23/04/09

E porque estava escrito que hoje ia ser um mau dia...

...acabei de desligar o telefone praticamente na cara da minha mãe, de tal forma entrei em choque. Vieram-me as lágrimas aos olhos, fiquei com tantos nervos que até me senti mal disposta. No fundo, eu sei que ela não faz nem diz as coisas por mal, mas só fica é ainda mais óbvio que ela simplesmente não percebe. Não percebe...! Não entra na cabeça dela que os nossos cães são a nossa família. Que os amo e vou sempre amar, nos dias bons e nos maus, todos os anos que puder tê-los por perto.

A minha mãe tem uma amiga que quer um cão adulto de porte grande. E vai daí lembrou-se que eu podia dar o Sushi. O meu Sushi!!! "Para me aliviar...", "Porque é uma oportunidade...", "Porque assim até ficava com alguém conhecido...", bláblábláblá

O Sushi não vai a lado nenhum. Quando o acolhemos não tencionávamos ficar com ele, é certo. Mas passaram-se 8 meses entretanto. É impensável dá-lo, é nosso, ele gosta de nós e nós dele.

O Sushi não vai a lado nenhum!!!! Ele não é propriamente uma peça de roupa que deixou de me servir e que agora quero doar para caridade.

Ao fundo ouvia o meu pai a gritar com ela para ela parar de insistir. Era capaz de jurar que o meu pai a avisou, antes de ela pegar no telefone, que não era uma boa ideia. Era capaz de jurar que continuou a discutir com ela depois de eu ter desligado. Ela nunca teve um animal de estimação, mas isso só explica parte da insensibilidade que hoje ela demonstrou. Há a outra parte, a parte do senso comum, que devia pelo menos fazê-la compreender que o que ela estava a sugerir é simplesmente uma atrocidade aos meus olhos.

Ainda estou em choque... Esta tão cedo não vou esquecer!

11 comentários:

cg disse...

Sensibilidades incompatíveis!

Anita disse...

É difícil, eu sei. Infelizmente já passei pelo mesmo. Mas nada que não se resolva.

Ana disse...

eh pa... eu lido muito muito mal com essas coisas! E ainda por cima ando zangada com a HUMANidade...
Respira fundo... conta de 10000 até 0 pensa que é tua mãe!!
A minha opinião (que tu não pediste, é certo e desculpa a intromissão) é q tens de estabelecer limites mto firmes. Nem que tenhas de abrir os olhos uma ou duas vezes. Ela é tua mãe mas tem de respeitar a tua identidade.

Desculpa. Mas tenho o coração ao pé da boca! :(

Beijinhos e calma

Sónia disse...

Sabes que passei pelo mesmo com o Sebastião! Mas comigo foi pior! O Drama começa lá em casa! O meu mardio quase que me deixou de falar! Temos pena!!

Hoje anda com o gato ao colo tipo bebe para o por na NOSSA CAMA!!

Vais ver que ela ainda se vai derreter toda com ele!!

A minha mãe tb não entendeu o facto de eu deixar o Sebastião ficar lá em casa!!

Hoje, apesar de o achar um destrambelhado, gosta imenso dele!!

Ana disse...

Ainda voltando à conversa (hj não faço nada).. acho que tive mta sorte nestas coisas. Os meus pais sp foram loucos por animais. Qd nasci tinha um boxer lá em casa com quem partilhava bocados de banana e queijo (cena linda e principalmente cheia de baba!!!!). Vieram dois labradores mais tarde. Os papás separaram-se. A mãe arranjou uma gata q, palavra de honra, fala com ela. Mia parece que responde à minha mãe.. Mimadaaaaaaaaa... O meu pai ficou com os monstrinhos, casou novamente e a mulher dele levou 3 gatos e uma cadela de 15 anos, cega e que quase não anda (acreditem ou não super feliz...adora "passear" no jardim e cheirar a relva). Não chegava o zoo e ainda lhes apareceu em casa uma piolha de uma cadela mal tratada, subnutrida e lá ficou. 6 bichezas!!! Um dos cães já faleceu!!! :( Ah.. e ainda ha duas cegonhas na chaminé!!! A minha madrasta tem pena delas pq tá frio e vento e quer ir lá pôr cobertores!!!!! (Não, nós não somos normais!)

