenção (acha que quando eu vou à casa de banho é porque estou a jogar às escondidas então fica do outro lado da porta a bater para chamar a atenção - TÃO FOFA) e eu quero dar-lha, mas nem sempre dá para deixar tudo o resto em segundo plano. Porque a dada altura, mais do que a minha atenção ela vai querer é comer e depois dormir.
E é quando a Danoninha vai dormir que a casa fica finalmente em silêncio (ou não, porque às vezes a Emma anda por aí a ladrar) e eu me sento no sofá e suspiro. Primeiro, porque fico com saudades dela, segundo porque me sinto frustrada e culpada ao mesmo tempo por passar tão pouco tempo com ela mas no fundo gostar de quando ela vai dormir. o Sossego não dura muito, normalmente antes de nos deitarmos ela acorda pelo menos uma vez, durante a noite pelo menos outra vez, ou porque está destapada, ou porque perdeu a chucha, ou porque agora deu em sentar-se/pôr-se de pé na cama. Mas mesmo assim na minha opinião ela dá boas noites, só mesmo quando tem dentes a nascer é que acorda de hora a hora, e nem todas as mães se podem gabar do mesmo.
Em relação aos cães, que felizmente estão de boa saúde (aliás, vão ter direito ao check-up anual em breve porque está na altura de vacinar e desparasitar), noto que, apesar de tentarmos evitar, de certa forma têm sido um pouco "prejudicados" nos últimos tempos. Seja porque encostamos a porta da cozinha durante a noite para não fazerem barulho com as unhacas pela casa fora de manhã a virem-nos acordar, seja porque passam o serão enfiados numa divisão connosco com a porta encostada também, seja porque às vezes temos menos paciência ou passamos menos tempo em casa ou sei lá o quê. E já sei que vamos passar vergonha no vet porque eles estão MESMO a precisar de um banho (mais uma daquelas coisas que não temos tempo/paciência/dinheiro para ir tratar).
E confesso que fico tão, mas tão, frustrada por ter sempre a casa imunda logo agora nesta fase em que ela oscila entre o gatinhar e os primeiros passos agarrada a tudo, e depois leva as mãos sujas à boca e depois tem pêlos agarrados à roupa, e às vezes à chupeta, e eu até nem sou maníaca das limpezas, acho que toda a gente já sabe isso, mas bolas... há limites para aquilo que consigo ver sem ficar cheia de comichão-deixa-lá-ir-buscar-uma-esfregona!
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