Hoje chegas a casa dás uma beijoca especial ao Sushi, olhas bem naqueles olhos lindos, agarras na focinhoca dele e dizes: TU NÃO VAIS A LADO NENHUM!!!! ;)

beijoca

Claudia Estanislau disse...

diz que sim e ignora, mãe é mãe ganhou direito de dizer algumas coisas, não quer dizer que as vas fazer. Comportamentos inadequados ignoram-se, esta permissa também se aplica aos humanos. Não fique triste afinal de contas o Sushi ainda está aí e aí continuará. :D

nocas verde disse...

Apenas uma coisinha (por quem passou pelo mesmo):
essa história de senso comum só é válido para quem sente o ´que nós sentimos em relação a animais. Gostando de os ter por perto ou não, há pessoas que tem esse senso comum (por exemplo - amo o meu Faramir, gato, mas amava ter um cão. O meu senso comum diz-me que eu simplesmente não tenho condições para o ter. E pronto) Em casa da minha mãe tive sempre que fazer birras e apenas consegui ter um cão (que, infelizmente, a mãe deu-o quando eu estava de férias) e um gato anos mais tarde. Passava a vida a azucrinar-me a cabeça por causa do meu querido pety. Mas sabes que mais? Chorou imenso, qwuase, quase mais que eu quando ele foi envenenado e me morreu nos braços.
Mesmo depois de eu ter a MINHA casa e os MEUS animais era uma azucrinação pegada. Mas acho que os conseguimos vencer pelo cansaço. Conto-te em (não tão) poucas linhas o processo que demorou trinta anos! Hoje, com o Faramir, ele é vê-la a pegar nele e nas férias? como não podia levá-lo deixei-o em casa dela (que ele conhecia e tal) mas o "menino" não conseguia dormir e tal e... mudou-se a minha mãe para o meu sofá (!) para que "menino" dela pudesse dormir na sua caminha!
Coragem... sério, sério
(desculpa ter-me alargado!)

Uma dona babada disse...

não podia deixar de vir aqui agradecer os vossos comentários porque sabe mesmo bem saber que há por aí pessoas com o mesmo problema ou pelo menos com a mesma forma de pensar.

é incrível como apesar de todos termos animais diferentes, histórias de vida diferentes, etc., na realidade temos algo em comum (o amor pelos animais) que nos permite partilhar, desabafar, ser compreendido, rir, etc.

criar este blog foi uma excelente ideia (e uma espécie de terapia se virmos bem as coisas).

Obrigada pela força!!!

não tenho mtas esperanças que a minha mãe mude. não posso alimentar essa esperança para nao continuar a apanhar desilusão ápós desilusão. o que me resta é deixar os meus limites bem claros (o que sempre fiz em relação a tudo pois sou mesmo mt independente em relação aos meus pais) e fechar os olhos e tapar os ouvidos smp k mesmo assim ela os passar porque obviamente nao quero comprar uma guerra com a minha própria mae.

aproveito só para dizer que a minha sogra tb é apologista de darmos um dos caes, mas nao por nao compreender (ela tem um cao) mas porque acha que não tenho estofo fisico para os passear e tratar deles, kto mais um dia que engravide...

por isso, como vêem, estou rodeada de forças antagónicas...

mas em compensação, tenho um maridão que pensa como eu e portanto os cães não vão a lado nenhum!

Van Dog disse...

Importante, importante, é aí em casa estarem todos de acordo. E isso, está garantido!

Eu tentaria não me deixar ofender. Desviando o telefone para não ouvir, tentando sorrir com a incompreensão alheia. Afinal, a tua vontade é que prevalece! (felizmente!...)

Sandra Duarte disse...

Eu percebo-te perfeitamente mas há quem não nos entenda. Mas acho que não entendem mesmo nem nunca vão entender. Mas acho que quem fica a perder são essas pessoas.
Beijocas boas

Carracinha Linda! disse...

Há pessoas com feitios completamente diferentes...

Por exemplo, vou agora de férias para fora. Onde vou deixar a minha "filhota" Netty? Em casa dos meus pais, que a adoram ter por lá, mesmo que já lá tenham a Putchi. Em casa dos meus sogros nunca a hei-de deixar, porque embora eles até gostem dela, estão sempre a dizer que um animal é uma prisão e que dá muito trabalho, etc, etc, etc...

Enfim, cada um é como é. E para mim, a minha Netty é tudo menos uma prisão.

Bjs